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Ateísmo em si, causa desfocada

por Bruno Cava (14/02/2011)

A ideia de Deus não é incompatível com a democracia e a liberdade

por Bruno Cava

O leitor considere esta uma crítica interna. Sou ateu hormonal. Tem gente que nasce gay. Eu nasci ateu. Nunca sequer cogitei a possibilidade de Deus existir. Nem imagino com que artimanha a fé se instale e funcione na cabeça dos teístas. Quando menino, as tentativas de converter-me no máximo tiravam risinhos e olhares de galhofa. O ateísmo púbere me levava a contestar colegas, familiares, professores. Arrogante, adorava me exibir com as razões prêt-à-porter contra a existência de Deus.

O Velho Testamento li com fervor. Despertava-me impulsos sádicos o protagonista fascínora e suas suculentas histórias de destruição, poligamia e assassinato em massa. Se um dia Quentin Tarantino adaptá-lo para o cinema, sugiro desde já Jack Nicholson para Deus. É o único ator capaz de fazer a gente gostar de um vilão tão depravado. E, se o Novo Testamento pinga menos sangue, vibrei na versão de Mateus, quando o messias anuncia que não veio trazer a paz e a harmonia, mas a espada e o conflito.

Com o tempo, aprendi a controlar os impulsos. Ainda assim, de tempos em tempos, algo lá no fundo borbulha e sofro de surtos ateístas. Desenvolvi uma estratégia. Aproveito-os chafurdando na ontologia. Com ela, aprendi a desenterrar a transcendência de seus inúmeros esconderijos — profundos ou prosaicos.

Portanto, sou ateu e muito ateu. Provavelmente sou mais ateu que todos vocês juntos. Mas não compro a causa do ateísmo, em si mesma.

O ateísmo lembra a ecologia. Amiúde se apresenta como movimento político, mas não diz muita coisa na prática. Pode ser de direita ou de esquerda, conservador ou libertário, racista ou pró-minorias, cientificista ou espiritualista. Como o discurso verde, os gumes podem ser usados para libertar ou para oprimir.

Como se, na urgência das lutas, houvesse tempo e paciência infinitos para debater a metafísica do divino. Imagine se, pra começo de conversa, em cada tema tivermos de dissuadi-las de sua fé, em vez de partir para o que interessa: aborto, casamento livre, direito penal, exploração do trabalho, drogas, racismo etc. Conquistar direitos importa mais, do ponto de vista político, do que tentar livrar as pessoas do que lhes é tão íntimo.

Não critico o ateísmo militante por ser militante, mas por ser ateísmo. Como militância, funciona ao menos para deslanchar a pessoa na dialética pública, na advocacia política, nas técnicas de organização. Só a luta ensina. Afinal, numa geração de zumbis, como não incentivar o ativismo enquanto tal? tem gente que se inicia no ateísmo, outros no grêmio do ensino médio, outros no PSOL. É válido.

Tampouco sou daqueles chatos a clamar pelo “ateísmo saudável”. Ramerrame da moderação. Assim pretendem apagar o brilho luciferiano dos olhos ateus, calar o seu ódio, podar a sua revolta. O caso não é apaziguar o ateu, mas potencializar esse elã de modo eficaz. Trabalhar o excesso ao invés de negá-lo. Pois não se represam hormônios para zerá-los, mas sim para liberá-los no momento certo, na ocasião certa, com as pessoas certas.

Intrigante, por outro lado, a aparição de grupos de defesa dos direitos do ateu. Como se os ateus fossem uma minoria perseguida. Sim, tem gente que não confia em ateus. Mas, pelo fato de ser ateu, alguém: a) foi espancado ao passear pela Avenida Paulista?, b) teve a porta de seu dormitório estudantil queimada?, c) foi barrado de entrar em shopping?, d) apanhou em casa do cônjuge embriagado?, e) foi “confundido” pela polícia? por acaso, alguma vez alguém olhou feio pra você na rua, por ser ateu?

Chega a ser insulto, no Brasil, os ateus nos acharmos oprimidos. O máximo que vai acontecer é não ser votado. Será mesmo? Dos últimos três presidentes (contando a atual), dois são ateus. Claro, tem que ter malandragem na campanha. Se não tem, então por que se candidatou em primeiro lugar? Iria perder de qualquer forma.

Ademais, a militância atéia se mostra enviesada quando se depara com as polêmicas da vida real. Quando se discutem direitos, o ateu reacionário adora chamar os outros à ordem. Conclamar pela unidade do movimento, supostamente ameaçado de divisão por questões esotéricas. Lembrar do verdadeiro motivo da militância: a luta contra a ignorância do mundo. Pinta aquela palavra sectária: “divisionismo”.

Nesse sentido, recentemente um site mantido por “céticos” chegou a tripudiar de um outro por “vir se tornando um blog GLS” (!). Nome aos bois: a Central Ceticismo falando do Bule Voador. Justamente do melhor site do gênero. Em vez de ateísmo desbundado, o Bule Voador foca questões concretas, defende pautas de esquerda e se articula como movimento político. Basta conferir lá artigos de Eli Vieira, Rayssa Gon ou Eduardo Patriota, um contraexemplo ao que escrevi.

Então qual é o ponto?

Meus hormônios podem não concordar, mas a ideia de Deus não é incompatível com a democracia e a liberdade. No fundo, o problema não é a fé, mas a apropriação política do medo e da esperança. Menos a religião do que as pretensões políticas de salvadores, profetas e igrejas. O problema não é a relação pessoal com a divindade, mas a inscrição dela em regimes dogmáticos de autoridade e obediência.

A militância atéia enfrenta um falso problema.

Bruno Cava

Engenheiro aeronáutico e bacharel em direito, mas gosta mesmo é de literatura e cinema. Autor de A vida dos direitos: Ensaio sobre violência e modernidade (Lumen Iuris, 2008).

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Leandro Gonçalves do Rosário

Ok, mas…
Alguém já conseguiu separar religião de “pretensões políticas de salvadores, profetas e igrejas”?

O progresso social, político e técnico-científico de países que estão abandonando a religião não depõe contra sua tese?

Saudações ateias!

B.O.B.

Discordo em absoluto. Não podemos ignorar que crença na existência de Deus delineia-se em jogos de poder efetivamente nocivos e ligados a manutenção de um tipo específico de alienação em massa. Mesmo discordando da ação ali proposta, recomendo a leitura de “Deus está morto, mas Ele não sabe” de Slavoj Zizek.

Sim, é ridículo levantar uma simetria entre o racismo e o preconceito com ateus no Brasil. E é ridículo em diversos níveis — um deles é justamente a diferença de esferas nas operam esses preconceitos. Sendo assim, estabelecer uma hierarquia de causas é igualmente ridículo.

Daniel

BTW, quem não leu, aproveite agora a oportunidade para ler a entrevista com o André Cancian, onde ele também fala do “ateísmo em si” — http://www.amalgama.blog.br/08/2010/entrevista-andre-cancian/

eltonbcastro
eltonbcastro

Perfeito. Não poderia concordar mais.

Dandi Marques
Bruno, Já protagonizei uma vez em meu blog um comentário sobre as propagandas ateístas que seriam veiculadas em ônibus em algumas capitais brasileiras (O que acabou não dando certo devido ao conservadorismo e medo do ateísmo). Você participou e comentou ser simpatizante da causa, mas às vezes te causa inquietação essa militância atéia. Eu respondi, mas acredito que não tenha visto, que de certa forma eu faço essa mesma ressalva, pois não gosto do ateu que prega seu não-deus. Já li algumas críticas de ateístas a esse ateísmo religioso, ele me incomoda também. Minha postura é a de confronto. Mostro… Leia mais »
Bruno Cava

Salve, BOB,

É irônico você manejar a acepção pascalina de “ridículo”. Porque servia precisamente para blindar a esfera do transcendente, ante os “tentáculos” da razão. Tentar racionalmente falar de Deus seria “ridículo”. O ridículo pascalino surge, portanto, para separar esferas e instalar uma hierarquia entre elas: Deus acima de tudo, e a teologia como píncaro do conhecimento.

Se, por outro lado, você introjeta o “ridículo” para separar esferas, porém não as hierarquiza, aí estamos em mais um relativismo — moderninho, mas bobo.

Por último: ninguém falou em causa menor. O problema não é anatômico, mas ótico.

Abraço.

Erandir Toneto
Erandir Toneto
Ao autor. Não sei se por desconhecimento de causa ou por ironia que escrevestes: a) foi espancado ao passear pela Avenida Paulista?, b) teve a porta de seu dormitório estudantil queimada?, c) foi barrado de entrar em shopping?, d) apanhou em casa do cônjuge embriagado?, e) foi “confundido” pela polícia? Essas coisas só não acontecem com mais frequencia porque o ódio por ateus faz com que, de uma certa forma, não expressemos o que de fato pensamos. Eu já fui agredido fisicamente sim. Os outros casos só não ocorrem porque a grande maioria de nós estamos “no armário”. Nos manifestamos… Leia mais »
Amâncio Siqueira

Alguém aqui imaginaria um apresentador de programa policial culpando negros, judeus, mulheres ou homossexuais pela violência? Pois é, mas um culpou os ateus. Se isso não é preconceito, mudemo-nos logo para um gueto só nosso.

Alex Rodrigues
Sinceramente, eu não sei se me sentiria tão seguro quanto me sinto se passasse a expressar o fato de ser ateu de uma forma, digamos, mais visível. Exemplificando. Quase todo mundo que conheço sabe que sou ateu. Até aí, tudo bem. Não se toca no assunto e vivemos a vida tranquilamente. Porém, não sei se seria assim caso eu resolvesse vir trabalhar com camisas em que estivessem escritas frases ou declarações “antirreligião” ou “antideus” (sejam frases jocosas, sejam frases de ateus famosos, sejam frases mais contundentes). Sem dúvida eu colecionaria alguns olhares raivosos, algumas viradas de cabeça e, quem sabe,… Leia mais »
Marcio
Marcio

“Chega a ser insulto, no Brasil, os ateus nos acharmos oprimidos.”

Ateu só não é oprimido no brasil porque não se manifesta publicamente.
Se fosse possível identificar um ateu por alguma característica fisica (ou até mesmo visual, como um simples ‘chapéu de ateu’), a maioria dos exemplos que você deu de opressão CERTAMENTE aconteceriam com ateus também.

Se voce não acredita, vai para as proximidades de uma igreja evangélica qualquer e fica tentando converter aos berros as pessoas para o ateísmo. Depois conta se voce foi oprimido ou não.

Raphael Tsavkko Garcia

Texto tem muito a ver, quando trata de religião no último parágrafo, com outro texto aqui do Amálgama http://www.amalgama.blog.br/02/2011/quando-confunde-se-religiao-com-praticas/

Bruno Cava
Leandro: esse discurso saco-de-gatos também poderia ser: alguém já conseguiu separar política de corrupção? Existem muitas formas de praticar a religião, nem todas implicam oprimir os outros, do mesmo modo que nem todos os políticos são corruptos. Saudações. Dandi: muito ponderadas as colocações. Alex, obrigado. Mas reparem, quem vai atacar, pro-ativamente, qualquer idéia, qualquer ideologia, tem de preparar-se para a reação. Se você se anuncia anti-algo, tem de preparar-se para a reação dos defensores do algo. No ME, criticava os “socialistas de almanaque”, e sempre sofri, como outros estudantes ativos na política, certa antipatia/perseguição deles, mas nem por isso aleguei… Leia mais »
romério rômulo

bruno:
levei pra minha página no facebook. um abraço no daniel.
romério

Alexandre Guimarães

Apenas duas considerações: já fui hostilizado por ser ateu. Experimente ser um ateu, publicamente, em uma cidade do interior mineiro diante da maioria católica hipócrita, aquela que frequenta missa aos domingos para desfilar roupas e falar mal da vida alheia.

De resto, acho que religião, ou falta dela, é um exercício da liberdade no âmbito privado, portanto deve ser praticada entre quatro paredes, e não nas ruas ou templos abertos. Entre quatro paredes vale tudo, até orar ou rezar para um deus punidor criado a imagem e semelhança do homem.

Rafael

Perfeito.

trackback

[…] fino e a massa – em forma de retratação por um possível exagero num post do ano passado) e no Amálgama (por Bruno […]

Hugo Albuquerque
Concordo em praticamente tudo, Bruno. Se nós nos focarmos numa militância contra a relação que algumas pessoas alegam ter com esse deus pessoal, no fundo, nós estaremos afirmando essa crença pela negação. Uma militância verdadeiramente libertária exige um outro olhar sobre essa luta, na qual deixemos de lado o debate refratário onde é defendida a inexistência desse deus para, com os pés fincados no chão, construirmos uma alternativa prática que neutralize seu uso pelo Poder como instrumento de dominação dos corpos. Sobre a relação teísmo-ateísmo, eu também entendo que é preciso escapar a essa dicotomia. Trata-se de uma falsa problemática… Leia mais »
Sudário de Jesus
Sudário de Jesus

Triste vida do ateu.Ele tem a certeza que após a morte só existe …nada.Morreu,acabou.Isso é angustiante,desesperador.Nem mais uma chance,nem de cozinhar no fogo do inferno.

Raimundo PI
Raimundo PI
“a) foi espancado ao passear pela Avenida Paulista?, b) teve a porta de seu dormitório estudantil queimada?, c) foi barrado de entrar em shopping?, d) apanhou em casa do cônjuge embriagado?, e) foi “confundido” pela polícia? por acaso, alguma vez alguém olhou feio pra você na rua, por ser ateu?” d)Já ouvi relatos de conjugues, mas o maiores casos de agressão é dentro da família. Já me olharam feio na rua, na escola e no trabalho. Discussões e ofensas não me faltaram, chegando aos níveis de calúnia e difamação, isso por eu ser um ateu assumido. Agressões quase cheguei as… Leia mais »
Ateísta CapiXaba Netto
Ateísta CapiXaba Netto

“mas a ideia de Deus não é incompatível com a democracia e a liberdade.”
Então o Oriente Médio deveria ser Democrático ao extremo e o Irã um “baluarte da liberdade” mas estes são Ditaduras Teocráticas que o nosso governo julga “parceiros econômicos importantes”, sem esquecer que o Ex-Presidente Lula defendeu publicamente a “reeleição”do Ditador Amahinejad .
Se se insurgir contra esta Imbecilidade é fazer um “ateísmo desfocado” então prefiro ser Daltônico.
E nenhum dos Presidentes assumiu que era “ateu” nem mesmo FHC .

Haller
Haller
… me vejo como um peixe fora do vosso aquário. Bruno e os demais venho em paz e respeito a posição de todos e faço questão de deixar claro que o meu respeitar significa não ofender porque encontrei pessoas que pensam totalmente diferente. Quero deixar claro que sou cristão creio em Deus e na Bíblia e tenho motivos definidos para o fazer porém entendo que é na diversidade de pensamentos e com o devido respeito mútuo desenvolvesse o crescimento interior Bruno, não entendi o foco central dos ateístas e ao mesmo tempo o que é defenido como o mais importante… Leia mais »
1berto
1berto
Eu acho que o debate sobre ateismo e religiosidade é válido. Como quase todos os debates é improvável que produza resultados imediatos e reconhecimento dos erros de qualquer das partes, no entanto contradizer o discurso religioso cria um tipo de consciência diferente nos religiosos, muitos deles percebem por exemplo que não usam a bíblia para decidir o que é certo ou errado, embora sempre tenham feito isso nunca tinham pensado desta forma. A pessoa não deixa de acreditar em deus mas se abre a noções bem mais seculares para tomada de decisão. É claro que isto se aplica a pessoas… Leia mais »
Monica
Monica

Ja fui ateia – atoa etc. Agora sei que Deus existe. Bruno, penso, coitado de vc. Mas seu dia, se vc deixar, chega. Embora Deus seja uma pessoa, não O confunda com a maneira de agir das pessoas que vc conhece que usam o nome de Deus. Mas eu garanto a vc que ele existe cara. He does exist!

Amâncio Siqueira

É por isso que o debate é tão difícil. O crente diz “coitadinho” do ateu. Ateus me dão pena. Mas eu os respeito. Bem, nem todos os ateus são atoa como você foi. Poupe sua pena para si mesma, para a “ateia” que foi.
Quero aproveitar para lançar uma proposta para os que acham que ateus não sofrem preconceito: coloquem em seus carros ou em sua casas adesivos como “Sou feliz por ser ateu” ou “deus não existe”, e vejamos o que acontece.

Alexandre Guimarães
Deus sem você é Deus. Você sem Deus é LIVRE! Acho interessante os crentes darem “prova” da existência de deus baseada em coisas como: “eu garanto”, “está escrito”, etc.. (argumentos paraguaios – la garantia soy yo) Será que já tentaram pensar e raciocinar? Eles têm pena de ateus quando estes morrerem, eu tenho pena de crentes enquanto viverem …. não sabem o que estão perdendo deixando de ter medo de um cara barbudo, carrancudo, vingativo e que vai matar quem não o bajular, poderiam contribuir muito mais para a humanidade que ficar rezando num canto….Discussão com crente é perda de… Leia mais »
Veridiana
Veridiana
Seu texto é ruim em tantos níveis que nem sei por onde começar. No início já dispara uma clássica retórica para tentar se mostrar mais “qualificado” ou mais “experiente” que qualquer outro ateu: “(…) Provavelmente sou mais ateu que todos vocês juntos…” – Sinto muito, mas isso é patético e não contribuiu em nada para as considerações que faz a seguir. É pura tentativa de influenciar a seu favor a opinião dos leitores. Se você tivesse argumentos realmente bons não precisaria apelar a forma mais básica de apelo a audiência. Em seguida você tenta argumentar que pelo fato de ateus… Leia mais »
Daniel Sottomaior

Olá, Veridiana. Você tem algum tipo de prova da causa de sua demissão? Esse tipo de caso não pode passar em branco.

Teresa da Vila
Teresa da Vila
Gostaria um dia de ler ou ouvir um depoimento de um ateu , mesmo hormonal como vc, que não precisasse usar em seu discurso o tom de deboche, aliás, tão inflamado quanto o de um evangélico. Mas tivesse a tranquilidade de expor seu pensamento e seus sentimentos, ou mesmo a falta deles. Li isto hoje e acho que cabe aqui: “Espiritualidade é uma atitude existencial, uma maneira de viver em maior profundidade. Ela não depende da formalidade da fé e nem da sagacidade do intelecto. Não se restringe à postura de posse exclusiva de qualquer religião ou igreja enquanto entidade;… Leia mais »
trackback

[…] defendem seus sequestradores: a síndrome de Estocolmo.  Lendo o texto do Bruno Cava, “Ateísmo em si, causa desfocada“, não pude resistir ao chiste de fazer algum paralelo com a síndrome e batizar a negação […]

Cesar Reis
Cesar Reis
Cheguei atrasado para comentar. Mas vá lá, se por acaso estas minhas poucas linhas possam ser lidas, assim será. Bruno, não entendi chongas! Que é ter sido ateu, achar depois que era ateu-teísta, mas continuando a ser ateu? Brincadeirinha, caraminholas, diversão contextual e dialética, não é mesmo? Que é escrever no Bule Voador? É ser ateu escrachado, pregar desavergonhadamente o ateísmo. Ser completamente darwinista, arrogante, anti-clerical e fingir-se democrático. O tal Bule, não difere em nada dos outros, talvez um taquito na forma, na apresentação. No contexto é igualzinho a todos os demais: uma droga cética fantasiosa passando-se por vítima… Leia mais »
L D
L D
Com certeza. o ateismo está aos poucos se tornando uma oligarquia ( poder concentrado nas mãos de poucos) é muito estranho isso,poís ateus refletem,pensam,raciocinam,não sei se é porque existem pessoas que fazem questão de pertencer a algum grupo. Há uns dias estava em um debate em um site ateu ( por questão de bom senso não vou dizer qual é) e o que eu percebi lá é que aviam dois grupos de ateus .O debate era sobre homosexualidade, quando eu citei parte do wikipedia falando do transtorno de identidade degenêro,ás causas e o comportamento ( para podermos debater se era… Leia mais »
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[…] em esmagar todas as igrejas. Mas agora concordo com Marx, na Questão judaica, quando diz que o ateísmo é causa desfocada, senão insípida. É ineficaz combater religiões e igrejas, mas sim as condições de escassez e […]

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