Por que votarei em Dilma Rousseff

por Celso Barros

-- Dilma Vana Rousseff --

Os três principais candidatos nessa eleição presidencial são muito bons. A terceira colocada deve ser Marina Silva, e Marina Silva seria melhor presidente que 90% dos presidentes do mundo. Levando em conta só os competitivos, nos últimos dezesseis anos só Garotinho (que a The Economist traduzia como “Little Kid”) avacalhou nosso currículo, onde, na minha modesta opinião, devemos ter orgulho de ostentar Lula e FHC.

Mas é preciso escolher, e, no que se segue, argumentarei que a melhor opção para o Brasil no momento é uma ex-guerrilheira nerd.

1.
Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.

O governo Lula, tanto quanto o governo FHC, foi um governo democrático. Quem lê jornal no Brasil não apenas percebe que é permitido falar mal do governo, mas pode mesmo ser desculpado por suspeitar que falar mal do governo é obrigatório por lei. Os partidos de oposição atuam com plena liberdade, os movimentos sociais, idem, e, aliás, eu também. O Olavo de Carvalho se mandou para os Estados Unidos, dizem que com medo de ser perseguido politicamente, mas, se tiver sido por isso, foi só frescura. De qualquer modo, nunca antes nesse país exportamos tantos Olavos de Carvalho.

A economia foi muito bem gerida durante a Era Lula, a despeito do que falam muitos petistas (talvez preocupados com a falta de oposição competente). Companheiros, deixemos de falar besteira: a política econômica foi um sucesso. Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC, e acrescentamos a isso: uma preocupação quase obsessiva por acumular reservas internacionais, a excelente ideia de comprar de volta nossa dívida em dólar, e medidas de incentivo fiscal quando foi necessário. A dívida como proporção do PIB caiu consideravelmente, e só voltou a subir quando foi necessário combater a crise. Certamente voltará a cair já agora.

Por essas e outras, fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair da maior crise econômica desde 1929. Os tucanos se consideravam uma espécie de Keynes coletivo por terem sobrevivido à crise do México. Com muito menos custo, sobrevivemos à crise dos EUA. E isso se deu porque a economia durante a Era Lula foi muito mais bem administrada do que durante o primeiro governo FHC. No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.

E, na área social, o Lula realmente se destaca na história brasileira, e na conjuntura econômica mundial. FHC não merece nada além de parabéns por ter copiado o Bolsa-Escola do governo petista do Distrito Federal (cujo governador havia idealizado o programa ainda na década de 80), e o PT merece críticas por ter atrasado sua adoção insistindo no confuso “Fome Zero” por tempo demais; mas, uma vez re-estabelecida a sanidade, o programa foi implementado com imenso sucesso, e, associado à política de recuperação do salário mínimo, e à boa gestão da economia, geraram resultados que não estavam nas projeções do mais otimista dos petistas em 2002. Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.

A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.

Não é à toa que o economista Marcelo Neri, um dos mais respeitados estudiosos da pobreza no Brasil, fala no período de 2003-2010 como “A Pequena Grande Década”. Tanto quanto sei, Neri não é petista.

Por outro lado, há algumas semanas, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um balanço crítico do governo Lula, que considera um desastre. O artigo praticamente não tem nenhum número. I rest my case.

2.
Seria idiota dizer que isso não é, em nenhum grau, motivo para votar na Dilma. Dilma participou ativamente disso tudo, e, no mínimo, apoiou isso tudo. Marina Silva, é verdade, apoiou quase tudo isso. José Serra não o fez, e muitos de seus simpatizantes continuam convictos de que os últimos oito anos, em que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu no ritmo da economia chinesa, foi uma era das trevas da qual a nossa elite bem pensante (hehehe) acordará em breve, chorando de felicidade porque era só um pesadelo.

Mas, até aí, eu considero que a Era FHC também foi boa para o país, por outros motivos, e mesmo assim foi bom que Lula fosse eleito em 2002 (como irrefutavelmente provado acima). Por que não seria esse o caso, agora?

Em primeiro lugar, porque não acho que será bom para o Brasil se o governo Lula tiver sido só um intervalo. Se Serra ganhar a eleição, eis o que se tornará a versão oficial sobre esse período: uns caras com diploma governavam muito bem o Brasil por muitas décadas, aí surgiu um paraíba muito carismático que acabou % ganhando a eleição, mas não fez nada demais, por isso eventualmente a turma do diploma retomou o controle da coisa toda. Coloquei um sinal de porcentagem no meio da frase para que ela tivesse pelo menos um erro que não fosse também papo furado.

É importante compreender que os novos atores que compõem o PT vieram para ficar, pois são sócios-fundadores de nossa democracia, e que, de agora em diante, o Brasil é um país com uma esquerda que sabe ser governo. Isso quer dizer que agora a direita, para vencer eleições, precisa apresentar boas candidaturas (de preferência sem roubar nossos sociólogos, ou economistas heterodoxos) e, o mais crucial de tudo, apresentar propostas para os mais pobres, que acabam de descobrir que podem melhorar imensamente suas vidas com o voto. A direita brasileira ainda não fez esse trabalho: continua pensando como se fosse um direito natural seu governar o país, e esperando que algum movimento legitimista re-estabeleça a ordem nesta budega.

Enquanto a justiça eleitoral não fizer o voto do Reinaldo Azevedo ter peso 50 milhões, a estratégia de fingir que o governo Lula não desmoralizou os anteriores, diminuindo a pobreza sem desestabilizar a economia, não vai ganhar eleição. Enquanto não tiver um projeto para o país (o que, diga-se, o Plano Real foi), a oposição não merece voltar ao governo. Como o PT dos anos 90, por exemplo, não merecia ganhar a presidência, pois seu programa era o que, no jargão sociológico, era conhecido como “nhenhenhém”. O PT venceu quando reconheceu que o papo agora era outro, e era preciso partir das conquistas já alcançadas. Não há sinal que consciência semelhante exista na oposição como bloco político, embora, sem dúvida, o candidato Serra o tenha compreendido.

3.
Mas esse tampouco é o melhor motivo para se votar na Dilma. O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma.

Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?

Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.

Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.

Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.

Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.

A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.

Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.

Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.

Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.

Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.

4.
Certo, mas deve ter gente pensando, ah, mas ela é só uma tecnocrata, vai ser engolida pelos políticos (o bom é que essa mesma turma dizia que o Lula, por não ser um tecnocrata, ia ser engolido pelos políticos). Deve ter gente, à direita e à esquerda, com esperança de manipular a Dilma. A Dilma, no caso, é aquela menina que, aos vinte e poucos anos, inspirava respeito até nos caras do Doi-Codi, como se depreende dos documentos da época. Se quiser ir tentar manipular essa dona aí, rapaz, boa sorte, vai lá. Depois você conta pra gente como é que foi.

—–
Outros artigos da série:
– Por que votarei em Plínio Sampaio
Por que votarei em José Serra
Por que votarei em Marina Silva

  • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

    O artigo já começa errado. Temos três bons candidatos? Onde? A Criacionista ou o Espancador de Professores? E FHC? O Grande Genocida, nas palavras do saudoso Fausto Wolff?

    Ponto relevante logo de início, o governo FHC, assim como TODO governo DemoTucano está longe de aceitar a livre manifestação dos Mov. sociais. Os criminaliza, espanca e sufoca. Lula, se não fez muito por eles – notadamente o MST e MTST e congêneres – ao menos não criminalizou. Quanto à mídia, sem dúvida ou dá ou recebe dinheiro do DemoTucanato. Não há esta ‘liberdade” toda. É preciso ser amigo do rei para ser ouvido, ainda que todos possam reclamar. Felizmente,a Internet é o contraponto, apesar das tentativas do partido de Serra tentar censurar a rede.

    No mais, não gosto das motivações. Considero o voto como uma reflexo da ideologia e não de um utilitarismo pragmático. O texto adota a segunda posição.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Tsavkko, o FHC era “genocida”? Calma aí, né, galera.

      • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

        Termo do Fausto Wolff, resolva-se com ele!=) MAs, observando a criminalização absurda e assustadora dos movimentos sociais, temos um quadro. Eldorado dos Carajás, aliás, foi sob FHC, nada mais ilustrativo. A venda completa de nosso país foi sob FHC. Sobrou BB e Petrobrás, e não foi por falta de tentativas de vender!

        FHC foi um câncer que dilapidou nosso país.

        • breno

          claro claro, resolve-se com o Wolff..
          e o fato de vc ter usado não implica responsabilidade alguma pro seu lado..

          Mas afinal, Tsavkko, você é imparcial, qual a mídia rancorosa? Adoro os “Muitos acreditam que” mas não saio de casa sem os “Teria dito”.

          em tempo, concordo contigo sobre o restante, mas fica feio usar o argumento e fugir da raia

        • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

          Breno, não sei se você reparou, o “resolva-se com ele” foi uma brincadeira.

          FHC criminalizou os Movimentos Sociais como nenhum outro, foi responsável direto ou indireto por atentados sérios contra os movimentos. A situação era tão séria que Fausto Wolff o chamava de genocida. Foi isto que eu quis dizer.

        • http://amálgama jose roberto batista

          Vender o que é nosso, é a única coisa que o psdb sabe fazer.
          Venderam o Banespa depois de sanado, e ainda entregaram as estradas para as concessionárias da Industria do pedágio. Mario Covas, Geraldo Alckmin, Serra, e Sergio Guerra, deveriam mudar para o Haiti……. quem sabe eles colocariam aquele país nos trilhos, assim como dizem que colocaram o Brasil.
          Então eu Sou Napoleão Bonaparte e ainda não sei, esqueceram de me avisar.

    • http://barbagump.blogspot.com Matheus Polli

      Estou sem palavras para tamanha falta de conhecimento político e histórico desse autor. Primeiramente devo me apresentar como libertário e dizer que, para mim, a social democracia é uma grande furada. Assim, todos os candidatos para a próxima eleição são péssimos. Mas, dizer que o Lula manteve a democracia é brincadeira. Ele passou por cima de várias leis, inclusive agora que proibiu a mídia de fazer caricaturas dos candidatos! Sem falar que proibiram publicar o dossiê militar em que a Dilma participa do assassinado do Mario Kosel Filho em 68 no QG do II Exército em SP. Outra coisa que vocês vermelhos têm que entender é que a privatização é melhor saída para qualquer país que queira acabar com o cabidão de empregos inúteis e melhorar a eficiência das empresas. Nós aqui do sulmaravilha, como diria o Henfil (outro vermelho), estamos cansados de pagar nossos impostos para o nordeste sobreviver. Ah, mas vcs não vão aprender nunca, seus pelegos…

      • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

        Se os fascistas (apenas os fascistas, pois a população comum é até bem esclarecida) do sul maravilha se dessem ao trabalho de analisar os números da arrecadação dos estados e da distribuição de recursos, tais mitos de um estado que sustenta a federação cairiam por terra.
        Mas, como pra ser fascista tem-se que ser burro ou desonesto, ou eles não analisariam os dados, ou os distorceriam por meio de factóides.

        • Matheus Polli

          Retórica: sempre que subi no mapa em minha viagens só aumentei a minha percepção de regresso de desenvolvimento.

      • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

        Pra um libertário você usa o termo ‘vermelho” com um rancor impressionante… Opa, serás um daqueles libertários de extrema-direita? Daqueles que se aliam com os Integralistas?

        • http://gatoprecambriano.wordpress.com Eneraldo Carneiro

          É libertario no sentido estadunidense do termo. Uma espécie de anarquismo de direita. Nos soa estranho porque estamos acostumados a associar anarquismo à (extrema)esquerda, anarquista=libertário, daí…

      • Tiago Silva

        Matheus Polli,

        Privatização é acabar com cabides de empregos? Melhorar a eficiência das empresas?

        Da maneira como foi conduzida pela gestão FHC, o melhor termo é entreguismo, ou, como prefiro, subserviência, quer você queira ou não. Você seria capaz de vender algo e ainda emprestar o dinheiro para quem o comprasse? Vender o insumo (minério de ferro, bauxita) a preços baixos e importar os manufaturados (trilhos de trem… produto com intensa modificação tecnológica) por um valor 4 ou 5 vezes maior?

        Ah, e sem esquecer. Sou do Sudeste. De São Paulo. Na verdade, de Praia Grande, Baixada Santista. Filho de cearenses e alagoanos. Que concluirá sua graduação este ano, graças ao Prouni. E, que para sua tristeza, afirma: votarei na Dilma e, com certeza, esta eleição está ganha. A direita e sua elite terá que tapar o nariz por mais quatro anos, quem sabe oito. Mas talvez, até lá, já consigamos comprar perfume importado, como vocês.

        • Matheus Polli

          Vc já foi na serra de Carajás?

          Uma vez lá, em uma visita eu perguntei para o gerente de compras que me acompanhava, sobre o que se tratavam uns dois prédios imensos que existiam numa determinada área abandonada do complexo. Ele me explicou que eram da era da economia mista da empresa, de antes da privatização. Que havia sido feito um empowerment e que as funções redundantes (cabides de emprego) tinham sido eliminadas. Assim, a empresa cresceu em produção e hoje é a segunda maior do mundo, e arrecada três vezes mais em impostos ao governo anualmente do que dava de lucro antes. Simples assim. É uma matéria que se chama economia: não se abre uma empresa para dar emprego, mas para gerar lucro. A melhor opção foi tomada.

          Falando nisso, você faz faculdade com o Prouni? Que fantástico. Então me agradeça todos os dias por paga-la para você. Se foi para mostrar humildade eu também quero me identificar. Sou descendente de italianos que chegaram no Brasil como mendigos em 1892, somente com a roupa do corpo e nem falando português e com muito esforço conseguiram criar seus filhos. Após 5 gerações – a primeira analfabeta, a segunda e a terceira com ensino básico, a quarta com colegial – somos hoje uma família em que todos têm graduação superior. Nenhum de nós jamais chorou por ajuda de governo ou se disse incapaz somente para ganhar bolsa qualquer coisa.

          Que sacanagem crucificar o FHC, não que eu goste dele, mas o cara encarou duas crises mundiais em seus mandatos e manteve a economia nos trilhos. Mas tudo bem, vote na Dilma, você vai gostar de ver nosso país virar uma Venezuela.

          Nem precisa responder esse tópico. Já deu.
          Abraço, sem rancores. Esse país é plural e é por isso que gostamos dele.

          • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

            Concordo que FHC botou o Brasil nos trilhos nas crises que enfrentou. Ainda bem que não foi um presidente do PSDB que enfrentou a última crise, ou teria passado com o trem por cima.

            • Matheus Polli

              É, nessa dou o braço a torcer, mas somente por que o Lula deu uma baita sorte com a papagaiada da “marolinha” dele. Acertou em cheio tentando ser populista. Pontos pra ele.

              Abraços

      • Carlos Gilberto Gusmão

        Matheus Polli. O PT vai continuar no poder por muitos anos, para o bem do Pais.
        Quanto a visão que pessõas da sua espécie tem da região nordestina, é devido
        a ignorância e pouca educação escolar. Saiba que dos nove estados da região, cinco são produtores de petroleo. A Bahia tem o quinto ou sexto pib brasileiro, Pernambuco e Ceara vem logo em seguida. A região seria menos pobre se fosse desmembrada do resto do pais. Seríamos exportadores de petróleo. Temos fábricas de automóveis, siderurgicas,refinarias de petróleo, fábricas de navios,etc,etc. Visite a região, bandido, para ter o que falar da próxima vez que defecar por essa boca podre.

        • Matheus Polli

          Desculpe Carlos, o que falei da região nordeste foi como resposta a outro comentário, para comparar as minhas origens. Concordo contigo sobre o desmembramento – seria melhor para todos: não acredito na social-democracia.

      • zurconil

        Matheus Polli, as sua crenças o deixam cego e sem conhecimento da realidade. A lei que proíbe as caricaturas e outras atividades tipicamente humoristas é da safra do deu ídolo FHC. Essa lei fez parte do pacote da reeleição do FHC e foi criada para evitar que o seu ídolo fosse criticado por querer colocar o PSDB por vinte anos no poder. Não esquecer que à essa época, logo depois de aprovada a reeleição, foi proposta uma emenda que permetia a rereeleição. Sim, proposta de terceiro mandato, que não vingou por que da péssima imagem do FHC junto ao povo. Mas, veja a lei:
        Lei 9504, de 30 de setembro de 1997.
        E veja o comentário do “site” Amigos do Presidente Lula sobre porque a lei está sendo seguida duramente nas eleições de 2010:

        “Durante estes 13 anos, a lei nunca incomodou os donos de jornais e TVs e seus humoristas demo-tucanos. Eles se encarregavam de não fazer charges, nem humorismo forte contra FHC, a ponto de prejudicar sua reeleição, nem de serem multados pelo TSE.

        Nas eleições de 2002 e 2006, o TSE era extremamente liberal, e os donos da imprensa puderam fazer o quiseram com a imagem de Lula, sem que o TSE e o MPE os incomodasse.

        Agora a própria oposição judicializou a política. Acreditando que Serra realmente manteria a dianteira na frente das pesquisas, interessava interditar o debate político no judiciário, para fazer uma campanha silenciosa, travada.

        A própria oposição submeteu o TSE aos rigores da lei 9504, processando por propaganda subliminar até a sombra do presidente Lula.

        Até blogueiros, como nós, viramos alvo de perseguição, como se blogs fossem mero espaço para anunciantes.

        O TSE passou a seguir a Lei 9504 com um rigor excessivo, e nela existe o artigo 45:

        Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:

        II – usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;

        V – veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;”
        Por favor, Matheus, tire a visão ideológica da sua análise e atenha-se aos fatos.

        • Matheus Polli

          Muito boa sua resposta. Isso só prova que TODOS os candidatos são a mesma m_. Confesso que minha visão ideal é a minarquia (para o Brasil) e só vou votar em Serra pq eu realmente acho a Dilma extremamente despreparada para o cargo e não consigo entender como podem apoiá-la. Gostaria de um candidato libertário, mas essa visão é distorcida por aqui, confundida com uma extrema direita diabólica.

          • http://index.opsblog.org/ Daniel

            Olá.

            Olha, acho que libertarianismo no Brasil, se um dia aparecer, vai ser aí pelo final do século, quando o país enfim tiver se transformado em um país de classe média, e classe média forte. Os EUA pré-29 eram uma nação com uma desigualdade de renda desgraçada. Dos anos 30 ao final dos 60 a defesa do welfare state foi feita tanto por democratas e republicanos; só depois que uns juvenis quiseram se rebelar contra alguma coisa é que começou a guerra aos sindicatos e aos benefícios sociais.

            Aqui no Brasli ainda temos muita poeira pra comer. A defesa das políticas de assistência por PT e PSDB é algo muito bom, essas políticas e as ações estatais estão ajudando o país a se tornar um país de classe média. Não faz sentido um grande partido defender agora “estado mínimo” — nenhum país passou da miséria a um alto patamar de desenvolvimento com estado mínimo, e, dos que passaram, poucos estão dispostor a praticar livre comércio com os mais pobres.

            • Matheus Polli

              Puxa vida, Daniel, finalmente uma resposta que me fizesse refletir. Gostei do seu ponto de vista, mas ainda acredito no libertarianismo e, ao menos que como utopia, votarei no candidato que der um passo nessa direção e Dilma está na contramão desse pensamento.

      • http://amálgama jose roberto batista

        O Nordeste também é Brasil, e Matheus Polli, nem imposto paga a não ser o que vem embutido no preço da mercadoria. deixa de ser besta cara, não está contente. Muda para a Argentina, Uruguai, já que você é do Sul, olha aí que bom pra você.

    • Giovani Coelho

      Sempre votei no PT. Há um tempo atrás julguei que não existia outra via para os meus votos. Ando pensando muito no que talvez o “inchaço petista” tenha sido muito prejudicial a ele mesmo e que as coligações atuais sejam perigosas para o nosso País. Mas tenho que reconhecer o destravamento do Brasil. Nosso atual presidente ao contrários de que certas pessoas temiam, não come criancinhas nem invade nosso quarto. Soube abrir mercados, escancarou a corrupção, nunca tivemos tanta liberdade de expressão, talvez o único mérito de Fernando Henrique, as ofertas de empregos melhoraram sem dúvida e Lula demonstrou uma capacidade de aglutinação, inclusive os inimigos históricos. Portanto, acho que vou dar mais uma chance ao meu voto. As mulheres tem uma enorme vantagem sobre os homens, sabidamente. Acho que a Marina Silva deveria ser a vice presidente inclusive.

    • Salvem a professorinha!

      Só por você se referir ao Mais Preparado como espancador de professores eu já te amo. Nunca na história deste país os professores foram tão massacrados, e eu tenho a convicção de que ele implataria o terror aos funcionários públicos. Esse senhor precisa de muita, muita terapia, é muito ódio no coração.

  • Pingback: Doni()

  • aiaiai

    Celso,

    Parabéns novamente…agora para de escrever texto bom e longo porque, porra, eu tenho que trabalhar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    brincadeirinha….

    vou enviar esse link para todo mundo que eu conheço, ok?

    obrigada novamente

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Valeu, aiaiai!

  • http://romerioromulo.wordpress.com romério rômulo

    também voto na dilma, celso.
    romério

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Acho que a gente leva essa, Romério.

  • http://rf-nunes.zip.net/ marcos nunes

    É claro que a opinião é sua, mas Efeagagá, me desculpe, não merece nenhum respeito. O que ele fez contra o Estado e contra o Povo Brasileiro é inominável. Seus 8 anos de governo foram os piores anos econômicos da minha vida (com destaque para os 3 últimos), e tudo que tentávamos fazer na época era sobreviver ao grande desmonte. Olha, não tenho nenhum, zero, respeito pela figura. É claro que a opinião é sua, mas… repense isso. Detalhe: não sou petista, não considero o governo Lula nenhuma maravilha, e tendo a votar em Dilma com enorme desconfiança.

    • francisco pereira neto

      Marcos
      Fique frio.
      Não tenha desconfiança não da Dilma.
      Vá por mim.
      Você começou bem, “tendo a votar em Dilma”
      Lembra-se?
      A esperança venceu o medo.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Marcos, não que o governo FHC não tenha tido problemas, especialmente o primeiro, mas também teve pontos positivos: o controle da inflação, a LRF, enfim, várias medidas de política econômica que o Lula manteve, e fez bem em manter. O que foi horroroso foi o populismo cambial do primeiro mandato, que, esse sim, quase nos quebrou de vez.

  • Carlo

    Argumentos inconsistentes. O PT “descobriu a roda”, como você está querendo que as pessoas pensem. O grande responsável pela Política Econômica do governo Lula foi o Presidente do Banco Central, que já o era antes de Lula assumir. Lula Só fez dar continuidade ao que o FHC havia começado. Este foi o maior mérito dele.

    Ou seja, o PT está forçando a barra com uma tese de que a responsabilidade pelo ciclo virtuoso da economia brasileira é principalmente deles. Não é, e você sabe disso. Vocês querem ser aplaudidos simplesmente por não terem jogado jogado para cima todo o trabalho feito pelo governo anterior. Isso é uma grande piada. De mau gosto.

    “sem roubar os nossos sociólogos e economistas heterodoxos”? Você quer passar atestado de incompetente? Se os grandes pensadores do Brasil estão indo para o outro lado, você acha que é porque eles estão sendo roubados?

    Aliás, a própria Dilma é uma forçação de barra do PT. Vocês querem empurrá-la goela abaixo do eleitor, porque, depois que todo mundo se queimou com o mensalão (especialmente Dirceu, que era para ter sido o sucessor de Lula), o PT ficou sem nomes fortes para concorrer à Presidência.

    Não duvido nem um pouco que aquela história de câncer tenha sido golpe para atrair mídia e começar a gerar simpatia no público.

    OBS: sou apartidário. Minhas considerações são apenas como eleitor.

    • Jotavê

      Um dos grandes méritos do governo Lula foi não ter mexido nos fundamentos da economia legados por FHC. Por outro lado, é falso dizer que houve continuidade nas políticas sociais. Não se tratou apenas de dar um novo nome e uma coisa antiga, ou de reunir programas que estavam dispersos. Tratou-se de dar maior centralidade e uma nova dimensão a esses programas. Serra está certíssimo quando diz que, se eleito, dará continuidade a eles. É assim mesmo que se faz. O problema será explicar ao eleitorado por que, até o começo deste ano, o discurso do PSDB continuava insistindo na disfuncionalidade dos programas de distribuição direta de renda. O argumento, você deve se lembrar, dizia que isso “eternizava a pobreza”, “criava uma legião de indolentes crônicos”, “dava o peixe, ao invés de ensinar a pescar”, “condenava regiões inteiras à dependência do governo”, era “eleitoreira”, e por aí vai. É dessa “herança maldita” que o PSDB precisaria se livrar agora. Não vai conseguir, como você deve estar percebendo.

      • Carlo

        Essa estratégia de criticar os programas do governo, sejam eles quais forem, é tática de toda e qualquer oposição. É claro que iriam criticar os programas sociais. Lula também os criticava quando era oposição, não sei se você se lembra. Também é claro que Serra está tratando de defendê-los agora, porque em época de campanha, político fala o que o povo quer ouvir e isso não é exclusividade do PSDB. Os fatos são que havia programas sociais no governo FHC, que foram ampliados no governo Lula, porque a situação passou a ser mais favorável, e vão ser mantidos por qualquer dos candidatos atuais (e provavelmente ampliados ainda mais), porque todo mundo já percebeu o quanto isso é lucrativo, politicamente falando.

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      Talvez você deva refletir sobre a política salarial dos dois governos, desde o salário mínimo até o dos servidores. A política fiscal. Balança comercial, pagamento da dívida externa, privatizações. Comparar a produção de automóveis dos dois governos já dá uma pista da diferença de gestões econômicas. Dizer que uma administração que assumiu o governo com desemprego em 13% e diminuiu para 7,3% é uma continuação de outra que assumiu com 7,8% e deixou em 13% é meio exagerado, concorda?
      PIB brasileiro com FHC: da oitava economia do mundo à décima quinta.
      Com Lula: da 15ª à sexta.

    • Carlos Stein

      Meu caro Carlo,há um erra em suas palavras, o Meireles se tornou presidente do BC depois de convidado por Lula e mais ainda, ele é do PSDB, Um prova cabal de que Lula não governava só para o PT, mas para todo o brasil in dependente de partido.,

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Carlo, você está errado sobre o Meirelles, ele foi indicado pelo Lula. Quanto à gestão da economia, você está falando besteira. Como é claramente reconhecido no texto, o Lula manteve o sistema de metas de inflação, o que foi ótimo, mas também acumulou reservas como os tucanos nunca haviam feito (lembra do Setembro Negro?), e liquidou nossa dívida em dólar, o que foi bastante conveniente na crise internacional. Se me lembro bem, quando a gente saiu do FMI, o Gustavo Franco criticou.

      • Carlo

        Você esta certo sobre Meirelles. Mas, de qualquer forma, ele é (ou pelo menos era até início de 2003) filiado ao PSDB.

        E, de certa forma, não há como comparar as duas gestões da economia, porque do início da década de 90 para cá estávamos saindo de um momento de grande instabilidade econômica. Essa recuperação não acontece de uma hora para outra. O que era prioridade em 94 já não era mais em 2002. O que era possível fazer em 2002, ainda não o era em 94. Só vai ser possível comparar governos em pé de igualdade depois de um certo tempo de estabilidade. Cada um fez o que tinha de fazer, de acordo com a conjuntura que se apresentava. E ambos foram razoavelmente bem sucedidos.

        • Jonas

          Carlo, diz ae então o que foi 1998? A âncora cambial já não era suficiente para aguentar a pressão dos “investidores” externos, mas o FHC não soltou a corda e segurou de maneira artificial o real valorizado. Resultado? Bem, você deve saber qual foi o resultado. A classe média feliz votou na continuidade visando as suas viagens de férias para a disney e, desse modo, FHC se reelegeu. Claro, FHC sabia que esse câmbio era insustentável e logo após a reeleição tratou de implantar a “livre” flutuação do câmbio.

          A implantação do sistema de metas de inflação diz bem o tipo de política ecônomica no qual se baseou o governo FHC, uma política que beneficia os investidores estrangeiros a qualquer custo, mesmo que isso signifique altos juros e controle rígido da inflação para manter o “green field” para o investidor externo.

          Contudo, como fica o empresariado e a população com essas altas taxas de juros?

          Não importa, pois para o PSDB e os ortodoxos da PUC-rio, a vantagem comparativa vai garantir o nosso posicionamento perante a economia global, pasmém, pra quê desenvolvermos produtos de alta tecnologia agregada, se produzirmos em altos níveis de qualidade cachos de banana? Volatilidade do mercado de commodities? Bobagem, vamos exportar bananas, né friedmann?

          Na boa, não quero ser papagaio de discurso econômico originados de países que já desenvolveram a sua indústria e buscam a garantia de mercados consumidores.

  • Pingback: Priscila Vieira()

  • Pingback: Matheus Vinhal()

  • Alexandra Pericão

    Concordo plenamente.
    Nunca fui petista de carteirinha, mas tenho de admitir que o Brasil andou muito bem no governo Lula, com Dilma como braço direito.
    Realmente, os nossos ” diplomados” , que sempre estiveram no comando deste país, com o apoio da velha aristocracia e grande mídia, só fizeram manter à margem a grande maioria do nosso povo. Agora, querem nos convencer de que o Brasil era uma maravilha antes deles e que voltará a ser assim que retornarem… Como se em 8 anos o Brasil tivesse mergulhado nas trevas… Ai, que preguiça!

    Ps: Devemos, porém, continuar na luta contra a corrupção, que ainda é um mal a ser combatido também sob a gestão deste governo.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Alexandra, concordo, a luta contra a corrupção não pode parar de jeito nenhum, inclusive quando envolver petistas.

  • Rafael

    HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHA obrigado celso!

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      De nada, Rafael : )

  • thiago martins neto

    Prefiro votar no meu cachorro do que na Dilma. Meu cachorro é mais inteligente, esperto, e saber formular 3 latidos (frases) sem se atrapalhar.

    Esta apedeuta não serve nem para ser sindica do meu predio, quanto mais do Brasil. Uma ex-patricinha, terrorista, sem experiencia alguma em nada, que só esta na disputa porque o companheiro Lula impos ela ao partido.

    FORA DILMA !

    • rafael

      Sem experiencia em nada Tiago? Tem certeza? E já pesquisou no dicionário o que significa apedeuta? Ou só repetiu o “Tio Rei”?

      • Jurgen

        Pelo linguajar a origem da lavanderia cerebral é fácil de identificar.

        Quanto ao texto, reza um raciocínio muito lógico e bem escrito de alguém que pensa.

    • Carlos Stein

      Cara, tem certeza de que não foi o seu cachorro que te ensinou a palavra apedeuta? SERÁ QUE NÃO FOI ELE QUE MANDOU VOCÊ ESCREVER ESTA PALAVRAS DE PROFUNDA SABEDORIA CANINA? DEBILÓIDE…

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Pois é, Thiago, concordo, a pesquisa foi ruim pra vocês, mesmo.

    • Tiago Silva

      Ihhh, é troll.

  • Augusto Soares

    Por meio de um link no Conversa Afiada cheguei ao seu texto, muito agradável de ler. Discordo, assim como comentário acima, de três bons candidatos. Com propostas concretas apenas Dilma. E o segundo mandato de FHC não foi bom, muito pelo contrário, foi muito ruim: iniciou-se com um empréstimo colossal do Bill Clinton e terminou com o dolar em R$ 4,00 (eu não tinha dolar, conheci quem tinha e, especulando, adorou). No mais, uma visão bem animada dessa tomada de posição.

    Também sou DIlma 2010. E 2014.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Augusto, esses problemas todos do segundo mandato foram causados pelas besteiras do primeiro, em sua maioria.

  • Pingback: Lauro Mesquita()

  • Pingback: arthur_dantas()

  • Pingback: dafne sampaio()

  • Pingback: Diogo Kugler()

  • Lucas

    DILMA não é LULA!!!

    Em Recife, nós tivemos um péssimo exemplo disso. Nosso antigo prefeito (João PAULO) era muito BOM e POPULAR assim feito LULA. Nosso prefeito atual (João DA COSTA) que ninguem conhecia direito assim como DILMA. Foi eleito por causa de uma música que dizia “SAI JOAO ENTRA JOAO”, joao paulo fez campanha para joao da costa, assim como Lula e DILMA. Resultado: indice de aprovação baixissimo do atual prefeito, dificil encontrar alguem que fale bem e com razão. o apelido dele aqui agora é JOAO DA AS COSTAS. Eu acho que com Dilma vai ser semelhante que vota em DILMA pensando em LULA. Vai ter se decepcionar.

    • Romualdo

      Uau! Que argumento inteligentíssimo! A altura de um certo sociólogo da Sorbonne!
      Aviso: obviamente, isso é uma ironia.

    • Ticão

      Foi eleito por causa de uma música?
      Então o responsável é o autor da letra.

    • luiz reis

      Rapaz, com esses argumentos tão bem fundamentados você me fez mudar a opção pela Dilma… é cada uma…

  • rafael

    Gostei do texto, lúcido, e de fato não existe governo perfeito, nem o atual nem os antecessores. Também compartilho da opnião que ambos(Lula e FHC) guardam semelhanças e é possivel que no futuro o período de ambos seja colocado lado a lado como o mesmo ciclo histórico.Por fim, penso ser Dilma atualmente a melhor candidata, nada do que tentam colar nela me convence, dizem que foi terrorista, normalmente quem diz flerta com a extrema- direita e possui um grande desconhecimento de história, do Brasil e do Mundo, sendo incapaz de contextualizar fatos e pessoas; dizem que não tem experiencia, os cargos pelos quais passou dizem o contrário, dizem que não é simpática, gostaria de uma Miss Brasil simpática, a presidente não precisa.Dai eu olho para o Serra, o qual rasgou a própria biografia ao aceitar aquele Indio como vice, quanta humilhação!Vejo o quanto poderia ter feito um excelente governo em SP e constato que com boa vontade foi mediano, vejo assutado sua falta de projeto, de meta, tirando da cachola a cada visita uma promessa de campanha, e some-se a isso a aliança com a retrogada extrema-direita, a mesma que se opos com unhas e dentes ao PNDH- 3, foi contra a revisão da anistia e tem medo do forum de são paulo, portanto, não tem como votar em Serra. Marina, seria minha segunda opção, mas francamente não sei NADA do que a mesma fez pelo Acre!Enquanto pairar essa dúvida, meu voto não é dela.

  • Bosco

    Eu voto é na Mulher Dilma. Nunca votei em FHC ou em Color.

  • Pingback: Sound and Vision()

  • Pingback: Daniel Borja()

  • Pingback: Idelber Avelar()

  • Pingback: Érika()

  • Pingback: carloshotta()

  • Pingback: Legal » Blog Archive » Brown Press()

  • Dawran

    NPTO,
    Vou tentar ir de bom humor em coisa séria. Mas, nos dias que correm, é melhor tentar do que não fazer absolutamente nada. Não votaria na Dilma por um motivo bastante simples, que segue. Acabei de descobrir, ouvindo um bom programa de rádio, que Norma Bengell gravou “Fever”. Música, ,se não falha o ouvido, de John Davenport & Eddie Coole. Não sei o ano da gravação, mas depois procuro. Assim, como Norma Bengell gravou “Fever” e a Dilma, ao menos que eu saiba, por enquanto não, não votaria nela. Mesmo recuando no tempo da gravação da música por Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924 — Los Angeles, 3 de abril de 1990). Nem se ela fizesse uma remixagem aparecendo cantando a música com a própria Sarah, mais Billie Holiday e Ella Fitzgerald. Nem se fosse com todas as anteriores, mais a Dorothy Jean Dandridge (Cleveland, 9 de novembro de 1922 – West Hollywood, 8 de setembro de 1965). Um motivo simples, mas absolutamente verdadeiro.

  • Rodrigo Vasconcelos

    Quando se diz que a pobreza caiu 43% e que hoje o Brasil é majoritariamente um país de classe média, com base no estudo do Marcelo Neri, comete-se o seguinte equívoco: Neri considera de “classe média” aquele que se situa na faixa intermediária de renda. Daí que alguém que ganha mil e poucos reais já se situa nesta faixa, já que a renda média é baixa.

    Este é um conceito estatístico de classe média, não um conceito sociológico. Quando se fala normalmente em classe média, tem-se em mente um segmento da população que tem acesso a determinados bens materiais e imateriais, a que continuam não tendo acesso muitos dos 43% que ascenderam à “classe média”.

    Estou equivocado, Celso Barros?

    Quando você, Jotavê, diz que o PSDB de Serra insistiu até há pouco tempo na disfuncionalidade dos programas de transferência de renda, deve ter se esquecido de que o PT de Lula, em 1994 e em 1998, era crítico ferrenho do Plano Real e da política econômica. Caso contrário, teria de admitir que ambos os grupos assim se comportaram por puro pragmatismo político: Lula não poderia endossar o Plano Real sem reforçar o discurso de FHC, como o PSDB de Serra não poderia endossar as políticas de transferência de renda sem reforçar o discurso de Lula. Melhor teria sido que tivesse lembrado aos eleitores que as políticas de transferência de renda tiveram início no governo anterior. Que tenham sido ampliadas no atual é menos importante: o mínimo que se espera do sucessor é que faça mais do que o antecessor, porque aquele parte de onde este parou.

    Quando leio os comentários do Celso Barros e de outros sobre o comportamento da imprensa, eu me pergunto: por quem souberam dos escândalos do governo FHC? Pelo site do Partido dos Trabalhadores é que não foi. O procurador Luiz Francisco de Souza, ligado ao PT, vivia abastecendo a mídia com dossiês e outros balões de ensaio que divulgava para ver se pegava algum peixe grande. Tentou essa estratégia com o Eduardo Jorge. Tudo isso saiu, pasme, na imprensa!

    Quando você, Amâncio Siqueira, lembra que uma administração “assumiu o governo com desemprego em 13% e diminuiu para 7,3%” e que a anterior “assumiu com 7,8% e deixou em 13%”, levou em consideração os diferentes contextos em que as duas administrações atuaram?

    Até 2008, o governo Lula surfou na onda de um dos períodos de maior bonança na economia mundial e, mesmo assim, cresceu menos do que a média mundial. A partir de 2008, se não fomos tão ruins quanto outros, não é verdade que tenhamos ido bem: a previsão para o crescimento do PIB de 2009 era de 4, 4,5% e fechamos o ano com retração de 0,2%. Caímos menos que outros países? Sim, mas nosso desempenho foi 4,2 pontos percentuais menor que o esperado (-0,2 – 4 = – 4,2).

    Quando você, Celso Barros, diz que encerra seu caso porque o Magnoli não se valeu de número algum no texto em que criticou o Lula, você endossa o raciocínio consequencialista de que um governo se mede apenas pelos resultados que alcança? Outras questões, como a ética, por exemplo, não importam ou são secundárias?

    Pois leia o que escreveu o Hélio Schwartsman, na coluna “O senado e a ética”:

    “Não tenho nada contra as éticas consequencialistas, que, em várias esferas, como a da bioética, funciona melhor do que os códigos puramente deontológicos, mas receio que nós estejamos exagerando. Não podemos, apenas porque a economia vai bem e não vemos alternativas viáveis aos atuais políticos, simplesmente esquecer todo e qualquer compromisso com o decoro republicano. Se o cinismo se impregnar definitivamente na vida pública, estaremos rifando nossas chances de erigir uma sociedade democrática com padrões de decência política compatíveis com os de nações do Primeiro Mundo. Já não sonho com isso para mim ou meus filhos, mas quem sabe para os netos que ainda não tenho”.

    Você não acha pertinente o argumento do Schwartsman (que, aliás, está mais à esquerda que à direita do espectro político)?

    Quando você, Celso, diz que Dilma deu um banho no Marco Aurélio Garcia e no Emir Sader, sou levado a perguntar: que mérito há nisso? É comparável a organizar um campeonato de futebol de que participem o Brasil, o Azerbaijão, Gana e a Bolívia para depois exaltar a vitória brasileira no campeonato. Ok, trata-se de argumentação ad hominem: desconsidere-a, portanto.

    Ainda tornando à comparação FHC-Lula, quem representou um avanço maior em relação ao antecessor: FHC em relação a Itamar ou Lula em relação a FHC?

    Corrijam-me se estiver errado: vi, numa fonte que não sei se é confiável, que nos 8 anos anteriores a FHC, o salário mínimo perdeu 36% do seu valor. Com FHC, o valor real dele aumentou 44%. No governo Lula, aumentou 54%. Quem fez mais em relação ao antecessor (se os dados forem verdadeiros)?

    A propósito, o artigo do Bushatsky é tão ruim, que fica parecendo inexistirem boas razões para se votar no Serra. Não li o artigo sobre o Plínio, mas considerando só o seu e o do Bushatsky, o seu é muito melhor, só que nas mesmas circunstâncias em que Dilma se saiu melhor que Marco Aurélio Garcia e o Emir Sader: por W.O.

    Finalmente, o que você disse sobre a versão que se consolidaria com a oficial está próxima da versão que acredito mais apropriada para o sucesso do governo Lula, exceto pelo que há de caricatural na apresentação que você faz do argumento, sugerindo que na base dele haja preconceito de origem e de classe contra Lula.

    Bem que o João Santana disse, em entrevista ao Fernando Rodrigues logo após a vitória no segundo turno, em 2006, que Lula sempre se beneficia no papel de vítima.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Rodrigo, há vários conceitos diferentes de classe, um dos quais é por renda. Se você quer medir pobreza, é o mais adequado, não faria sentido usar um EGP, por exemplo. E, lembre-se, os aumentos de renda entre os pobres podem significar aumentos de bem-estar muito grandes.

      Não sei se entendi bem suas porcentagens, mas, se as tiver entendido, acho que a diferença a favor do Lula é maior, não? Mas eu, repito, reconheço vários méritos no governo do FHC.

      Quanto ao argumento consequencialista: imagino que voce esteja se referindo à corrupção, que, de fato, existiu no governo Lula. Bem, em se tratando de escolher entre as opçÕes existentes – exceto, é certo, a do Plinio, que provavelmente iria para o caminho da ruptura institucional se ganhasse – essa e uma nao-questao: todos os candidatos teriam que construir maiorias no Congresso, e quais dos corruptos que fizeram acordo com o Lula nao tinham feito antes com o FHC, ou nao fariam agora com o Serra?

      ALguns trechos de seu comentario ficaram pouco claros, nao vou comentar porque nao sei se entendi o que voce queria dizer.

      • Rodrigo Vasconcelos

        Caro Celso,

        que aumentos de renda signifiquem ganhos de bem-estar significativos, eu não nego. Critico sim a retórica grandiloquente do presidente e de seus apoiadores, que querem fazer acreditar que o Brasil é um país majoritariamente de classe média, o que não é.

        Concordo que para medir a pobreza “não faria sentido usar um EGP”, mas para identificar o que é classe média, no sentido sociológico tradicional do termo, como uma classe que tem acesso a certos bens materiais e imateriais, faz mais sentido usá-lo do que recorrer a médias estatísticas.

        Isto fica evidente se considerarmos que a renda familiar média mensal da classe C no Brasil é de R$ 1.276 (2009). Com esta renda mensal, é impossível desfrutar dos bens e oportunidades a que tem acesso a classe média. Não estou falando de viagens ao exterior, nem nada remotamente parecido, mas de oportunidades de qualificação profissional, de mobilidade ascendente, de reconhecimento profissional e de algum prestígio social. Enfim, com esta renda é impossível ser classe média segundo um EPG, que, se não serve para servir a pobreza, é mais adequado para conceituar classe média, ao menos para conceituá-la conforme o entendimento tradicional que se tem dela.

        Se usarmos critérios estatísticos, vamos encontrar classes médias nos rincões mais pobres do mundo.

        Por isso, o que é correto dizer com base na pesquisa do Neri é que houve um aumento significativo da renda média mensal daqueles que se situam no nível intermediário de renda, o que é bem diferente de dizer que “o Brasil é um país de classe média”.

        Eu acho mesmo que você não entendeu bem minhas porcentagens e imagino que se refira à parte em que comentei o aumento real do salário mínimo nos dois governos. Houve sim um aumento maior da renda no governo Lula: 54%, contra 44%, no governo FHC. No entanto, eu chamei a atenção para o fato de que, nos 8 anos anteriores ao governo FHC, período que abrange parte do governo Sarney e todo o governo Collor-Itamar, o valor real do salário mínimo caíra 36% (isto se estes dados estiverem corretos). Quem fez mais em relação ao antecessor: FHC ou Lula?

        Perceba que não nego ter o salário mínimo aumentado mais no governo Lula. Eu apenas afirmo que o aumento no governo FHC, embora dez pontos percentuais menor, é mais significativo, se levarmos em consideração os respectivos contextos.

        Já dizia Benedito Valadares, num discurso em comemoração ao centenário de sua cidade natal:

        “Serviço público é uma obra de igreja. O alicerce é difícil; mais penoso ainda o acabamento, que não termina nunca. Todo administrador entra com seu contingente, construindo ou demolindo o que os outros edificaram, para compor de novo. Se não considerarmos o valor dos feitos no tempo e no espaço, poderão, com a transformação que já se prevê, achar, daqui a um século, que a nossa geração pouco fez para o Município”.

        A questão ética não é uma não-questão, mesmo se considerarmos o seu argumento. Eu sei bem que as alianças de hoje são as mesmas que houve no governo FHC e serão as mesmas de que se valerá Dilma (que já considero eleita) para governar. Só que FHC não disse que Sarney não poderia ser tratado como um homem comum, como se ele merecesse alguma especial deferência.

        Este foi um de muitos pronunciamentos infelizes do presidente sobre questões éticas. Não se trata de implicar com detalhes comezinhos, nem de se deslegitimar um presidente que realizou feitos relevantes. Trata-se justamente de não subordinar a questão ética a estas realizações, num raciocínio que o Schwartsman chamou com propriedade de consequencialista. Que objetivamente não haja condições de governar sem o apoio desse bando, é fato conhecido de todos, mas declarações como a que reproduzi vão além disso: legitimam não só personagens de vida pública duvidosa, mas o próprio discurso de que bons resultados não podem prescindir de concessões éticas. Endossam o princípio maquiavélico de que a ética do homem público é distinta da ética privada. Princípio a que, reconheça-se, Fernando Henrique aludiu em seus discursos, como se nada depois de Maquiavel houvesse sido escrito sobre ética no espaço público. Vide Habermas, para citar um só autor contemporâneo relevante que escreveu a respeito.

        Eu não sei que trechos do meu comentário ficaram pouco claros, porque pensei ter sido bastante cristalino. Vou resumir apenas os três pontos que acho mais relevantes e dos quais não tratei acima.

        Em resposta ao Jotavê, eu disse que o PSDB condenou as políticas de transferência de renda pelo mesmo motivo que o PT condenara o Plano Real: por cálculo político. Tanto num caso, quanto no outro, o resultado do cálculo foi desastroso. No entanto, não há motivo para temer a interrupção dos programas de transferência, como sugerem alguns com base no discurso – recentíssimo, frise-se – do PSDB. Motivos, estes sim relevantes, havia para duvidar de que Lula fosse manter a política econômica de FHC, já que, em 2002, ele mudou completamente seu discurso em relação aos últimos 12 anos (daí a disparada do dólar e da inflação naquele ano).

        Sobre suas (e de tantos outros) intervenções a respeito da “grande mídia”, eu questionei a pertinência delas: será que a “grande mídia” tratou assim de maneira tão distinta os governos FHC e Lula? Por quem todos vocês souberam dos escândalos do governo FHC (compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, grampos do BNDES, Eduardo Jorge – neste último caso, nada ficou provado)? Não foi pela “grande mídia”?

        Sobre o desempenho da economia, se considerarmos o contexto internacional, quem foi melhor? FHC enfrentou três crises internacionais graves (México, Rússia, Ásia). Lula enfrentou uma única. É verdade que bem mais grave que as anteriores, mas que só nos atingiu na última metade do segundo mandato do petista. Lula governou num período em que a China se tornou uma grande compradora de commodities, elevando muito a cotação delas. O fator China não existia no governo FHC. Embora a China venha crescendo há três décadas, quem falava nela há 10 anos, da mesma forma que hoje se fala? Dá uma lida neste texto a respeito do peso do fator China: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-33002008000200003&script=sci_arttext. O texto é do Luiz Carlos Mendonça de Barros (sim, o do grampo do BNDES, mas tratemos dos argumentos que ele apresenta, ok?).

        De política externa, eu nem vou tratar, porque neste ponto os que se situam mais à direita do espectro e os que estão mais à esquerda têm diferenças tão figadais, que uma discussão dessas produziria muito mais calor que luz. Onde os primeiros veem uma tragédia, os segundos veem uma revolução. Não acredito que nenhum dos dois grupos seja intelectualmente desonesto ou simplório, nem mesmo ingênuo. As visões de mundo é que são mesmo mundo diferentes, daí a discrepância colossal das análises.

        • Rodrigo Vasconcelos

          No meu último comentário, onde está escrito “se não serve para servir a pobreza”, leia-se “se não serve para MEDIR a pobreza”.

        • http://caducando.wordpress.com Otávio

          Pensamento cristalino, mesmo. Sem ironias.

      • Dawran

        NPTO, no caso dos percentuais de FHC, a meu ver, deve ser considerado que a deflação proporcionada pelo Plano Real, gerou uma revalorização do poder de compra do SM. Uma inflação em torno de 20% a.m., cerca de 1% ao dia, foi baixada para cerca de 4% a 5% ao ano. Posteriormente, a partir de 2003, por exemplo, nova revalorização tinha o pavimento já pronto. O SM passou, não faz muito tempo, a ter um componente indexado à evolução do PIB. O que pode ser uma armadilha caso o PIB sofra crescimento negativo ou caia. Com certeza haverá pressão para que os índices negativos não sejam aplicados na correção do SM.

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      Quer dizer que devemos analisar não apenas o desenvolvimento, mas também a ética. Correto. Devemos então votar em Serra, que foi ministro da saúde na gestão que gerou a máfia dos vampiros e a das ambulâncias, e que queria Arruda como vice? Isso é o que eu chamo de consequencialismo ético.
      Seria interessante se você colocasse quais os bens aos quais os novos classe média não têm acesso, para justificar que eles sejam ainda pobres. Educação superior (pro-uni e novas universidades)? Automóveis (maior produção e comercialização da história nacional)? Geladeiras e tvs (quantos domicílios não possuem esses bens?)?

      • Rodrigo Vasconcelos

        Amâncio Siqueira,

        o seu argumento sobre a questão da ética é basicamente o do tu quoque (tu também): “o presidente Lula tem um ‘passivo’ ético? Ora, o Serra tem também”. Você nem sequer se dá ao trabalho de negar a pertinência do argumento.

        Eu vou votar em Serra. Não disse isso, mas deve ter ficado claro. No entanto, não estou aqui defendendo voto em Serra, até porque sei que, muito dificilmente, conseguirei convencer alguém aqui a votar nele. Não acredito que o debate racional de ideias seja suficiente para fazer nosso interlocutor mudar de posição: nossas escolhas têm raízes mais profundas, não somos assim tão flexíveis e argumentos racionais são filtrados por nossas inclinações ideológicas, que todos nós temos.

        Dito isto, a preocupação com a ética não pode ser posta de lado apenas porque o candidato da oposição também deixaria a desejar neste ponto. O que eu estava criticando é a relativa tranquilidade com que o Celso Barros passa por cima desta questão, como se ela fosse um detalhe insignificante. Eu acho que o Celso Barros está correto em apontar a instrumentalização do discurso da ética pela oposição, em apontar as incoerências e a hipocrisia da oposição em relação ao tema, mas não em relativizar a centralidade desta questão.

        Que percentual da nova “classe média” tem acesso ao Pro-Uni e às novas universidades, Amâncio? Ainda são pouquíssimos os que têm acesso ao ensino superior. Ao de qualidade, então, nem se fala. O conceito de classe média pressupõe acesso a oportunidades REAIS de qualificação, de mobilidade ascendente e de reconhecimento profissional. Não é o bastante que alguém ostente um diploma de nível superior. Quantas pessoas não se formam todos os anos no Brasil e não conseguem colocação no mercado justamente porque se formaram em instituições de ensino de fundo de quintal? Falo sem desprezo. É fato que a maioria delas é mesmo muito ruim, basta consultar os dados do Enade.

        Considere o que acabei de dizer e se pergunte se o dinheiro do ProUni, que financia os estudos de jovens pobres em instituições particulares de duvidosa qualidade, está sendo realmente bem empregado. Será que nossos jovens estão tendo oportunidades concretas de mobilidade ascendente, de inserção no mercado de trabalho e de reconhecimento profissional?

        Não me entenda mal, não sou contra o ProUni ou contra que o governo financie cursos superiores para jovens pobres, mas será que o dinheiro não seria mais bem gasto se as universidades públicas, a despeito de continuarem públicas, fossem pagas? O dinheiro do ProUni continuaria a financiar os estudos de quem não pode pagar, mas em vez de ir para instituições privadas de má qualidade, iria para uma universidade pública (mas paga).

        Mas me responda uma coisa: é possível falar em cobrar mensalidade dos alunos de classe média alta que podem pagar para estudar nas universidades públicas (e a maioria dos alunos nos cursos mais concorridos das federais é de classe média e média alta) sem que muitos na esquerda se levantem contra o que chamariam de privatização do ensino superior?

        É isso que eu não entendo: às vezes, a direita brasileira tem de lembrar à esquerda que cobrança de mensalidades na universidade pública (com financiamento dos estudos de quem não pode pagar) é uma medida de redistribuição de renda.

        Já o ProUni, ao financiar o estudo em instituições de ensino péssimas, contribui para concentrar a renda: enriquece os donos de faculdades de esquina e não aumenta significativamente as chances de ascensão profissional de nossos jovens. Tanto que, a despeito do aumento do número de universitários nos últimos anos, estamos tendo de importar mão-de-obra qualificada. O ProUni bem que poderia ter sido bolado pela turma do Paulo Renato, que muitos aqui seriam céleres em criticar.

        Sobre automóveis, geladeiras e TV: não é a estes bens materiais a que me refiro. O acesso a estes bens talvez fosse relevante para definir classe média há uns 25 anos. Hoje, o acesso à banda larga, por exemplo, é muito mais relevante. Que percentual dos jovens da classe C tem acesso a ela? Eu li em algum lugar (não sei se o dado é correto) que a maioria da Classe C só terá acesso a banda larga por volta de 2020, daqui a 10 anos ainda.

        Mais importante, no entanto, são os bens imateriais, como acesso à educação DE QUALIDADE, que de fato aumente as chances concretas de ascensão profissional e social. E no acesso à educação de qualidade, você pode incluir também o acesso a livros, a opções de lazer mais variadas e também o acesso à banda larga, fundamental hoje.

        Por tudo isso, não se pode dizer que hoje o Brasil seja um país majoritariamente de classe média, embora não se possa negar que a renda dos mais pobres tenha aumentado, o que implicou em ganhos de bem-estar mensuráveis.

        Meu problema, como expliquei ao Celso, é com a retórica grandiloquente do presidente e de alguns de seus apoiadores, que querem nos fazer crer que o Brasil dormiu pobre e acordou de classe média. O Brasil, apesar de todo o avanço, é ainda um país cuja população é majoritariamente pobre e privada do acesso a bens materiais e sobretudo imateriais importantes.

        Não estou querendo convencer ninguém a não votar em Dilma, ou a votar em Serra. Estou apenas chamando a atenção para um fato que passa despercebido por muita gente que lê os textos do Celso e de outros que citam frequentemente o Marcelo Neri: que a pesquisa dele chama de classe média aqueles que se situam na faixa intermediária de renda. Mais gente ingressou nesta faixa, que, além disso, deslocou-se para cima, ou seja, a renda média da faixa intermediária aumentou. Isto não é o mesmo que dizer que o Brasil seja um país majoritariamente de classe média.

        • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

          Dois amigos meus ingressaram em duas das melhores universidades particulares de Pernambuco por intermédio do Pro-Uni. Eles nunca conseguiriam pagar uma mensalidade de R$ 1000. A política de concursos públicos e remuneração de funcionários também foi importante no governo Lula. Minha família tinha tendências direitistas (meu pai foi militar durante a ditadura e ainda é saudoso desse tempo), mas a melhoria foi tão evidente que não temos como permanecer ligados a essa ideologia. Eu e meus irmãos estamos empregados como funcionários públicos, com razoável remuneração, e conseguimos isso nos últimos seis anos. Quem é estudante e concurseiro não pode ver qualquer lógica em votar em Serra. Quem era pobre, como a família da minha mãe, que hoje tem mais eletrodomésticos até do que eu, também não.

          • Rodrigo Vasconcelos

            Caro Amâncio,

            eu sou servidor público e recebi um excelente aumento no governo Lula. Nem por isso, deixei de ser crítico em relação a ele. Eu sei diferenciar bem o que é conveniente para mim do que é bom para a sociedade como um todo. Se eu não gostei de receber aumento? É claro que gostei. Adorei. Se eu acho merecido o aumento? Não, foi um aumento exagerado, bem superior a 100%, muito acima da inflação.

            Eu entendo que muitos tenham pelo presidente Lula um sentimento pessoal de gratidão, mas esta é uma maneira muito personalista de avaliar o governo e de encarar a política. Se você houvesse dito que a política de concursos e remuneração deu fôlego novo ao Estado brasileiro e contribuiu para melhorar a qualidade do serviço público, teria feito menção a um benefício em favor de toda a sociedade. No entanto, você referiu-se tão somente a ganhos pessoais que você e os seus tiveram com os aumentos do funcionalismo.

            Eu moro em Brasília. Muitos dos meus colegas de trabalho, senão quase todos, votarão na Dilma, mesmo os que acham Serra mais preparado, porque temem não ter outro aumento tão cedo. E este temor atinge inclusive aqueles que tiveram reajustes superiores a 100%, muito acima da inflação do período. Ganham tão bem, que não ficariam em má situação se passassem quatro anos sem aumento. Ainda assim, cada vez que uma categoria em Brasília ganha um reajuste, todas as outras querem ser reajustadas também.

            Votar a fim de obter vantagem financeira concreta e imediata, sem pensar nas consequências mais amplas disso, não é equivalente a votar em troca de uma cesta básica? Eu acho que é sim.

            Não quero convencer ninguém a votar em candidato algum, mas eu votarei em Serra, mesmo que, com Dilma, eu tenha mais chances de ganhar aumentos maiores e mais rotineiros. Até porque não acredito nisso: a situação das contas públicas tem piorado nos últimos meses. Não sei se haverá algum aumento tão cedo, ganhe quem ganhar.

            Quis dizer com isso apenas que não se deve votar com vistas a conseguir um benefício pessoal imediato, em detrimento do bem comum, ainda que eu admita ser muito difícil conceituar “bem comum” em sociedades complexas.

            Abraço,
            Rodrigo.

            • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

              Já deu pra perceber que você é bem seletivo no que lê. Não apenas no meu comentário, no qual não viu a parte da educação para pessoas inteligentes que não podem pagar, como na de pobres que se elevaram na escala social. Também sua leitura da sociedade é bem seletiva. Se fossem apenas os meus que tivessem esses ganhos, com certeza eu não votaria em Dilma. Apenas dei exemplos “dos meus” para mostrar que os ganhos na sociedade em geral estão visíveis em todo lugar. Você seleciona fatos concretos e cria ficções para justificar seu voto.
              Como aqui é um debate para muitos, insisto, mesmo sabendo que também não influirei no seu voto, e posto trecho de uma matéria sobre o desenvolvimento brasileiro:
              O sonho brasileiro
              Ao se tornar uma sociedade de classe média, o Brasil eleva seu padrão de consumo e inaugura um ciclo virtuoso comparável ao dos EUA no pós-guerra.

              Trecho:
              De 2003 a 2008, 19,5 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres, estatisticamente, e 31,9 milhões passaram a pertencer às classes A, B e C. Em síntese, a pobreza no Brasil caiu 41%. Hoje, as famílias com rendimentos mensais entre R$ 1,2 mil e R$ 4,8 mil, enquadradas na classe C, concentram 40% da renda total brasileira. É uma classe média autossustentável, com capacidade de gerar renda e acumular ativos com o próprio trabalho, sem ajuda do governo.

              o que ajudou o Brasil a ser, pelo menos em termos de renda, uma sociedade de classe média foi a redução da desigualdade social, mais em decorrência da recuperação do mercado de trabalho do que dos programas de transferência de renda. No período entre 1995 e 2003, a quantidade de brasileiros empregados cresceu a uma média anual de 1,6%. A partir de 2004, a taxa de ocupação passa a crescer ao ritmo de 2,4%. A correlação entre esta aceleração e a redução da pobreza é evidente. Entre 1995 e 2004, a proporção de pobres na população brasileira variou microscopicamente, para pior: de 33,2% para 33,3%. De lá até 2008, porém, este número caiu bruscamente para 22,8%. Neste último período, a renda total das famílias brasileiras aumentou 31,2%.

              Fonte: Época Negócios
              Infelizmente, os meus estão entre esses 50 milhões que ascenderam socialmente, o que significa que eram miseráveis ou pobres antes de Lula. Se isso não é um ganho para toda a sociedade, realmente devemos todos votar em Serra.

            • Rodrigo Vasconcelos

              Amâncio,

              você realmente fez menção à melhoria geral de vida dos brasileiros em outros posts, mas eu limitei-me a responder o seu post anterior, em que você falava apenas de seus amigos e de sua família. É só por esta razão, bem prosaica, que a minha leitura foi “seletiva”.

              Você quis claramente sugerir má-fé da minha parte, como se eu tivesse respondido apenas o que me interessava, a fim de criar “ficções para justificar meu voto”. Você deixou de discutir os argumentos postos para atacar-me indiretamente: sim, porque, se você sugere que estou sendo seletivo na minha leitura, a fim de criar ficções que justifiquem o voto no Serra, está pressupondo que eu esteja agindo de má-fé, como se quisesse ludibriar meus interlocutores.

              Você, no entanto, não deu um único motivo sólido para sustentar sua hipótese, nem para que se considere ficção a análise que eu fiz nos posts anteriores. Você limitou-se a repetir dados conhecidos que atestam a redução da pobreza.

              Ora, eu não neguei ter havido redução da pobreza em momento algum! Eu neguei que o Brasil seja hoje um país majoritariamente de classe média.

              Que você tenha colado um trecho de reportagem da revista Época, em que o repórter se refere à classe C como “classe média”, não muda nada. Eu já expliquei que este é um conceito estatístico de classe média, que considera como tal aqueles que se situam na faixa intermediária de renda. O próprio Neri já disse isso.

              Fica bastante óbvio o que estou dizendo, se você considerar o patamar mínimo de renda a partir do qual alguém é considerado integrante da classe C: R$ 1.200. Nenhuma família com esta renda familiar mensal consegue ter acesso aos bens materiais e imateriais usufruídos pela classe média.

              Eu repito: não estou negando que a vida dos pobres tenha melhorado. Limito-me a desmentir esta história de que a classe média já é maioria do Brasil. Não é. E não porque eu esteja fazendo uma leitura seletiva da sociedade: o conceito sociológico de classe média (não o estatístico) pressupõe acesso à educação de qualidade, oportunidades de qualificação profissional e de mobilidade social ascendente etc. O EPG leva em consideração todos estes fatores.

              O Celso Barros, quando disse que não faz sentido usar o EPG para medir redução da pobreza, tem toda a razão: se fôssemos usar o EPG, não veríamos uma mudança tão grande assim, simplesmente porque a classe média no Brasil continua sendo minoritária. E bem minoritária. Os pobres estão menos pobres, alguns deles subiram à classe média, mas a maioria, apesar de menos pobre, continua pobre, porque mesmo ganhando melhor, não tem acesso às oportunidades de que usufrui tradicionalmente a classe média.

              Se você não considerar diretamente o que eu estou argumentando e tornar a repetir que a pobreza diminuiu, o que eu nunca neguei, eu vou parar de discutir. Se você voltar a pressupor minha má-fé, a achar que estou criando ficções deliberadamente (eu poderia muito bem dizer que você é que está sendo ludibriado pela ficção oficial do governo, com seus números mágicos muito bem divulgados pela publicidade estatal e pela propaganda eleitoral), eu também vou parar de discutir.

              Meu ponto é: a classe média ainda é minoritária no Brasil, se se levar em consideração o conceito sociológico tradicional de classe média. Ela só é majoritária se considerarmos o conceito estatístico usado pelo Neri. Só que família nenhuma que ganhe R$ 1.200/mês consegue ter acesso à educação de qualidade, qualificação profissional ou a oportunidades reais de ascensão profissional.

              Contra-argumente, ataque meu ponto (não a mim, que não sou eu quem está em discussão aqui, nem minha opção de voto), e aí continuarei a discutir.

              O Celso Barros é que poderia contribuir muito nessa discussão, porque ele é sociológo. Eu não sou. Ele poderia discorrer muito melhor a respeito.

  • Ismael Sousa

    Parabéns Celso.

    Uma opinião acima de qualquer suspeita, com embasamento suficiente.
    Se antes eu votava na Dilma, agora que não tenho mais dúvida disso!

    E não é pelo fato de votar ou não em Dilma, mas de reconhecer que o canditato que recebe uma “ajudinha” de uma imprensa conhecida como “PIG” jamais poderia governar com imparcialidade.

    É claro que não existe governo 100% bom. Mas é preciso reconhecer que entre um pouco ruim e um pouco bom existe uma grande diferença. Só tenho raiva da mídia (PIG) que tenta ao máximo fazer com que as pesssos trquem o “pouco ruim” pelo “pouco bom”.

    • http://napraticaateoriaeoutra.org NPTO

      Valeu, Ismael!

  • Pingback: Por que votarei em Dilma Rousseff « Rodrigo Louriçal Escreve()

  • http://monicabanderas.blogspot.com Mônica Banderas

    Pus o texto do Celso no meu blog. Já apaguei 8 comentários agressivos que ninguém merece ler. Discutir política não é ofender a mãe do candidato. Temos que mostrar inteligência, coerência e mostrar que temos memória.
    O que todo mundo discute é a vivência terrorista no passado da candidata Dilma. Porém, ela não foi terrorista para destruir o povo e sim para defendê-lo. Alguns militares eram bárbaros. Não julgo todos pois havia muita gente boa nas forças armadas. Porém, se não houvesse gente como Dilma, nosso atraso seria muito maior.
    O que temos que fazer é acreditar na paz pela qual nosso país atravessa e saber que a Dilma de antigamente não se repete, a história é outra. A mulher está muito bem, obrigada.

    • Dawran

      Monica Banderas, não concordo com algumas de suas avaliações. Porém, uma delas chamou-me mais a atenção. Quando diz: “na paz pela qual passa o país (…) a história é outra (…)”. Concordo e caso permita, complemento que não há lugar mais para aventureirismos ou experimentalismos. Notadamente aventuras e experimentos que não lograram êxito no século passado. Contudo, considero que a candidatura governista não deixa muito claro o que pensa sobre vários aspectos da vida nacional.

  • Antonio Carlos Poerner

    Reratifico o que expressou o Ismael Souza: Parabéns!

    Confesso que, apesar de ler os principais jornais, acompanhar determinados articulistas/cronistas do nível de Mauro Santayana, Emir Sader, Nassif, Luiz Carlos Azenha, Veríssimo,Paulo Henrique Amorim, Mino Carta – com sua belíssima Carta Capital – e tanto(a)s outro(a)s, ainda não li um texto tão bem escrito especificamente sobre esse delicado ponto, i.e., o transitar de FHC para Lula, reconhecendo os acertos do governo anterior, MAS…e principalmente, enfatizando os dois extraordinários governos do Presidente Lula que, sem favor, fez com que o Brasil se tornasse uma nação respeitada e conhecida por uma política externa independente tão bem coordenada por este grande brasileiro, Min.Celso Amorim, de que, com certeza, Celso Furtado, Santiago Dantas,
    Alceu Amoroso Lima, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães ficariam orgulhosíssimos. Tradicionalmente, desde que me recordo, ora já beirando os 70, e assíduo aluno da Universidade de Política Nacional e Internacional de Mauro Santayana, no JB, pág.2, às 4ªs, 5ªs e 6ªs, não tive o prazer e a felicidade de ver como um Presidente da República pôde dedicar um olhar e atenção especiais aos pobres e miseráveis do nosso Brasil…A emoção que sinto é muito grande, MAS…me entristece o fato de que nem todos os pobres foram atendidos, e calculo que outros 16 milhões de brasileiros, com urgência, necessitam dos benefícios de bolsa família, Luz para todos, saúde, educação
    etc. E os próprios beneficiários do Bolsa Família não se sentem totalmente à vontade, por seus irmãos, também pobres como eles, ainda não terem sido incluídos e alcançados por esses benefícios. Esse é o grande pedido que faço
    à candidata Dilma Roussef, que pelo Amor de Deus, acelere a plena e total in-
    clusão dos pobres, para podermos deitar a cabeça no travesseiro com a cons-
    ciência um pouco mais em ordem, por tudo e por tanto que nossos queridos po-
    bres já sofreram ao longo de tantos e tantos governos.Pediria ainda a candidata Dilma Roussef que organizasse uma equipe de pessoas com muito amor e sensibilidade, com um grande Coração, para não serem muito burocratas nas exigências dos beneficiários, que, periodicamente são cortados, por não terem cumprido com certas exigências e condições. Acho certa a pressão, mas … seja
    mos mais flexíveis. E aí falta um outro olhar. Os nossos pobres não sabem como lidar com burocracia, lhes falta o talento pra isso e precisamos ser mais padrinhos e madrinhas deles, com pessoas que os possam ajudar a cumprir com as exigências…Que o grande Coração do Presidente Lula inspire as pessoas com funções ligadas ao auxílio de nossos pobres.
    Dr.Celso, perdoe-me por me estender, mas seu artigo posso enviar a amigos de outros partidos, pois garanto que baterão cabeça para seu texto que é extre-
    mamente imparcial, Exemplar e Raro entre tudo que já se escreveu sobre os 2
    Governos PSDB/DEM e PT/PMDB/PSB/PP/PDT etc. PARABÉNS! PARABÉNS!

  • Carlos Augusto

    Dá muita tristeza ver o país na mão de gente com tão curto conhecimento!!

    • luiz reis

      A qual tipo de conhecimento você se refere? Ao da Sorbonne? Prefiro milhares de vezes ao conhecimento do próprio povo, de sua nação e sua cultura, do que é preciso e possível fazer para a melhoria das condições de vida da MAIORIA da população. O maioria foi em maiúculo para afirmar a tendência do governo Lula que foi de governar não apenas para os de sempre, como o fez FHC, em que peseo respeito que tenho pelo prof. Celso e suas considerações. Não há grau de comparação entre os dois governos como não há grau de comparação entre os dois estilos, Lula e FHC: um tem o DNA do povo brasileiro o outro adoraria que Brasília fosse na França e governaria bem de longe não sentindo o “cheiro” desse povo…

      • Dawran

        Mas luiz reis, só a desinflação promovida em 1994, recuperou o poder aquisitivo da moeda. Isso propiciou acesso de assalariados a novas classes de bens. Desde os bens não duráveis ( alimentos e bebidas), bens semiduráveis (calçados, roupas e tecidos) e bens duráveis (linha branca, linha marrom), dentre outros. Com as bases lançadas pela estabilização da moeda, foi possível aprofundar políticas sociais. Em suma, o que acontece hoje é a resultante de um processo iniciado há algum tempo. E ainda não está concluído.

    • Alan Souza

      Olha aí a “massa cheirosa” resmungando…

  • Tadeu Porto

    Celso…
    Ótimo seu texto… Fiquei impressionado… Muito sensato!! Ao meu ver, notou-se que você foi bem imparcial e isso é muito raro hoje em dia quando se trata de discutir politica!
    Eu só não concordo que o José Serra é um bom candidato… :))

    Abraços e meus parabéns mais uma vez!

  • Viviane Borges Ferreira

    O artigo é ótimo! Também tenho a mesma impressão dela. Duvido que alguém seja “tire farofa” com ela. Mas a foto que vocês puseram parece ter sido escolhida por seus opositores.

  • Viviane Borges Ferreira

    Vocês precisam habilitar para ser compartilhado no Facebook

  • Viviane Borges Ferreira

    Estão tentando inverter tudo e reescrever a História. Se estivéssemos em 1985, Dilma seria tratada pela mídia e pela “Intelectualidade” como heroína e não terrorista.

    • Dawran

      Mas, Viviane Borges Ferreira, permita-me. Nunca a imprensa esteve tão favorável a um governo como neste momento da vida política. Além do que, parece que há realmente uma tentativa de reescrever a história. Só que uma vã tentativa de reescrever tudo que aconteceu antes de 2003.

      • http://gatoprecambriano.wordpress.com Eneraldo Carneiro

        Nunca a imprensa esteve tão favorável a um governo como neste momento da vida política

        Você está falando do governo de São paulo, certo? Só assim essa frase faz sentido.

  • Tarcísio Elísio Costa Cotrim

    Cara, ótimo texto… Saiba que acabau de ganhar mais um fã. DILMA 2010!

  • ejedelmal

    Dilma nerd? Dilma nerd!!!

    Nerd na verdade corresponde à sigla do departamento de pesquisas de uma companhia elétrica do Canadá:

    Northern
    Electric
    Research
    Department

  • Pingback: RobertoWolvie()

  • Pingback: Antropóphago()

  • Pingback: Ficha Limpa: what surprise? « Antropóphago()

  • Anderson Barbosa

    Ô Celso, deixe de ser tão brincalhão pô!
    Dizer que a Marina é boa candidata é brincadeira. Ela ramelou na hora do “vamo vê” brother. De resto, acho que você foi muito feliz ao expor suas idéias. Parabéns!

  • rafael

    Fugindo um pouco do texto, mas será que alguem pode me esclarecer porque ninguem quis ser vice de Serra?

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      Porque os caciques perceberam a certa derrota e preferiram queimar apenas um índio.

      • Ticão

        Não sei não. Vários queriam.
        Teve um cacique do PSDB, senador pelo Paraná, que se prontificou a assumir o posto.
        A lista de pretendentes era longa. Se não me engano, eram mais de 20, numa destas listas publicadas em jornais.

        Acho que o problema foi os caciques não se entenderem. Não conseguirem escolher quem, dentre eles caciques, receberia a honrosa missão.

        E aí aparece a solução de sempre. A Inveja, prima irmã do Narciso.
        Pra não rechear a empada de nenhum cacique, escolheram um índio.

        • rafael

          Pessima escolha, alias diga-se de passagem os tres principais falharam nesse quesito. Coisa a se discutir na politica nos proximo anos, o papel dos vices e dos suplentes.

        • Dawran

          Interessante. Nada como, na hora de decidir escolher, haja quem indique cabeça de chapa e vice, por livre e espontânea vontade. A aceitação, lógico, é livre.

        • http://www.uriafassina.com Uriá Fassina

          Ticão,
          o senador ao qual vc se refere é o Álvaro Dias, de fato do PSDB.

          O grande problema é: como assegurar o apoio do DEM a uma chapa puro sangue feita de Serra e Álvaro? Este último, pescado aos 45” do segundo tempo.

          Quando quase indicaram o Sen. Álvaro Dias para vice do Serra, o DEM gritou, bateu o pau na mesa e exigiu uma chapa mista, com vice do DEM. Já que a coligação com eles seria essencial para qualquer tentativa de candidatura minimamente viável. O — na minha opinião — laranjão dessa história foi então o Índio da Costa. Estratégia furada que já começou errado com a escolha do Serra como candidato (altos índices de rejeição) e do abafamento das indisposições com o Aécio Neves.

          Pior de tudo é que os tucanos ficaram descendo o pau na coligação do PT, que fez o Temer de vice, alegando que era estratégia eleitoreira, que não tinha ligação ideológica. Se é que dá pra simplificar todo este jogo político assim, eles acabaram fazendo o mesmo que criticavam.

          Mas sendo curto e grosso, ignorando propostas de governo e ideologias, pra mim o PSDB já merece tomar um TOCO logo de primeiro turno pra ver se aprende a fazer oposição com mais competência, elaborar um plano de governo que realmente faça sentido pra MAIORIA da população e, principalmente, pra ser mais inteligente na escolha de estratégias de campanha.

          Celso, parabéns por propor um texto lúcido e racional em tempos de tanta gritaria e fogos de artifício. E mais parabéns ainda aos que comentam (concordando ou não) por manterem elevado o nível da discussão.

          Gostaria que os babacas/trollers que me mandam spans diários dizendo que o Lula é analfabeto e fazendo piadas preconceituosas com a sua deficiência ou com sua origem nordestina, tivessem 10% da racionalidade daqueles aqui discutem. Quem dera EU tivesse 10% do saber sensível e não-acadêmico do nosso presidente.

          Talvez o Rodrigo Vasconcelo, que foi bem claro em seu posicionamento e idéias, devesse ter escrito o texto “Pq votarei em Serra” — acho que teríamos uma discussão ainda mais interessante. Juro que quando li o texto do sr. Daniel Bushatsky, dei risada. E, em tudo que tenho lido, o poder argumentativo do tucanos e correligionários parece estar no mesmo nível.

  • Fernando Trindade

    Por indicação do Biscoito Fino, faço minha primeira visita ao NPTO.
    Gostei do texto Porque voto em Dilma. Ressalvo que não gostei da crítica ao Garotinho, menos pela crítica, mais pela nítida inspiração elitista (o elitismo é co-responsável pelas maiores tragédias sociais do País).

  • Rita

    Amigo, também vou votar na Dilma, por alguns dos motivos que você expõe aí.

    Mas, vamos ser francos: dizer que os 8 anos do FHC “também foram bons” é o fim da várzea! Onde você estava na década de 90 que não viu as provatizações desastrosas, o desmantelamento do patrimônio público, a depreciação vergonhosa da renda dos trabalhadores, o sucateamento do ensino superior e a continuidade do fracasso do ensino nos demais níveis, o empobrecimento doloso das forças armadas, o caos na segurança pública, etc., etc., etc.?????

    Quanto à Marina Silva “ser a melhor candidata” no seu plano ideal: ela foi ministra do meio ambiente por 6 anos e não segurou o desmatamento da Amazônia, só infestou o MMA de ongueiros. O Carlos MInc assumiu e em dois anos bateu-se dois recordes consecutivos na retração do desmatamento. Você consegue ver qual sucesso no desempenho da Marina na única experiência executiva importante da vida dela? Hein?

    Abraços!

  • Francisco Ferraz

    Celso, parabéns. Brilhante! Esse texto vale a pena ser repassado!

  • http://quadradodosloucos.blogspot.com Bruno Cava

    Parabéns, texto rigoroso e sofisticado, num português sem afetação. Botou no chinelo os argumentos dos defensores de Serra e Santa Marina. Dilmais!

  • Pingback: Bia Cardoso()

  • thiago martins neto

    Promoção do dia: “Vote na Dilma e ganhe uma viagem só de ida para a Venezuela”. Experimente o chavismo na pratica.

    • Alan Souza

      Troll aqui nem merece resposta…

  • ruy garcia

    Caro Celso,
    Além dos pontos em que você baseou sua análise sobre as diferenças entre os dois governos, julgo que não houve menção a dois outros que são igualmente fundamentais para bem entender a guinada, para melhor, que o País experimentou: a reconstrução do aparelho estatal e a política externa soberana e multipolar. São temas em que as visões e práticas dos dois governos andaram em direção diametralmente opostas, com resultados amplamente favoráveis ao governo Lula, você não acha?

  • Bruma Artio

    A candidata é a Dilma ou é o Lula? Por esse será o Lula que continuará governando.

    • Alan Souza

      Não falei?

  • http://www.palpitariabrasil.wordpress.com Felipe Basto

    “Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada”. Véio, ele faria isso com qualquer um, mesmo o Dirceu ou o Palocci.não iriam longe sem o Cara. Agora,tudo bem que é o seu partido,mas teve muita besteira nesses oito anos. A educação e a saúde ainda não aproveitaram o bom momento da economia e desse jeito nada dura muito. O Lula é democrata,mas de vez em quando força a barra, ultimamente tem debochado da justiça eleitoral e já teve problemas com a imprensa, lembra do gringo expulso e daquele papo de controle social da midia? Quanto ao Serra,concordo ele é o melhor,dentre os poucos nomes da oposição. O ruim se ele ganhar vai ser aturar o DEMPFL de volta. Ótimo artigo, o doutor táescrevendo cada dia melhor. Mas ainda sou Marina.

  • Pedro Jackson

    Parabéns, um ótimo texto!!

    Claro, objetivo, sem apelação!!!

    Vou recomendar para vários amigos!!!!

  • Márcio Cássio Jr.

    Texto muito bom. Lido, analisado, avalizado e recomendado.

  • Pingback: Érika()

  • Pingback: Érika()

  • João Carlos

    só tem uma coisa que o comentarista esquece de comentar sobre o governo lula: os quadros tucanos que foram mantidos durante todo este governo — tiraram, inclusive, um presidente do banco central do tucanato. em outras palavras, lula manteve o mesmo corpo de técnicos (na economia) que estarão num possível governo de josé serra. essa é a principal razão do porquê que eu não sinto vontade de dar o meu voto para a dilma: eu acredito, decomforça, que em 2002, caso josé serra tivesse sido eleito, o brasil não estaria tão diferente hj. não teria um presidente sendo capa da time e ganhando prêmios de pessoa do ano, mas seria um brasil consideravelmente menos pobre como o de hj.

    eu já li um texto seu, NPTO, em que você assevera o seguinte: o PT foi uma partido criado sem uma concepção de política econômica. na minha opinião, apesar da maria conceição tavares, do mercadante — essa galera que criou os argumentos para a oposição ao plano real –, isso se refletiu nos quadros do partido. e permitiu o que eu descrevi acima: a manutenção de um pessoal do governo anterior ao do lula.

    a diferença para mim é que o PSDB não precisa agüentar um corpo de militantes desconectado com essa realidade. buscando uma comparação na história para o PT de hoje, talvez exagerada, é o caso de um robespierre tendo que agüentar a agitação de um marat. sabemos que robespierre não muda para melhor, não é?

    de repente, o teste mais complicado do PT talvez nem fosse com o lula, que está para virar uma espécie de mandela brasileiro, mas com o que virá agora.

    **********************************************************************************************

    cara, você realmente acha que um governo arrecadar mais reservas internacionais é propriamente uma contribuição original? posso estar esquecendo de algo, mas não é uma tendência quando mantido todo o resto constante?

    outra coisa: o “renda minha” do cristovam foi implementado quase que concomitantemente — mais atrasado em relação ao outro, na verdade — a um projeto similar de um prefeito, de alguma cidade do estado de são paulo, tucano, que eu esqueço o nome agora*. mais ainda, se não me engano, o bolsa-escola tucano, em sua implementação nacional, buscou inspiração no “progresa” mexicano.

    *ele era relacionado no verbete do bolsa-família na wikipédia, mas sei lá por qual razão não está mais lá.

  • Pingback: andrepiaui()

  • Lucas Dalcastagne

    Bom texto, mas há um erro: o Bolsa-Escola foi, na verdade, idealizado e posto em prática primeiramente por Roberto Magalhães Teixeira em 1994, na época prefeito de Campinas pelo PSDB. Recebia o nome de “Programa de Renda Mínima”. Um ano depois, Cristóvam Buarque, como governo do Distrito Federal pelo PT, implantou o programa lá. Talvez por isso você tenha feito a confusão.

  • Fabio

    “Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.”

    A. Nada disso. O terceiro programa nacional de direitos humanos lançado pelo governo Lula no ano passado contém uma série de arbitrariedades, como restrição a imprensa e limites ao poder judiciário (além dos já estabelecidos na CF88). Ele mostra o viés autoritarismo do atual governo. Democracia não tem nada com isso.
    O alinhamento com diversas ditaduras e tiranias ao redor do mundo também mostra o perfil desse governo. Diga-me com quem andas, te direi quem és.

    B. Está correto. Deu continuidade a boa política econômica do governo FHC, tão combatida e demonizada pelo PT durante os anos 90. Se aproveitoru de um momento de crescimento econômico mundial, que só foi interrompido na crise de 2008. Essa foi, sem dúvida, a maior qualidade desse governo.

    C. O suposto combate a pobreza se deu por meios fisiológicos de assistencialismo. O coronelismo se elevou a uma escala nacional. O bom estilo Odorico Paraguaçu em ação em pleno século 21. Me recuso a classificar isso como combate a pobreza. Quanto a educação e postos de trabalho, que fazem o real combate a pobreza, pouca coisa mudou em relação ao governo anterior, exceto pelo incentivo a políticas de cotas (péssima ao país) e pelo crescimento absurdo da máquina pública.

    Peço que reflita antes de escrever “indiscutivelmente”.
    Abs

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      No caso, ditadura só vem do executivo? Se o legislativo ou o judiciário governarem como bem entenderem, é democracia?

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      Geração de 10 milhões de empregos ajuda a reduzir a pobreza?

    • Alan Souza

      Engraçado, meia França deixa a pobreza e é só “assistencialismo”.

      Esses intelectuais da “massa cheirosa”, quando olham para os programas sociais implantados pelos países europeus os saúdam como “avanços sociais”. Quando o mesmo é feito no Brasil é “assistencialismo”.

      E mesmo atacando PT, Lula e Dilma, o Serra tá doido pra se apresentar como o candidato do Luma.

      Vai entender esse povo do “Cansei”…

  • Pingback: Seresteros » Valendo!()

  • http://manualdavidaparainiciantes.blogspot.com/ Luan Crespo

    Bom texto, sem dúvidas, esses são extamente os pontos positivos da candidatura da Dilma. Mas nem esse texto, nem o mais apaixonado dos petistas é capaz de me responder porque o investimento em educação foi tão pífio nesses oito anos! Nenhum governo pode se gabar de fazer distribuição de renda real sem um investimento massivo em educação, porque muito além da distribuição de renda, investir em educação é distribuição de poder!

    Gostaria que o Cristóvão Duarte, sempre meu candidato, não tivesse ficado tão estigmatizado como incapaz de discutir a “pluraridade” das questões nacionais, quando a educação, de fato, é o fator decisivo que colocará o país no rumo do desenvolvimento humano sustentável. E diga-se de passagem, educação de verdade, e não “educação tecnológica”, “cursos profissionalizantes”, porque ensinar a exercer um trabalho não pode ser considerado educação e sim instrução pura e simples.

    Continuo mantendo meu voto no Plínio, para fortalecer um discurso menos hipócrita em relação à sociedade brasileira.

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      Acho que você se referia a Cristóvão Buarque. Sobre educação, o governo atendeu a maioria dos programas de Cristóvão. Criou mais universidades federais e extensões do que previsto. Sem contar o pro-uni. Sobre a qualidade do ensino, com certeza isso não se resolverá nos próximos vinte anos, ao menos, já que os professores de hoje tiveram uma educação deficitária, e os que estão se formando também estão sujeitos a uma educação abaixo de níveis aceitáveis. É algo que não tem solução rápida. A maioria dos professores atuais não investe em auto-formação, então mesmo que os salários dobrassem ou triplicassem automaticamente, isso não influiria na educação imediatamente. Uma política sólida de ampliação de quadros, mais exigência de qualificação, redução do número de estudantes por professor e distribuição de material escolar são boas bases, mas a mudança é no longo prazo. O Chile passou quatro décadas para ver na prática os resultados de massivos investimentos em educação.

  • http://manualdavidaparainiciantes.blogspot.com/ Luan Crespo

    Opa..Opa…falha nossa, Cristovam Buarque (Cristóvão Duarte é um grande urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, vale citar)

  • carlos Augusto

    O governo induziu, o povo comprou o que não pode pagar.E agora?? Dilma é que vai pagar este rombo??Viva o neoliberalismo!!

    • Alan Souza

      Não disse? Troll aqui fica falando sozinho…

  • Pingback: Celso Barros, Por que votarei em Dilma Rousseff? | Maria Frô()

  • Pingback: Porque votarei no Plínio | Blog Pra falar de coisas()

  • http://www.barbacena.com.br Claudio Mello

    Ótimo texto.
    Dilma é não só a melhor opção como também é a esperança de toda uma nação na continuação de um governo que mudou o país.
    Lula vai entrar para a história desta nação pelo governo que fez, de tão desacreditado e contestado pela elite, ele sem estudo fez muito mais que o sociólogo formado na Sourbonne. Uma vergonha que FHC não consegue esconder nem esquecer. Como um operário, semi-analfabeto pode fazer tanto?

  • Pingback: André Pacheco()

  • Rodrigo Silva

    Belissimo texto, adorei!

    Bem escrito, ótimas opiniões, bem pesquisado e com um homor fino e elegante

    Talvez um pouco condescendente demais com a era FHC e os neoliberalismo vigente do fim da ditadura até o Lula, mas blz…

    Ate pq, sendo honesto, se olharmos por uma ótica mais abrangente, num contexto histórico maior (daqui a 30, 50 anos), realmente FHC fez parte do inicio do processo de redemocratização, estabilização e prosperidade do Brasil

    E o tom mais brando do seu texto faz ele ser PERFEITO pra enviar pra minha família, infelizmente ainda muuuuuuito influenciada pelo PIG. Tem que ir com cuidado quando aqui ainda ouço coisas como “Dilma terrorista e assassina”, ou ainda “Lula pode ter sido maravilhoso pros pobres, que os pobres então votem nele, mas pra classe media nao fez nada”. Sim, é triste, mas tô aos poucos mudando isso…

    Portanto, obrigado por essa linda munição! :D

    PS: “dê taxas assim pras elites que o Leblon inteiro tatua a cara do Dirceu” foi fantáaaaaaastico!!!! Genial! Espero que Copacabana, se nao tatuar Dilma, ao menos vote nela!

    Abraços!

  • Pingback: Artigo ressalta: “O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma” | Margarida Salomão 1314()

  • http://joserenatomoura.blogspot.com José Renato Moura

    Rapaz, respeito muito as opiniões de todos. Esse articulista vota na mesma candidata que eu. Mas não consegui passar do primeiro parágrafo. “Temos três bons candidatos” … “A Maria seria melhor que 90% dos Presidentes do mundo”. Tá louco.

  • Gilberto Camargos

    “Eventualmente, (Dilma) foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?”
    Celso, essa frase realmente é de dar azia. Pensei no Eremildo, o idiota, para explicá-la, mas talvez você dê uma colher de chá e o faça. Quer tal? Oposição queimar quadros petistas famosos (confesso que até o estouro do mensalão não tinha ouvido falar do Delúbio Soares) e se arrepender? Deus me livre. Qual é a piada?

  • José Marinato

    Caro Celso,

    Apesar do esforço que fazes para justificar racionalmente o teu voto, mal consegues disfarçar o fervor ideológico que te anima. Todos os teus motivos estão resumidos nesta sentença:
    “Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.”

  • Pingback: Por que não votarei em Dilma Roussef | Pensar Não Dói()

  • Gilberto Camargos

    No texto, seu apego à figura “esquerda x direita” é o que mais chama a atenção, pois revela sua um tanto de sua formação. Ao mesmo tempo, foram surgindo na memória imagens de jovens amigos, estudantes secundaristas na época da ditadura, que tiveram sua vida arruinada ou foram mortos, em especial um deles, porque aderiram à organizações armadas, que praticavam ações terroristas, comandadas por líderes como Carlos Lamarca e Dilma (ela afirma que nunca atirou em ninguém, mas já concdessou que planejava a logística). E, se você realmente admira o passado de Dilma, poderia me fazer a gentileza de explicar por quais motivos ela mente quando questionada a respeito, como fez na entrervista à revista Veja? Que tal mirar no exemplo do Gabeira e reconhecer os erros do passado, de forma honesta? Quem sabe depois das eleições, né?

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      A turma favorável à ditadura nunca se lembra do Riocentro. Ninguém sabe ainda quantos atentados podem ser de fato atribuídos a militantes de esquerda, e quantos foram pura sabotagem dos militares para justificar a manutenção do poder em suas mãos.

  • Pingback: Lauro Mesquita()

  • Tiago Silva

    NPTO,

    Ótimo texto. Equilibrado, reconhecendo as benfeitorias e malefícios da era FHC e expondo todos os pontos positivos e negativos da era Lula. O grande problema é o pessoal da direita assumir que o segundo foi imensamente superior ao primeiro. Sei o que é isso. pois tentei, há dias atrás, expor para um primo que estuda Economia, todos os avanços alcançados no governo Lula. Ele me falou todo o blábláblá dos destros que comentaram seu texto, e cheguei a conclusão de que a maioria das faculdades de Economia empregam pessoal da Direita para lobotomizarem os novos cérebros. Concluo Administração este ano, junto com minha namorada, graças ao Prouni. Tenho um PC e um note, internet banda larga, todos em casa estão empregados e, certamente, todos nós nos alimentamos melhor. Consigo juntar uns trocos para fazer cursos de qualificação, fora os que faço grátis via web. MINHA VIDA, A DOS MEUS AMIGOS, DAS PESSOAS QUE EU AMO, MELHOROU, P****!!! Muito. Por isso, voto na Dilma.

  • Pingback: Web Rolé | Na Prática a Teoria é Outra()

  • Pingback: Dilma assassina e terrorista? – Blog de Vanessa Lampert()

  • http://deleted Wu Ming

    Petista em pele de tucano não dá…

  • Pingback: Declaração de voto : Brontossauros em meu Jardim()

  • Marco

    Os movimentos políticos de uma Nação refletem sua história e suas aspirações.

    No nosso caso, a história é carregada de lições, que não são consideradas. A visão de futuro não recebe um tratamento adequado. Ninguém sabe o que queremos ser.

    Dado o nefasto interregno da ditadura, a verdadeira democracia ainda não está estabelecida no Brasil. Os partidos políticos são arremedos ideológicos, e , por enquanto, só servem, na grande maioria dos casos, para canalizar os carreiristas que fazem da pseudo-política o seu meio de ganhar dinheiro.

    O sistema político vigente não consegue desenhar uma perspectiva abrangente e de de longo prazo para o País.

    O sistema eleitoral distorce a vontade popular, e a enorme centralização de poder decorrente da concentração de impostos geridos pela União induz à vassalegem do Legislativo e do Judiciário ao Executivo, e das Unidades da Federação ao poder central.

    São consequências da Constitução que temos, com tantos penduricalhos desnecessários, inclusive alguns remanescentes do regime militar.

    Este atual estado de coisas atende aos que dele se beneficiam diretamente, e só será modificado por pressão popular, ou por receio do fracasso, nunca por interêsse público.

    Isto se reflete nas instituições, fragilizadas e corrompidas. Este avaliação se aplica aos Partidos Políticos, á Justiça, ao Congresso, à Polícia, às Agências Reguladoras. Tribunais de Contas, etc.

    Ós órgãos técnicos públicos, com salários aviltados e sujeitos ao humor dos governantes de turno, se tornam cada vez mais incompetentes, possibilitando que corrupção viceje em berço esplêndido, para felicidade dos abutres.

    Por esta razão as discussões políticas são tão personalizadas. O pouco envolvimento da sociedade nos Partidos agrava esta situação. Candidatos são defindos em processos internos, sem passar por qualquer crivo ou seleção.

    A ética, que devia ser pressuposto, é brandida como diferencial, e quase sempre retórico.

    Aos poucos o movimento que resulta da vontade real da sociedade acontece. Algumas vezes mais lento, outras mais célere.

    O que se lamenta, e profundamente, é qe um governo com tamanha aprovação, e que se propunha “progressista”, não tenha utilizado este momento positivo para iniciar as mudanças tão necessárias.

    Elas irão acontecer, mais cedo ou mais trade, desde que não haja um retrocesso devido a tantas mazelas que abrem brechas para desvios perigosos.

  • Iara

    quem é dilma…gostari de saber mais sobre ela.

  • ndj

    Apenas lembrando que o fenomeno da ascensão das classes pobres a uma situação de classe média e o aumento de empregos formais no governo Lula são frutos do fim da inflação galopante, ocorrido na “era” Collor/FHC e não de políticas de transferência de renda, recentes. Como o reajuste salarial na época da inflação galopante era mensal, apenas recuperava o valor original no último dia do mês, mas não repunha as perdas diárias. Com o fim da inflação galopante, todos passaram, portanto, a terminar o mês com um “adicional” entre 15 a 20% do salário, que começou a ser gasto na renovação da casa (eletrodomésticos), carros e, finalmente, serviços (como educação, lazer e viagens), permitindo um novo florescimento do setor de serviços, que criou empregos, que aumentou a renda da população, que permitiu mais consumo, que criou mais vagas e assim vai. O fim da inflação galopante foi a maior ação de distribuição de renda já ocorrida no país, que salvou nosso país do desastre da administração militar precedente. E não ocorreu em governo petista, que apenas colhe os louros como se fosse seu o mérito.

  • Silvino Patente Neto

    Vou votar na Dilma, primeiro porque ela é uma patriota. segundo porque ela vai obedecer a cartilha imposta pelo Lula: atender os mais necessitados; porque é isso que diz a Constituição: cuidar entre outras dos mais necessitados. Mas, principalmente para irritar a elite social e política, que teima em nos fazer de idiotas, enviando-nos e-mails de pura idiotice: ” A Vilma não pode entrar nos USA porque sequestrou o seu embaixador Charles Embrick (?)” Nós, eleitores da Dilma, com mais de 60 vivemos, que vivemos aquele período, sabemos que a única mulher a participar daquela gloriosa manhã de 04 de setembro de 1969, da tocaia, foi Vera Magalhães, falecidada em 2007. Caso ainda venha a ter uma filha, vou chamá-la de Estela, um dos codinomes da ex-guerrilheira, nossa futura presidente do Brasil.

  • Eduardo

    Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade.

    Deveria existir a terceira condição:

    (d) Ser honesto…

    • “O Observador”

      Concordo plenamente.

      Governo do PT, democrático? Lutando contra a liberdade de imprensa e a privacidade? Pff… Quanto à pobreza e a desigualdade, que tal investir menos em Bolsa Família e mais na criação de empregos e na educação? Não estou dizendo para cortar totalmente o Bolsa Família, mas por que não nos inspirar no governo de Theodore Roosevelt (EUA, 1932)?

      No meio do crash de 1929, Roosevelt diminuiu o desemprego dando trabalho na construção civil para milhões de desempregados, reestabelecendo o equilíbrio econômico e melhorando as condições de vida da população. Emprego ou esmola? O povo está fazendo sua escolha, e infelizmente não é a adequada.

      Quanto à honestidade, precisa comentar?

  • Larissa Alves

    Sugiro apenas o seguinte:

    Pesquisem no google:
    Escândalos de José Serra
    Escandalos do Governo PT
    Escandalos de Dilma Roussef
    Escandalos de Marina Silva

    E decidam por si.
    Está na hora de pararmos de colocar a culpa no pai, na mãe, no marido, no chefe, no vizinho, no governo.
    Sou + 1

  • Frederico Gomes

    O Governo Lula, atendeu a importantes necessidades Nacionais; como o inicio das transferencias e irrigação de pequena quantidade das aguas do São Francisco e outras obras de habitação, mais resalvo que:

    Não concordo com sua politica externa e com nenhum Governo de se alinhe a governos que não reconheçam os direitos humanos, ou anti democraticos.

  • Gus

    1 – No meu entendimento, a corrupção no governo de FHC e dos demais governos de direita, inclusive dos ditadores, era, por certo, muito pior que atualmente.

    2 – No entanto, esse fato não justifica que o PT -agora no poder- adote as mesmas práticas sob a alegação que isso é normal no Brasil e que é a única forma do Partido se manter no poder e fazer as reformas que a sociedade deseja e quer. Por isso, para mim aqui o problema deixa de ser político e passa a ser problema de Polícia.

    3 – A eleição de Dilma implicará, com certeza, na manutenção do PT no poder e na permanência das suas práticas criminosas sob o império dos Delúbios, dos Dirceus et caterva, em detrimento do restante da sociedade brasileira.

    4 – Sempre fui eleitor de Lula e do PT até:

    (a) ver o PT no poder agindo da mesma forma que a direita costuma agir,

    (b) ver o surgimento do filho do Presidente como “o Ronaldinho das finanças”

    (c) ver Lula dizendo que foi “traído” sem dizer por quem e deixando as “coisas” correrem sem nenhuma providência da sua parte.

    (d) Pior, ver Lula se juntando a Sarney, Collor, Jader, Renan, etc, etc., mostrando, na prática, sua verdadeira face.

    É uma pena, mas eu fui enganado por Lula e pelo PT. Antes de vê-los no poder, eu tinha um preconceito muito bom de Lula e do PT. Agora que os vi, eu tenho um conceito muito ruim dos dois.

  • “O Observador”

    Nem posso votar ainda, mas meu voto a Dilma não teria. Acho que Dilma é despreparada, mal sabe formular frases claras que façam sentido e sua única base de campanha é o governo Lula. Que méritos próprios tem esta candidata? O que justifica sua candidatura como presidente de uma nação tão grande quanto a brasileira?

    Tudo bem, ela participou de decisões/projetos do governo Lula e agiu durante seu governo. Não vou dizer que ela não tem nenhuma experiência. Mas estaria ela apta a liderar quase 200 milhões de pessoas? (Ou talvez mais de 200, não sei exatamente os dados mais recentes.) Pensem bem! Não estou defendendo nenhum candidato, só declarando minha opinião.

    O que ela tem a oferecer? É praticamente certo que Dilma ganhará no 1º turno. Mas é inegável que grande parcela de seus eleitores não sabe nem de seu programa de governo. Ouvi pessoas dizendo que votarão Dilma porque “quem tem 2 casas vai ter que dar uma, e por causa da Dilma eu vou ganhar casa”. Alguma vez ela disse isso? Meu argumento aqui é (deixando claro para não ser tachado de ignorante): boa parte dos eleitores do PT (principalmente as camadas mais pobres) não têm conhecimento substancial do que Dilma fará.

    Digam-me: como confiar em uma candidata que nem ao menos lê seu programa de governo e pretende censurar a imprensa? (Esta ideia reapareceu em vários projetos recentes do PT!) Ninguém parece saber da violação do sigilo fiscal da família de Serra, ordenada (como as provas indicam) pelo PT. Ou talvez não querem saber. O fato é que Dilma e o PT vão contra princípios básicos da democracia, como a liberdade de expressão e a privacidade.

    Já espero comentários negativos, dizendo que sou um desinformado pró-Serra. Pois peço aqui que as respostas sejam ao menos limpas, sem ofensas pessoais. E sem chamar de troll, também.

    Aliás, qual é a desse pessoal que chama de troll todos que têm opinião contrária? Um usuário comentou: “Promoção do dia: ‘Vote na Dilma e ganhe uma viagem só de ida para a Venezuela’. Experimente o chavismo na pratica” e foi imediatamente tachado de troll, idiota. Tudo bem, ele podia ter argumentado melhor — mas que diferença tem ele para alguém que diz “eeeee texto massa p*rra vo votar na dilma 2010 e 2014 pro foturo do brasil”? Ah, claro. Eleitor de Dilma = certo e eleitor de Serra = imbecil elitista, né? -.-

    Mas que diferença fará? Nenhuma. Meu comentário será provavelmente ignorado. Mas não conseguir ler tantos absurdos e deixar passar.

    + Peace +

  • Pingback: Uma declaração de apoio – Plínio de Arruda Sampaio « Cabeça na Mão()

  • Graça Rodrigues

    Gosto de apreciar todos os comentários racionalmente. Raramente comento. Posso perceber que falta à maioria dos comentaristas um pouco de conhecimento da história do Brasil, para não citar a história universal. Se assim fosse, o papo seria bem mais saudável e proveitoso.

  • Rocha

    “Observador” sugiro mudar seu nome para ‘Leitor”. E depois ler o texto do blog do começo ao fim, para dai resolver se as respostas as suas perguntas

    “Acho que Dilma é despreparada ” (Resposta no item 3),

    “Mal sabe formular frases claras que façam sentido e sua única base de campanha é o governo Lula.” Duh…sim leia o item 3 novamente.

    “Que méritos próprios tem esta candidata?”

    “O que justifica sua candidatura como presidente de uma nação tão grande quanto a brasileira?”

    Essas duas eu deixo para vc responder depois de ler o texto completo. Dai vc imprime e marca com um xizinho o item correto, ok?

    Agora se vc leu, deveria então dizer pq vc acha que ela não tem preparo, refutando o que que foi dito, e não usando apenas um ‘eu acho’s para solidificar a sua crença no que vc acha, sem saber porque acha.

  • Carlos Ernandes

    Dilma parabens estamos torcendo por você aqui em minas

  • Pingback: Por que NÃO votarei em José Serra « He will be Bach()

  • http://n/d Ricardo

    É simples. Sul/Sudeste trabalha => Norte/Nordeste recebe as bolsas. Ou vcs acham que da onde vem a força da Dilma?

  • marcos pacheco

    Depois de um artigo destes to deletando o amalgama dos meus favoritO cara defender o voto na dilma é pra acabar
    quem vota no PT ou é ingenuo ou é safado…

  • Fabio

    Gente não votem em que é contra Cristo! Quem é a favor do aborto é contra Cristo pois Cristo é VIDA. Uma pessoa que ve maria acima de DEUS e diz que nem Cristo tira ela da presidencia não merece seu voto. Pense bem na hora de votar. Pois se o mal lá estiver, o MAL iremos colher.
    Visite o site youtube e veja o que Dilma acha de Deus e do aborto?! E ainda quer calar a imprensa

  • http://www,calazans.ppg.br calazans

    Oremos para que no governo DILMA tenhamos Estado de Direito, direitos civis, liberdade de imprensa, cidadania, liberdade, menos pobreza intelectual moral e financeira e mais felicidade (talvez sejamos felizes se tiver BOLSA-LOBOTOMIA PRÉ-FRONTAL)…

  • Adriana

    Meu…nao fala besteira!!!
    em primeiro lugar, esse lula se diz pai do povo!!! só que de pai não tem nada!!!
    é um ladrao … e o pior é que o povo acredita nele incondicionalmente. Ele é extremamente cinico….fica mentindo aí na cara do povo dizendo que nao sabe de nada e que os reporteres estao difamando ele…ahhh faça mil favores hein??? é pra dar risada??? hahaahah A politica ultimamente viro piada né?? Netinho se candidatando e ainda por cima o lula dando auxilio pra ele…fora os outros q se candidataram…tiririca, mulher melancia, pera, klb, é uma salada de idiotice né??? hahaha
    Além do mais o que filho do lula fez pra estar rico agora??roubou do povo!!!!! E ainda falam essas merdas elogiando ele?? por favor né?? abram os olhos! Me enlouquece ouvir isso, as pessoas nao percebem isso?? São tao burras?

    Meu tem tanta coisa pra fala …. o lula, só soube gastar o dinheiro do povo( aviao particular, comida, bebida$$$$$$$, e afins, além de enfiar um pouco no proprio bolso nao??). Tambem né??? aquele barrigao…foram 8 anos de pura mordomia!!!!!!!hahah

    Eu não consigo entender pq gostam tanto dele….sinceramente!!!! Afinal, ele fala de bolsa familia e blablabla, porem a soluçao para o brasil nao é essas esmolas que ele esta dando (para comprar os votos da populaçao) e sim, garantir emprego, educação ou seja as pessoas tem q trabalhar e estudar para garantir um futuro melhor. Se eles falam tanto …de aumentar o salario das pessoas, o que eles deveriam fazer é diminuir o salario dos proprios politicos!!!!!!!! essa seria a melhor forma …pq afinal politico nao faz @!#$% nenhuma pra ganha tanto dinheiro….e ainda culpam as outras pessoas por isso!! os culpados sao esses politicos corruptos que deveriam estar fazendo algo bom pra o povo porem ficam com o dinheiro pra eles…

    Esse mercadante já esta prometendo fazer estadio pra copa e tudo mais….meu ele já esta pensando em roubar o dinheiro do povo mesmo antes de ter sido eleito..isto é que é audacia hein???hahah….pq obra publica no brasil só serve para roubar dinheiro do povo!!!
    Eu acho q todo partido tem os seus defeitos, porem o do PT pra mim é campeao!!! E nao mudo minha cabeça nem #$%#!!!!
    Pela mor de deus….afe nem consigo mais fala….
    cansei
    fala dessa cambada de politico me cansa
    Só digo uma coisa….pensem bem antes de votarem….pq o voto(1) de cada pessoa é responsavel pelo que acontece no brasil…mesmo quem fala que vai votar nulo…meu…vc é responsavel por candidatar uma porcaria de politico(nem vou citar nome hein?)
    É ISSO!!!!!!!

    • http://amanciosiqueira.wordpress.com Amâncio Siqueira

      FHC deixou o governo com taxa de desemprego de 13,5%. Com Lula, a taxa de desemprego está em 6,7%. Isso é política de geração de empregos, e não assistencialismo.
      O resto do seu comentário não merece resposta.

----- Consulte os arquivos do Amálgama ||| Publique ||| Contato ||| Para reproduzir nossos textos -----