Funcionalismo público é gasto e um problema

Estamos diante de um governo mais nefasto, mais inimigo dos trabalhadores e mais privatista mesmo que o de FHC.

O governo parece ter entendido que os servidores em greve pelo país não são imbecis. Ou, ao menos, que não são tão imbecis quanto o Planalto pensava. A desculpa – esfarrapada – de que não existe dinheiro suficiente para pagar salários decentes para, por exemplo, os professores, caiu por terra. Conto da carochinha que até o mais fanático governista vinha encontrando dificuldades para sustentar.

“Não tem dinheiro, pois estamos na crise”, foi a segunda mentira a cair por terra. Oras, Dilma e sua equipe vivem alardeando que o Brasil não foi atingido pela crise graças à genialidade petista, logo, como a crise chega apenas quando trabalhadores querem salários?

Os fatos e investimentos do governo deixavam clara a mentira. São 40 bilhões para um trem-bala absolutamente inútil, mais tantos bilhões para militares (que torturaram Dilma, mas, em clara Síndrome de Estocolmo, viraram amigos da presidente) “se moverem” quando houver perigo ao bom funcionamento dos serviços públicos – em outras palavras, para substituir, bater ou matar grevistas. Nem FHC chegou perto de proposta tão fascista. E os bilhões não faltam para Belo Monte e dezenas de outros projetos mais ou menos demagógicos, para Olimpíadas, Copa, remoções forçadas de famílias… A lista é infindável.

Finalmente veio a desculpa do “privilegiamos o trabalhador vulnerável, os que tem estabilidade não precisam de mais nada”. Mas, como a desculpa era igualmente esfarrapada, não colou e rapidamente Mantega chegou com a desculpa final. Ao menos esta é mais honesta e próxima da realidade. Simplesmente o governo não quer e não vai dar aumentos, pois quer privilegiar investimentos. Sim, os bilhões e bilhões para obras responsáveis por destruições, remoções, genocídio indígena, etc., mas, ainda assim, “investimentos”.

“Sabemos que há limitações orçamentárias”, disse o ministro. “Por isso, vamos estabelecer prioridades. Além da ampliação do processo de desoneração da folha de salários de setores intensivos de mão de obra, vamos fazer uma nova rodada de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.”

Obviamente, faltou perguntar ao digníssimo ministro por que salário para professores, por exemplo, é tratado como despesa, como simples gasto, e não como um importante investimento na educação. Claro que este jamais admitiria que o governo simplesmente não dá a mínima para educação, preferindo ganhar louros com cotas e bolsas (que têm função mais emergencial, apesar de corretas) do que efetivamente investir na área desde o ensino básico até a pós-graduação.

O governo ao menos admitiu que o funcionalismo público é encarado como gasto, como despesa. São ônus e não são encarados como um investimento em diversas áreas. Especialistas são vistos como um problema, ao invés de capazes de propor soluções, de trabalhar pelo país. Professores são lixo, um estorvo.

De quebra, o ministro ainda deixou claro que, não satisfeito em não aumentar salários, quer “desonerar folhas”, o que combina com as propostas ridículas feitas aos professores que, no fim, diminuía seus salários, ou com a desastrosa MP, depois cancelada, que reduzia em 50% os salários dos médicos. E ainda vai levar adiante processos de privatização de portos, rodovias…

“Só a Petrobras investirá mais de R$ 80 bilhões e a Vale, cerca de R$ 40 bilhões.” Ele soa otimista: “Com essas medidas e o cenário de retomada da economia neste semestre, tenho certeza que os investimentos voltarão a se acelerar. Muitos empresários ficaram temerosos com a recaída lá fora, diante da incapacidade da Europa em resolver rapidamente seus problemas. Mas vão perceber que o Brasil está em um momento muito bom, fazendo uma reforma estrutural.”

A clara intenção do governo é a de deixar felizes e alegres empresários com ricos investimentos. Quanto à “reforma estrutural”, não se surpreendam se uma reforma da CLT surgir no horizonte. E, novamente, nenhuma surpresa caso o projeto seja idêntico aos já propostos/discutidos por FHC – e combatidos, então, pelo PT.

Enfim, estamos diante de um governo mais nefasto, mais inimigo dos trabalhadores e mais privatista mesmo que o de Fernando Henrique Cardoso. A diferença é que, no caso do PT, há uma imensa cooptação de sindicatos, centrais e movimentos sociais que, nos bolsos do Planalto, aplaudem entusiasmados toda e qualquer proposta criada especialmente para diminuir e mesmo retirar seus poderes e relevância.

A honestidade momentânea governamental apenas serviu para desmascarar o caráter deste governo, o de inimigo dos trabalhadores.


  • Denis Correa

    Concordo com todo o conteúdo, mas não com os termos. Não se trata de um governo inimigo de ninguém, mas um governo que faz cálculos políticos, e fica óbvio que mais vale manter o apoio da população mais humilde e as grandes obras de infra-estrutura (que muitas vezes beneficiam mais empresários que a população) do que no funcionalismo, que é um setor muito mais indócil e incontrolável. Trata-se de maquiavelismo, não neoliberalismo.

    Mas há também uma falta de inteligência e republicanismo tanto em governistas quanto grevistas na recusa em discutir uma reforma do funcionalismo (não de canetaço, mas ampla e longa, que vise o longo prazo). É raro escutar uma proposta de regulamentação de um reajuste anual isonômico para todos servidores para corrigir inflação, uma CLT do funcionalismo, positiva, democrática. Não é a solução final mas é um começo, é a forma de combater a terrível perda psicológica que a não-correção do salário causa. Os grevistas sentem-se confortáveis de ter a greve como instrumento de luta política-partidária, ou como forma de interagir com o governo e a sociedade, esquecendo que a greve é uma forma de violência, legítima, mas ainda assim violenta.

    E o risco maior de tornar a violência da greve tão constante e irredutível é o desmantelamento neoliberal. Este é um vilão ainda distante no Brasil (não vejo com tanta gravidade as concessões temporárias contanto que fiquem fora da área de saúde, educação e segurança). Um ato de violência só comporta duas respostas: ou aceita o tapa ou devolve. E a briga pode ficar cada vez mais feia, como já está ficando.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Quando um partido que se diz dos trabalhadores, foi eleito por esta base e com promessas de valorizar, por exemplo, professores, passa por cima de tudo isso por – como você chama – “calculos políticos”, torna-se automaticamente INIMIGO desta(s) classe(s) que ajudaram a elegê-lo.

      E o neoliberalismo petista não está apenas nestas medidas, mas nas privatizações que já começou e que ainda fará, como a da previdência, dos aeroportos, estradas… Além de medidas unicamente para contentar empresários – mais voláteis que trabalhadores, aliás – que, no fim, demitem trabalhadores e exigem mais e mais.

  • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

    Vamos por partes. Não sei se perco tempo em comentar os arroubos do articulista. Militar é tão servidor público quanto outros. E seus salários estavam bem mais defasados do que outros. Dizer que Belo Monte é demagógico é dose, por outro lado concordo inteiramente que o Trem Bala é ridículo e desnecessário.

    O cerne da questão é que dentro do funcionalismo público há setores que ganham muitíssimo bem e outros que ganham muitíssimo mal.

    Há três categorias que deveriam receber bons salários: professores, médicos e policiais.

    Dentro desse grupo, o caso dos policiais é apartado. Ninguém pode dizer que um salário inicial de 7 mil reais para um policial federal é baixo. Lembre-se que é um salário inicial, para alguém que acabou de sair da faculdade, sem experiência nenhuma.
    Enquanto isso médicos e principalmente professores recebem uma ninharia.

    E vamos além, há cargos dentro do serviço público onde o salário inicial é na casa das dezenas de milhares de reais. São casos específicos mas existem sim. E isso é um absurdo.

    E sim, as vantagens do funcionalismo público tem que acabar. Essa coisa de estabilidade é ridícula, penaliza a meritocracia, causa um monte de distorções e ineficiência.

    Os sindicatos também não ajudam nada. Quando você entrega a documentação para tirar um passaporte porque é necessário um agente que ganha no mínimo 7 mil reais quem recolhe seus documentos? Porque o sindicato quer.

    E quem paga a conta somos nós. Não é o governo. Talvez o articulista esqueça disso.

    • André

      Pablo, por onde tem andado? Depois que o FDP do NPTO fechou a birosca a clientela dispersou.
      Por incrível que pareça, concordo quase inteiramente contigo. Mas ainda acho que o trem-bala seria uma boa, se fosse o pontapé inicial para um projeto de restauração do transporte ferroviário no país.

      • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

        André, a questão do transporte ferroviário no Brasil deveria ser no sentido de transporte de carga em um primeiro momento e não em transporte de passageiros. O projeto é tão ruim que pelo que eu vi para ser economicamente viável quase que 100% das pessoas que viajam do Rio para SP (vice e versa) teriam que optar pelo trem bala.
        No mais, teremos que pagar por esse absurdo.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Os militares – bandidos torturadores e repressores – podem ser até trabalahdores, maso que está em jogo no “investimento” de Dilma “neles” não é salários, mas equipar para poderem reprimir greves. Não há nada sobre “salário” de militares na discussão, Dilma não está pensando nisso e sim em como reprimir e criminalizar trabalhadores.

      Belo Monte é um crime. Ambiental, humano, um atentado contra os direitos humanso mais básicos da população das regiões afetadas.

      Quanto a ganhar bem ou mal, pergunto: Quem define? E mais , porque Lula deu aumento a alguns setores, mas tratou outros como lixo – como professores, por exemplo
      E, por fim, existe uma diferença imensa entre a necessidade de agilizar ou melorar serviços públicos e as justas exigências de salários de várias categorias.

      • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

        Raphael, compartilho do seu asco contra os militares torturadores, mas o que vc não entende é que as forças armadas hoje são compostas por militares que nem eram nascidos naquela época.

        Não acho que Belo Monte seja um crime. O impacto ambiental, por exemplo, da Belo Monte é MENOR do que o impacto ambiental de uma usina eólica com a mesmíssima capacidade de geração. Só para dar um exemplo, seria necessário uma área do tamanho do Rio de Janeiro para gerar a mesma quantidade de energia. Isso é, se houver vento.

        Agora, concordo que há maneiras e manerias de se fazer as coisas.

        Ora, a questão do “quem define o salário” no caso do setor privado é resolvido pelo tão odiado mercado. No caso do setor público deveria ser uma questão estratégica: por exemplo na Coréia do Sul, país onde houve uma revolução educacional, a profissão de professor é extremamente valorizada.

        Aqui há a noção errônea que em se pagando 50 mil reais a um fiscal que ele não vai roubar. Isso é balela. Roubam porque a lei é fraca, roubam porque o Estado é extremamente burocrático, ou seja, criam dificuldades para vender facilidades. Ser um empresário e um empreendedor no Brasil é uma missão quase impossível.

        Já vi casos onde era necessário um documento para provar que não se precisaria de documento nenhum.

        Tudo isso tem um custo enorme para o bolso das pessoas.

        • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

          Pablo, a maioria dos milicos não era nascida, mas seus comendantes eram, e a ideologia fascista continua a permear a maior parte da instituição. MAs isso não vem ao caso, pois, novamente, Dilma não proõs nada além de usá-los como arma contra grevistas.

          Belo Monte é um crime e é ilegal. Não se trata apenas de dano ambiental, mas de dano humano. E de crimes por não consultar os indígenas e passar por cima da constituição e direito internacional.

          De resto, concordo, mas não muda o fato de que para que o Estado ande é preciso de profissionais qualificados e que ganhem bem osuficiente para, dentre outras, não preferir a iniciativa privada.

    • Tarcísio Cotrim

      Concordo plenamente com você, Pablo. Belo Monte é uma obra simplesmente NECESSÁRIA. Demagogia é o que a Globo fez: propaganda enganosa contra a construção da usina. E outra, muitos grevistas não deveriam estar em greve, pois nem sempre são eles as verdadeiras vítimas.

  • Márcio Costa

    Resposta para esquerdinha radical:

    “Servidores federais eram felizes com o PSDB e não sabiam

    Ah, que saudades dos tucanos…
    Crônicas do Motta

    Até agora não consegui entender essa investida das centrais sindicais e dos servidores públicos federais contra o governo. Claro que a greve é um direito dos trabalhadores, que devem sempre lutar por salários maiores e melhores condições de trabalho. Mas ganhar sem trabalhar não está certo: uma relação trabalhista nada mais é do que a compra e a venda da mão de obra e, se uma das partes rompe o acordo, a outra se desobriga de cumprí-lo.

    Simples assim, não há nada de “autoritarismo”, como dizem os trabalhadores, na atitude do governo de querer que a greve termine, de um modo ou de outro. Afinal, é dever do governo fazer com que a burocracia funcione de modo a prover a população de serviços eficientes. Para isso é que a gente paga impostos.

    O “Valor” publicou uma tabela bem interessante, que mostra que alguns cargos do funcionalismo público tiveram aumentos reais – ou seja, acima da inflação do período – de cerca de 90% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2012. O menor salário inicial, nos exemplos da tabela, é dos policiais rodoviários, de R$ 5.800. Um auditor fiscal ou do trabalho começa sua carreira no funcionalismo federal recebendo R$ 13.600, o que, convenhamos, é um excelente salário.

    Não dá para comparar o que o governo Lula e os anteriores fizeram em prol dos servidores – e isso eles mesmo reconhecem. Mas até mesmo a boa vontade tem limites. Hoje, a prioridade do Brasil é passar pela crise internacional sofrendo o mínimo possível, e só se alcançará esse objetivo se a economia crescer a um ritmo mais intenso do que o atual.

    Na semana passada, a presidente Dilma se referiu, indiretamente, às demandas dos servidores, dizendo que ela estava preocupada era em arranjar emprego para a parcela mais fraca da população.

    Nada mais justo. O país não pode se dar ao luxo de comprometer o esforço que faz para, ao mesmo tempo, crescer economicamente e diminuir a desigualdade social, somente para atender a uma parcela ínfima de seus trabalhadores.

    Do jeito que essas greves dos servidores estão sendo conduzidas parece que eles vivem na penúria, que o Estado simplesmente não cuida deles, que eles não têm a menor importância.

    Parece que este governo – uma continuidade do anterior – é contra os trabalhadores.
    Desse jeito, dá a impressão de que os funcionários públicos federais têm saudades dos velhos tempos em que FHC e sua turma faziam o possível para deixar o Estado brasileiro do tamanho de sua mediocridade.

    Bons tempos aqueles, não é mesmo, pessoal?”

  • http://gatoprecambriano.wordpress.com Eneraldo Carneiro

    Leitura essencial para entender o que se passa e colocar no devido contexto os apelos para que o governo “endureça” (mais??) com os grevistas: http://acertodecontas.blog.br/educacao/o-impacto-da-greve-nos-proximos-semestres/

  • Thiago

    Pablo Vilarnovo, aí que você se engana amigão, estabilidade não é vantagem é garantia de independência funcional(contra o aparelhamento estatal) e sim os trabalhadores privados apesar de não terem estabilidade, tem mais privilégios que os servidores, a CLT é muito protetiva ao trabalhador privado, ao contrario do servidor que só tem a garantia a estabilidade(que você ignorantemente combante). E eu acho é pouco um auditor fiscal, delegado federal, advogado ganhar 9990,00 líquido, diante da importância e de seus cargos e o valor que tal cargos arrecadam para o erário público, já tem Estados que pagam muito mais ao seus auditores.

    • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

      Thiago, garantia de independência funcional desde quando? Se um funcionário público for demitido por acreditar ter sido por problemas políticos que procure a justiça como o resto dos mortais. Sengundo, isso poderia ser melhorado exponencialmente com a diminuição da quantidade de cargos políticos, extrovenga que o Brasil bate recordes.

      Um salário líquido de 10 mil reais não é pouco em lugar nenhum.

      E não sei de onde tirou que a CLT protege os funcionários privados. Para mim ela só atrapalha. Pago uma merda de FGTS que rende menos que a poupança, nos últimos anos perdi dinheiro só para garantir o lucro da porcaria da Caixa Econômica Federal, outra extrovenga.

      E acho hilário (não o seu caso pois não sei dizer) o articulista vomitar FASCISMO no mesmo texto que enaltace a CLT que foi copiada do ex pupilo de Lênin, Mussoline.

      • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

        TRata-se de garantia exatamente para evitar perseguições políticas e PRECISAR, desempregado, ir à justiça ou, empregado, realizar falcatruas forçado.

        10 mil reais é muito? Pouco? Depende. Depende da qualificação, do serviço, do grau de stresse, do grau de comprometimento e por aí vai. Cada caso é caso. 10 mil pra um professor com doutorado, dedicação exclusiva, que ensina, pesquisa e no resto do tempo temque estudar mais é muito? Não. É pouco.

        E não fosse CLT e outras garantias teríamso legalização do trabalho escravo em 2 segundos aqui… E olha que tem MUITO empresário que defende isso, além de trabalho infantil e etc…

        • Carlos Barros

          vá se ferrar voce deve ser dono de sindicato. vagabundo!

    • Rafael

      Eu concordo com a estabilidade, mas não para todos os cargos da burocracia, e não para todos os tipos de funções públicas, assim sendo, não vejo necessidade, como disse em outro post, que a senhorinha que passa fita crepe em processo tenha estabilidade, que um professor incompetente tenha estabilidade.

    • Carlos Barros

      sim claro grande privilégio o fato de o empregador ter de pagar 50% de encargos e te dar um salario de fome com que resta. quer trocar?

  • Rafael

    Tinha esperança no texto, o título prometia a síntese de tudo o que penso sobre o funcionalismo público.Mas não, o autor deixou claro para mim que tudo o que o funcionalismo público quer mesmo é dinheiro, nada de reformas, nada de eficiência, nada de livros em bibliotecas e insumos em laboratório, o importante é a pauta salarial.Ora.Ora.O Governo deveria é aproveitar a onda e reformar todo o ineficiente serviço público brasileiro,democratizando-o, aumentando a transparência, e possibilitando à população(vítimas) o completo controle a atividade executada. Quem sabe assim, essa casta realmente preste um autêntico SERVIÇO PÚBLICO.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Você “apenas” esquece que quem organiza e dá as diretrizes do serviço público é o governo. A burocracia não é invenção do trabalhador, é necessidade (sic) do governante. Democratizar o serviço é bandeira de todos os sindicatos, agora me diga como fazer isso sem abrir mão de garantias – como a estabildiade – frente a umgoverno que acha que “negociar” é enfiar regras pelo c* dos trabalhadores.

      • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

        Não é preciso ter estabilidade para isso. O sindicato dos bancários é fortíssimo. Fazem greves todo o ano e não possuem estabilidade. E aí?

        A estabilidade no funcionalismo público só serve para diminuir sua ineficiência. Tirando raríssimas excessões, quem entra no funcionalismo público busca estabilidade para se encostar, ou para ter tempo para estudar para outro concurso. 100% das pessoas que conheço que fazem ou fizeram concurso público falam a mesmíssima coisa.

        • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

          Quem não possui? Funcionários do BB tem estabilidade, por exemplo. E, conheço MUITO bem o sindicato dos Bancários e, normalmente, só BB e CEF levam as greves e os privados sempre pelegam ou enfraquecem o movimento alguns dias após começo da grev,e o que enfraquece o sindicato como um todo.

          E o problema que você aponta não vem da estabilidade, mas da flta de diretrizes, fiscalização,, incentivo e etc.

      • Rafael

        Bandeira dos sindicatos? Não é o que parece, o que eu vejo nas gritarias dos sindicalistas é o discurso de estarem defendendo um feudo, não um direito da população em ter um serviço público de qualidade, ademais, para reformar o serviço público é necessário sim, mexer em garantias, as quais sem contrapartidas são verdadeiros privilégios,isso sem contar que não é necessário, por exemplo, que a funcionária que passa fita crepe em processo tenha estabilidade, essa deveria ser garantia apenas de alguns dos funcionários(policiais, pesquisadores, juízes…) isso sem contar em salários, vantagens diversas, falta de avaliações periódicas, enfim, um vespeiro.

    • Carlos Barros

      o blog dele foi pra defender os coitadinhos dos servidores publicos tão perseguidos. uns caras que tem emprego garantido até o fim da vida, podem fazer greve a vontade e se o cidadão reclamar eles mandam prender…

  • Marcio Costa

    Esquerdinha radical e censora ainda. Nao publica o que comentamos. Melhor sera fazer como HH: fazer parceria com a direita radical no Congresso, e depois morrer como vereadora em Maceio!
    Me tiirem da lista, por favor. Ja passei da epoca do infantilismo politico!

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Coitado, é tão retardado que não sabe o que é “moderação” de comentários e que não sou eu, ams o EDITOR do blog quem libera os comentários… Além de petista é burro…

  • Cristiano

    Eu sou funcionário público federal. A coordenação onde trabalho possui três postos: tenho um colega que é totalmente ineficiente e outro que está conosco há menos de um ano e “vive pensando em fazer fazer outro concurso”. Eu, que tenho 34 anos, duas graduações e que – modestamente – percebo a importância de prestar um bom serviço para a população, sou taxado de babaca por aquele que só quer fazer outro concurso; de exibicionista por aquele que só quer um encosto; de pelego por aqueles que jamais trabalharam e que usam a estrutura sindical para fazer/dar suporte/projetar carreiras políticas. Por fim, sou chamado de funcionário público por meus parentes.
    Que limbo!

    • Carlos Barros

      na internet todo mundo é santo e bom trabalhador. acredito muito em voce…

  • Dawran Numida

    Mais privatista e mais inimigo dos trabalhadores do que FHC, não há dúvidas.

    Simplesmente porque FHC nunca foi inimigo dos trabalhadores.
    Em 1994, como Ministro da Fazenda do Governo Itamar Franco, FHC derrubou a inflação de mais de 2000% ao ano, cerca de 20% ao mês, 1% ao dia, para algo em torno de 20% ao ano.
    Isso prejudicou o trabalhador em quê?

    Hoje, com a estabilização colocada em risco por incompetência, deixando a inflação acima do PIB em 2011 e previsto também para 2012 e 2013, está, efetivamente, prejudicando o trabalhador.

    Estimulando o consumo de qualquer coisa “nacional”, está prejudicando o trabalhador que já está endividado e inadimplente. Ou seja, de um lado perde salário para a inflação e depois perde salário para as prestações e pelos adicionais por atrasos de pagamento. Além de recolher impostos diretos, o IRPF na fonte e indiretos a cada produto que compra para seu consumo. Seja produto básico, como alimento, seja produto de consumo durável, como TV de plasma, carro etc.

    Quanto ser mais privatista do que FHC, é verdade. O próprio partido no poder hoje, é privado, como todos os demais partidos.
    Assim, como o governo atual aparelha o Estado, seus órgãos e empresas, com quadros do partido, está privatizando o Estado. Logicamente, mais privatista do que qualquer governo.
    Na realidade FHC não privatizou o Estado. FHC modernizou o Estado Brasileiro.

    Assim, um bom início, para ser menos privatista do que FHC ou do que qualquer outro governo, deveria começar por estatizar a Petrobras, por exemplo. E deixar de intervir na Vale.

    Ponto.

  • Servidor

    Os servidores das agências reguladoras e DNPM do Rio de janeiro irão fazer ato de repúdio contra o PT, que vem tratando os trabalhadores nas negociações do MPOG com desprezo, cancelando as reuniões sistematicamente e ampliando propositalmente o período de greve. Será na frente do diretório do Partido dos Trabalhadores na Rua do Carmo, 38, às 14h, do dia 24/08/2012..

  • G3rm4no

    Espera aí, o que há de errado com as privatizações? É público e notório que o governo é ineficiente e incompetente para gerir aeroportos, por exemplo, então que mal há em ceder a administração de determinados setores à iniciativa privada (desde que seja competente, óbvio)? Muito melhor do que pagar uma porrada de impostos e ter um serviço de péssima qualidade… é só olhar para as estradas brasileiras.

    • http://www.tsavkko.com.br Raphael Tsavkko Garcia

      Que tal forçar governos – através de voto e pressão popualr – a gerir bem o NOSSO aptrimônio ao invés de doá-los pra empresário lucrar? E, te conto uma novidade, a gente CONTINUA pagando impostos pelo que privatizam. Pagamos em dobro.

      • http://vilarnovo.wordpress.com Pablo Vilarnovo

        Bom, se for MEU, quero minha parte em ações, por favor…
        Na boa Raphael, essa história de que o que é do Estado é de todos é conversa para boi dormir.
        Você não paga imposto pelo aquilo que foi vendido, não se de onde você tirou isso. Você paga imposto, pura e simplesmente. Você paga pelo uso, não pela posse.
        Até hoje qual foi o benefício que a Petrobrás me deu? Nenhum! Pago pelo seu produto como pago em qualquer outro posto de gasolina. Não há diferença nenhuma.

      • Carlos Barros

        larga mão de ser burro estatal não funciona e pronto não tem isso de forçar com voto. é da natureza estatal ser ineficiente vide URSS vá estudar.

    • Carlos Barros

      não tem problema nenhum rapaz, só gosta de estatal quem é vagabundo e adora um cabide de emprego pois não tem competencia de estar na area privada.

  • Rodrigo

    Raphael,é necessário enxugar a máquina pública e realizar reformas porque o nosso governo gasta demais.

  • Gustavo

    Não obstante às discussões legítimas, devemos lembrar que num país onde a IMPUNIDADE reina absoluta, qualquer debate pró ou contra funcionalismo e seu direito a greve e/ou qq outro é inócuo.
    Sem um código penal que torne a corrupção crime ediondo e inafiançafel, jamais teremos um serviço público eficiente e eficaz. Nosso dinheiro escoa pelo ralo da corrupção, não pelo bolso de um policial federal que ganha R$ 7.000,00.
    O fato é que a discussão tem que ser outra.
    É claro que existem marajás no serviço público, mas e os 0,000001% alto executivos (destarte sua irrefutável competência e dedicação) que ganham milhões por ano em cima de centenas de milhares de trabalhadores da base? Isso é correto?
    Devemos discutir o sistema, tanto o de produção qto o político. Devemos discutir as leis penais e sua aplicação.
    Devemos discutir a cultura do jeitinho e malandragem.
    Devemos discutir o verdadeiro Brasil

  • Rodrigo

    A verdade sobre as privatizações que forama feitas agora é que elas eram necessárias e sobre as cotas que você citou, elas irão acentuar o racismo e são um ataque a constituição, pois ela garante que todos são iguais perante a lei.

  • jose carlos

    tem é que demitir estes caras, alias o texto tá muito mal feito

    http://www.itv.org.br/arquivos/upload/Brasil_Real_74_funcionalismo1.pdf

    essa é a realidade estatistica cara pare de mentira. além do que todos sabemos que funcionario publico é otimo de fazer greve e nao trabalhar como deveria. deviam ter vergonha de dizer estas coisas aí. odeio o PT mas o PT é o maior pai que estes vagabundo parasistas já tiveram.

  • Carlos Barros

    a grande realidade que voces negam é que funcionalismo publico brasileiro é o cancer da sociedade e de qualquer país que queira crescer.

    o serviço é pessimo (vide Detran), há muita corrupção e falcatrua (caso dos fiscais de SP) ganha muito bem pra não fazer nada que preste ao país (http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/um-servidor-do-legislativo-vale-quase-o-dobro-do-executivo)

    E pode fazer greve pois seu sindicato protege.
    Contra fatos não há argumentos, podem vir falar um monte de besteira aqui isos não vai mudar a realidade. Voces estão ajudando a deixar o Brasil atrás das potencias mundiais pois funcionario publico NÃO PRODUZ NADA!

  • Carlos Barros

    o problema é que cada um quer defender sua parte do bolo, funcionario publico adora uma greve pois nao pode ser punido nem demitido.

  • José Lopes

    O PT inimigo dos Trabalhadores? De onde você tirou isto? “Houve diminuição do emprego formal em todos os setores econômicos na década passada. O setor primário (agricultura) perdeu 91 mil empregos. (3,0% do total), o secundário (indústria) diminuiu 2,4 milhões (77,3 %) e o terciário (serviços) reduziu 967,3 mil (19,7%) Márcio Pochmann diz que “a maior destruição do emprego formal ocorreu no setor secundário da economia “. No seu entendimento, “o setor terciário não foi capaz de compensar essa perda, com a elevação de seu próprio nível de emprego assalariado com
    registro.”.” Estou falando da década passada no governo FHC. Texto extraído do livro A Era FHC um Balanço. Quem produz emprego e RENDA não pode ser inimigo dos trabalhadores. Afinal, se tem emprego é por que tem produção. Não é fácil tirar em quase 12 anos os atrasos de mais de quinhentos anos. Tem gente que fala demais!

  • Denmax Jp

    Qual o jeito mais rápido de acabar com o desemprego? É abrir uma porrada de concurso público e socar todo mundo nessa área. O cara faz a prova, não precisa de experiência, e tá dentro. Depois, o país que se vire para pagar os salários. O governo enche a boca que diminuiu o desemprego…claro!! Dos empregados, quantos estão no setor público? Agora vem as consequências. Não está conseguindo pagar os salários, fazer manutenções…

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