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Glossário macabro da ocupação: “Terrorista”

por Amálgama (12/01/2009)

Idelber Avelar, no Biscoito Fino / 11 de janeiro Até a primeira metade do século XX, o terrorismo entendido como atentado em massa a vidas de civis inocentes não era parte do jogo político na Palestina histórica. Ele chega ali com Haganah, Irgún e o grupo Stern, todas elas organizações sionistas cuja atividade principal eram […]

Idelber Avelar, no Biscoito Fino / 11 de janeiro

Até a primeira metade do século XX, o terrorismo entendido como atentado em massa a vidas de civis inocentes não era parte do jogo político na Palestina histórica. Ele chega ali com Haganah, Irgún e o grupo Stern, todas elas organizações sionistas cuja atividade principal eram atos de terrorismo no sentido estrito definido acima. No entanto, na Wikipedia você encontrará os Narodnaya russos definidos como “terroristas”, enquanto as organizações sionistas terroristas que cumpriram papel central na fundação de Israel são listadas com os eufemismos “grupo militante” ou, no “melhor” dos casos, “grupo paramilitar”. Experimente questionar essa distinção por lá e você terá uma aula sobre como funciona a Wikipédia — e também sobre como funciona o lobby pró-Israel na internet.

Haganah comete os primeiros atentados terroristas contra árabes na Palestina já nos anos 20, quando ainda não havia nascido o pai do primeiro homem-bomba palestino. As organizações sionistas cometem amplos crimes definíveis como terroristas ao longo dos anos 40, caminho histórico pelo qual se fundou o estado de Israel – muito, muito antes de que nascesse o primeiro homem-bomba palestino.

No entanto, o estado de Israel – que ao longo de sua existência e, especialmente, desde 1967, comete crimes definíveis como terrorismo de estado contra os palestinos – usa e abusa do termo “terrorista” para caracterizar quaisquer interlocutores que construa a nação palestina como seus representantes. Tudo isso ao mesmo tempo em que, oficialmente, se recusa a reconhecer o papel do terrorismo em sua fundação, já demonstrado amplamente pela historiografia.

para ler na íntegra, clique aqui.

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