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Número de mortos passa para 668

por Amálgama (07/01/2009)

Press release Al Mezan, no Electronic Infifada / 7 de janeiro Três membros da família al-Sammoni mortos em casa, no bairro de al-Zeitoun, Cidade de Gaza [foto: Mohamed al-Zanon/MaanImages]   As Forças de Ocupação Israelenses (FOI) aumentaram seus crimes no décimo primeiro dia de ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Os ataques já mataram centenas […]

Press release Al Mezan, no Electronic Infifada / 7 de janeiro


Três membros da família al-Sammoni mortos em casa, no bairro
de al-Zeitoun, Cidade de Gaza [foto: Mohamed al-Zanon/MaanImages]

 
As Forças de Ocupação Israelenses (FOI) aumentaram seus crimes no décimo primeiro dia de ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Os ataques já mataram centenas de civis e aniquilaram famílias inteiras em bombardeios desproporcionais, sem precedentes, de alvos civis. Dezenas de milhares tiveram que deixar suas casas e se abrigar em escolas das Nações Unidas ou em casas de parentes e amigos. As centenas de mísseis e ataques de artilharia diários vêm causando grande sofrimento a civis, particularmente crianças. Gaza testemunhou, e ainda testemunha, a maior crise de deslocamento forçado desde a ocupação israelense da Faixa de Gaza em junho de 1967.

A redação de Al Mezan, que tem mantido atividades de monitoramento durante a crise atual, reuniu evidências de que as FOI deliberadamente atingiram estruturas civis e equipes médicas. Em seus ataques, as FOI usaram mísseis e bombas guiadas por laser, o que indica que alvos civis foram atingidos intencionalmente, e não colateralmente, como Israel alega. Ontem, um ataque atingiu a escola al-Fakhoura, que pertence à agência da ONU para refugiados palestinos e onde civis estavam sendo abrigados. Em um minuto, 42 foram mortos, incluindo 13 crianças.

De acordo com uma informação verificada por Al Mezan, às 3:35pm aproximadamente da terça-feira 6, as FOI atiraram quatro bombas de artilharia nas proximidades da escola al-Fakhoura, que a ONU abriu como um refúgio para civis deslocados que haviam escapado do conflito no norte de Gaza. Três bombas explodiram em uma área aberta do pátio. A quarta caiu a 50 metros da escola, atingindo em cheio duas casas, que são habitadas pelas famílias de dois irmãos, Muin e Samir Deeb. A maior parte dos membros das duas famílias foi morta. No total, as bombas mataram 39 civis imediatamente, e três outros morreram no hospital, em decorrência de seus ferimentos, aumentando o número de vítimas para 42, incluindo 13 crianças e seis mulheres. Outros 50 civis também foram feridos nesse ataque, dos quais 15 crianças e 10 mulheres.

As FOI também mataram outras nove pessoas no distrito do norte de Gaza, aumentando o número de mortos no distrito para 51, entre 2:30pm do dia 6 e 1:00pm do dia 7. As FOI bombardearam e destruíram oito casas no mesmo distrito, causando danos a outras 14. Uma mesquita e um veículo também foram destruídos.

(…)

Al Mezan renova seu chamado à comunidade internacional para pôr um fim à sua política fracassada de proteção a civis, tomando medidas efetivas para acabar a campanha militar israelense em Gaza:

– O Secretário Geral das Nações Unidas deve condenar o uso desproporcional da força por Israel e a vitimação de civis e objetos civis, um desafio arrogante às leis do direito internacional; e assegurar que o Conselho de Segurança e a Assembléia Geral tomem medidas apropriadas para resolver a situação na Faixa de Gaza;

– As agências das Nações Unidas devem prover ajuda humanitária e abrigos seguros urgentemente para os moradores de Gaza que foram deslocados de suas casas e para aqueles morando em áreas ameaçadas, e garantirem a proteção daqueles abrigos;

– O Comitê Internacional da Cruz Vermelha deve duplicar seus esforços para assegurar que civis tenham acesso a ajuda humanitária e garantir mais remédios, energia e água;

– O Conselho de Direitos Humanos deve requerer na Assembléia Geral da ONU a convocação de uma conferência na Suíça com a presença das partes comprometidas com a Quarta Convenção de Geneva Relativa à Proteção de Civis em Tempos de Guerra, de 1949, que devem considerar a violação de Israel de suas obrigações perante a Convenção no curso das corrente ações militares em Gaza; e considerar as medidas necessárias para assegurar o respeito às leis estabelecidas na Convenção e em seus protocolos relevantes.

– Sociedades civis ao redor do mundo devem pressionar seus governos para que eles ajam em conformidade com os direitos humanos relevantes e as obrigações humanitárias como prescritas no direito internacional. A falha em tomar ação efetiva para interromper as contínuas violações israelenses apenas fez com que uma situação já grave ficasse ainda pior. Ações devem ser tomadas imediatamente para assegurar a proteção da população civil na Faixa de Gaza ocupada.

 
* tradução: Daniel Lopes. Para ler a matéria na íntegra e no original, clique aqui.

Amálgama

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