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Star Trek, ou De como a Srta. Uhura ganhou seios

por Amálgama (18/05/2009)

por Emilio Gonzales * — Entre pasmo e incrédulo, assisti à nova versão do Jornada nas Estrelas, Star Trek (dir. J.J. Abrams). Mais uma tentativa hollywoodiana de ressuscitar um velho e bom seriado de TV e que teve alguns filhotes na década de 80/90. Nada contra, afinal as novas gerações desconhecem a mitologia e o […]

por Emilio Gonzales * — Entre pasmo e incrédulo, assisti à nova versão do Jornada nas Estrelas, Star Trek (dir. J.J. Abrams). Mais uma tentativa hollywoodiana de ressuscitar um velho e bom seriado de TV e que teve alguns filhotes na década de 80/90. Nada contra, afinal as novas gerações desconhecem a mitologia e o glamour que envolve a série. E antes do lançamento mundial do filme, no último dia 8, poucos eram os que já tinham ouvido falar de um certo capitão Kirk ou de um Sr. Spock.

Mas o que me provocou estranhamento e desconforto foi saber que a nossa recatada Uhura já esteve de namorico com o frio e racional Spock num passado não muito distante. Se já é difícil acreditar que o oficial Vulcano possa ter sentimentos, imaginem vê-lo todo carinhoso e carente no regazo da bela morena.

Atualizar a saga da Jornada nas Estrelas é uma coisa. Sexualizar aquilo que era cerebral, lógico e distante, é totalmente outra. O filme em si é um belo espetáculo, dentro do figurino da estética do deslumbre. Não há tempo para respirar entre tantos tiros, gritos e explosões. Somos levados em segundos do passado ao presente e vice-versa. Entretanto, em vários momentos, o roteiro só confunde ou deixa várias respostas no ar (ou no espaço), visando o próximo filme, a previsível continuação.

Enfim, para algo o filme serviu. Confirmei que entre humanos (ou meio-humanos como o Spock), através de uma nebulosa de Órion ou um buraco negro, só o sexo nos atrai e destrói.

 
[veja o trailer]

 
* Emilio Gonzales é publicitário, poeta diletante e pequeno empresário. Nascido no Peru, brasileiro por opção e paulistano de coração.

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