PESQUISA

Green Day – 21st century breakdown

por Amálgama (05/06/2009)

por Jean Garnier – Não são todas as bandas que conseguem ter mais de uma chance de estourar na história da indústria fonográfica. O Green Day teve. No começo da década de 1990, os norte-americanos enterraram de vez o grunge e explodiram com o sucesso do seu terceiro álbum, Dookie. Depois, lançaram discos interessantes, só […]

por Jean Garnier – Não são todas as bandas que conseguem ter mais de uma chance de estourar na história da indústria fonográfica. O Green Day teve. No começo da década de 1990, os norte-americanos enterraram de vez o grunge e explodiram com o sucesso do seu terceiro álbum, Dookie. Depois, lançaram discos interessantes, só que foram engolidos por outras novidades como o Britpop (Blur, Oasis, Pulp) e pelo Nu Metal (Korn, Deftones, Limp Bizkit).

Em 2004, quando ninguém mais acreditava, eis que lançam American Idiot, uma ópera rock em que algumas canções declaram diretamente oposição ao governo de George W. Bush. O resultado? American ganhou o Grammy (melhor álbum de rock) e vendeu 14 milhões de cópias ao redor do mundo.

O grupo resolveu abraçar o clichê de que “em time que está ganhando não se mexe” e acaba de lançar 21st century breakdown, outra ópera rock centrado na vida do casal Cristian e Gloria, entre o fim da administração do agora ex-presidente e a crise econômica. É divido em três atos: “Heroes and Cons”, “Charlatans and Saints” e “Horseshoes and Handgrenades”. O primeiro single, “Know your enemy”, é um punk ao estilo The Clash. “Viva la gloria!” começa com um bonito piano na introdução, para depois explodir. “Christian’s Inferno” é pulsante. Há também algumas baladas como a bela “Song of the century”, “21 guns” e “Last night on earth” – esta última lembra Paul McCartney.

Ao todo, Breakdown é mais ambicioso e pomposo em relação ao anterior, acentuando suas ideias entre a compaixão e a fúria, numa América pronta para se reconstruir. Resta saber até quando eles pretendem levar esse conceito adiante.

Amálgama

Site de atualidade e cultura, com dezenas de colaboradores e foco em política e literatura.