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Transformers: veja o filme e leve uma piada

por Amálgama (07/07/2009)

por Jean Garnier – Carros legais, mulheres sensuais, explosões gigantescas, ruídos elétricos, longas seqüências de batalhas, aventura-perseguições-ação… esse é Transformers: A vingança dos derrotados (EUA, 2009, dir. Michael Bay). Continuação do filme de 2007, adaptado dos desenhos/brinquedos e que está há pouco mais de uma semana em cartaz no Brasil, é algo para muita paciência […]

por Jean Garnier – Carros legais, mulheres sensuais, explosões gigantescas, ruídos elétricos, longas seqüências de batalhas, aventura-perseguições-ação… esse é Transformers: A vingança dos derrotados (EUA, 2009, dir. Michael Bay). Continuação do filme de 2007, adaptado dos desenhos/brinquedos e que está há pouco mais de uma semana em cartaz no Brasil, é algo para muita paciência e pouca satisfação em quase duas horas e meia de duração.

A história começa com um histórico sobre como os Decepticons (os derrotados do longa anterior) chegaram na Terra há 17.000 a.C. Depois do prólogo, acontece uma das melhores cenas: uma perseguição em Xangai culmina num aviso sobre a chegada do perigoso The Fallen, vindo de Marte, que pretende ressuscitar Megatron (o líder) e exterminar o Sol. Corta toda a emoção. É a vez dos queridinhos teens aparecem: Sam (Shia LaBeouf) agora está indo para a faculdade, prometendo juras de fidelidade a sua namorada Mikaela (Megan Fox) e deixando para trás também o seu amigo Camaro amarelo Bumblebee. Na Universidade, sua mãe ingere bolinhos suspeitos, fica “alegrinha” e inaugura a etapa cômica de gosto duvidoso. Só que o nosso “herói” não tem tanto tempo para se acostumar com a rotina em Princetown, pois toca num fragmento de spark (a pedra que cria a vida cibernética) e começar a ter visões e chiliques, sendo recrutado mais uma vez por Optmus Prime (o líder dos bonzinhos Autobots) para o combate contra os Decepticons. Enquanto isso, os Estados Unidos, em mais uma lição de patriotada, colocam o exército na luta contra o mal eminente. Nesse meio tempo, aparece mais uma vez os pais de Sam (que estavam de férias em Paris) para dar mais “gás” e serem coadjuvantes sem noção dessa trama.

Há que se ressaltar: algumas imagens são deslumbrantes, principalmente no Egito, quando o Devastador resolve escalar umas das pirâmides de Gizé. Os efeitos especiais também chamam a atenção, pois, além dos carros, vários outros objetos se transformam em robôs. Os amantes de Megan também irão se divertir, se no primeiro ela se inclinava no motor de um carro, agora a pose sensual é na sua primeira tomada, vestindo short minúsculo e esticada de bruços sobre uma moto.

O diretor Michael Bay (Armageddon, Bad Boys) ficou responsável por conduzir essa trama oca, confusa e sem nexo. O roteiro pode se converter em uma vantagem: se durante a projeção der vontade de ir ao banheiro ou comprar uma pipoca… sem problemas! Nada de relevante você deixará de presenciar. Não resta dúvida de que esse filme é uma das bombas de 2009. É tentador declarar aqui que se trata de um “Junk Food Cinematográfico”. Mas quem se preocupa com isso? Os estúdios Paramount e Dream Works, não: o filme custou aproximadamente US$ 200 milhões e o seu faturamento mundial ultrapassou US$ 390 milhões em 10 dias de projeção. Aqui no Brasil, já está entre os mais assistidos do ano.

Como se já não bastasse, o próprio subtítulo da película é uma piada pronta: “A vingança dos derrotados” ficou perfeito, levando-se em conta que a montadora GM, que há um mês pediu concordata – e recebeu uma “ajuda” de mais de US$ 30 bilhões do governo dos EUA – tem cinco de seus modelos como protagonistas, inclusive Bumblebee.

Amálgama

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