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Protestos anti-Israel mostram a importância de Israel

por Amálgama (25/07/2014)

À medida que piora a situação na Europa, muitos judeus sentem-se mais seguros em Israel

Jordan Chandler Hirsch, na Tablet Magazine / 22 de julho

- Restaurante em Sarcelles, norte de Paris, depredado em 20 de julho de 2014 -

– Restaurante em Sarcelles, norte de Paris, depredado em 20 de julho de 2014 –

O argumento a favor da existência de Israel está acontecendo nas ruas de Paris.

No último final de semana, agitadores pró-palestinos marcharam até um subúrbio judeu na capital francesa para quebrar patrimônios de judeus. Eles incineraram carros, jogaram bombas em uma sinagoga e queimaram lojas. Noticiou-se que um grupo de homens falou alto em “caçar e matar judeus”. Essa ocorrência se seguiu à tentativa, dias antes, de invasão de duas outras sinagogas parisienses sob um coro de “morte aos judeus!” e “Hitler estava certo!”. A invasão só foi contida porque grupos judeus de autodefesa pegaram em armas para defender os que ficaram presos no interior das sinagogas.

O argumento a favor da existência de Israel está se desenrolando no coração de Berlin.

Na sexta da semana passada, um imã foi filmado em um sermão implorando a Alá para destruir os judeus sionistas. “Conte-os e mate-os até o último”, ele orou. Um dia antes, um bando enfurecido se reuniu para exigir a mesma coisa. “Jude, Jude feiges Schwein! Komm heraus und kampf allein!”, ele berrava em uníssono – “Judeu, judeu, suíno covarde, venha cá e se defenda!”.

O argumento a favor de Israel está agora a solta por Londres.

Judeus britânicos experimentaram o dobro de incidentes antissemitas nas últimas semanas, de abuso verbal a ataques a casas e pessoas. Noticiou-se que uma mulher foi agredida repetidamente por um subgrupo de 50 manifestantes pró-palestinos que a haviam escutado discutir o conflito em Gaza pelo celular. Eles gritaram “pega ela” e a cercaram, empurrando-a e chamando-a de judia, sionista, assassina e ladrona.

Evidência dessa doença tem aparecido também em cidades americanas. Em Boston, estudantes judeus contaram que a polícia teve que resgatá-los do meio de um protesto contra a operação israelense em Gaza. Os manifestantes haviam cercado os estudantes, empurrando-os e gritando “judeus de volta para Birkenau” e “morram, suas vadias sionazis”.

A Economist defendeu no mês passado que os judeus na diáspora do século 21 estão mais seguros que os judeus na Terra Santa. Talvez as coisas não sejam tão ruins assim para os judeus da Europa, levando-se em consideração que os judeus de Israel vivem sob o risco mortal de foguetes e ataques terroristas.

Os 430 judeus franceses que imigraram para Israel semana passada, no entanto, ousariam discordar. Eles seguem-se aos 3.500 imigrantes franceses que chegaram em Israel ano passado, e espera-se que mais 5.000 juntem-se em breve a eles. Esses judeus trocaram a Paris burguesa por Ashkelon e Ashdod, permutando os Champs-Élysées pelos abrigos antibomba de Sderot e Be’er Sheva. Teriam eles deixado uma ameaça e entrado numa situação ainda mais perigosa? Os coquetéis molotov dos agitadores franceses são bem menos letais que os foguetes e militantes nos túneis do Hamas. Mas esses judeus trocam felizes a Police Nationale pelas Forças de Defesa de Israel. Porque apenas em Israel eles podem ter certeza de que serão defendidos até a morte.

Nem todo lugar do mundo, claro, é tão ruim para os judeus. Nos Estados Unidos, a comunidade judaica está majoritariamente bem protegida, prosperando em uma comunidade que aprecia sua presença. Mas cada canto de “câmaras de gás para os judeus” em Berlin, com todos os seus ecos medonhos, deixa clara a necessidade de um refúgio.

Existe quem queira fazer crer que o que estamos presenciando nas capitais mais cosmopolitas do mundo é apenas a culminação da frustração com a operação Margem Protetora israelense. Porque, aparentemente, para tomar emprestada uma linha do Hamas, jogar bombas em sinagogas europeias é uma “resposta natural” ao conflito no Oriente Médio.

A operação de Israel em Gaza não está causando preconceitos arraigados, está revelando-os. Por trás de todo esse ódio está a necessidade da existência de Israel. A defesa da soberania judaica é a defesa da segurança judaica.

* tradução: Daniel Lopes

Amálgama

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