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Placebo – Battle for the sun

por Amálgama (04/09/2009)

por Jean Garnier — Desde o lançamento do seu primeiro disco, o homônimo Placebo (1996), esses britânicos bateram recordes de venda na sua terra, receberam elogios da imprensa e de outros artistas (principalmente David Bowie, que participou de um single), e foram bem recebidos no resto do mundo, inclusive no Brasil. Só que os Estados […]

por Jean Garnier — Desde o lançamento do seu primeiro disco, o homônimo Placebo (1996), esses britânicos bateram recordes de venda na sua terra, receberam elogios da imprensa e de outros artistas (principalmente David Bowie, que participou de um single), e foram bem recebidos no resto do mundo, inclusive no Brasil. Só que os Estados Unidos, desde então, torcem o nariz para essa mistura de punk híbrido com glam melancólico, e os comparam a uma cópia barata do Nirvana. Depois de se libertar da gravadora Virgin Records e de trocar de baterista (Steve Forrest no lugar de Steve Hewitt), o Placebo apresenta mais uma oportunidade de escancarar o mercado americano ao lançar seu sexto álbum, batizado de Battle for the sun.

Com a produção de David Bottrill (Tool/ Muse/ Silverchair), o disco até deixa pistas de uma tentativa de se fazer algo novo, mas se isso realmente foi uma intenção, ficou só na vontade. Na faixa título, recheada de fortes batidas e um refrão marcante, o trio entrega o que realmente almeja (“Eu irei lutar pelo sol sol sol/ Não irei parar até conseguir conseguir conseguir”), só que nessa tal “batalha”, ser original nem sempre é tão eficaz. “Ashtray heart” é pop com vocais gritados e “Happy you’re gone” é uma adorável e açucarada balada. “For what it’s worth” tem refrão pegajoso e parece mais otimista, enquanto “Breathe me” é encorpada por sua melodia e bateria incansável.

Um riff de guitarra nervoso chama a atenção para “Kitty litter”. Esta, a angustiante “Speak In tongues” e a maioria das faixas são o tipo de música que a banda se acostumou a fazer durante toda a carreira, ou seja, electro com rock pesado. Deixaram uma “novidade” para o final: “Kings of medicine”, que é marcada por uma guitarra acústica e com certeza não deixará muitas lembranças. Se essa era toda a inovação, é pouco.

Ao todo, o álbum é atraente e suas músicas com temáticas de um amor destruidor são cativantes. A performance do trio é versátil, apesar de às vezes um pouco limitada, principalmente a de seu vocalista, o ambíguo Brian Molko, que parecia mais despojado em trabalhos anteriores. Os antigos fãs podem acreditar sem medo, eles não estragaram a reputação, e ao ouvir Battle… você tem a mais clara certeza: esse é indiscutivelmente um disco do Placebo.

Amálgama

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