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Por Murilo Andrade * – O CQC, Custe o Que Custar, vem tendo bastante repercussão desde que estreou há mais de um ano, em uma segunda-feira já longínqua. Seus repórteres, antes praticamente desconhecidos do público, tornaram-se celebridades nacionais e os quadros que protagonizavam viraram hits do YouTube. O CQC hoje é reconhecido por amplos setores […]

Por Murilo Andrade * – O CQC, Custe o Que Custar, vem tendo bastante repercussão desde que estreou há mais de um ano, em uma segunda-feira já longínqua. Seus repórteres, antes praticamente desconhecidos do público, tornaram-se celebridades nacionais e os quadros que protagonizavam viraram hits do YouTube. O CQC hoje é reconhecido por amplos setores da mídia tradicional, tendo conquistado vários prêmios, e conquistou de vez o público jovem.

Tamanho sucesso e aceitação não poderiam vir sem problemas, claro. O CQC é criticado por alguns jornais, que afirmam que ele estaria exagerando nas suas brincadeiras. Além disso, também está passando por processos de pessoas que se sentiram incomodadas com algum comentário dos integrantes do programa. O mais recente caso foi a da Sabrina Boing Boing, que se sentiu ofendida depois que Marcelo Tas chamou a ela e suas companheiras ex-atrizes pornôs de uma “banda de ex-prostitutas.” Ela alega que Tas foi preconceituoso e entrou com um pedido de processo na Justiça contra o apresentador.

A Band entrou em estado de alerta. Sua primeira precaução foi exigir que os integrantes do CQC pegassem mais leve nas brincadeiras, o que praticamente inutilizou Danilo Gentili e Rafinha Bastos, conhecidos por suas críticas duras e diretas aos políticos. A segunda, bem mais séria, foi impedir que uma entrevista com Dunga, técnico da seleção brasileira de futebol, fosse ao ar.

No entanto, o que aconteceu semana passada foi a gota d’agua. Segundo fontes, o programa agora estaria sendo gravado, para permitir edições de trechos que fossem considerados mais perigosos e pesados. Isso é ou não é censura? Impedir que um grupo de comediantes exprima suas opiniões livremente não vai contra a liberdade de expressão? Cada um encontre a resposta que achar mais adequada; minha opinião já está bem definida. E uma coisa é certa: se a Band continuar agindo dessa forma não vejo um grande futuro para o CQC.

 
* Murilo Andrade, Aracaju-SE, estuda Biblioteconomia na Universidade Federal de Sergipe. Blog: tvediversao.blogspot.com.

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