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Nota do Voluntad Popular sobre a prisão do prefeito de Caracas

por Amálgama (19/02/2015)

Pedimos aos líderes latino-americanos que exijam que o regime de Maduro encerre a perseguição

- Câmeras de segurança gravaram o momento em que Ledezma foi detido -

Câmeras de segurança gravaram o momento em que Ledezma foi detido

A Direção Nacional do Voluntad Popular expressa sua mais profunda condenação diante da detenção arbitrária, violenta e inexplicável do prefeito e dirigente nacional do partido Alianza Bravo Pueblo, Antonio Ledezma, por parte de funcionários do SEBIN (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional), ação executada na tarde desta quinta em seus escritórios localizados na torre Exxa, em Caracas, os quais foram, ainda por cima, destruídos pelo órgão de inteligência do Estado venezuelano.

Denunciamos diante do povo venezuelano e da comunidade internacional esta nova ação persecutória e repressiva contra aqueles que expressamos nossa voz dissidente frente ao regime opressor de Nicolás Maduro.

Há 1 ano e 2 dias, em 17 de fevereiro de 2014, a sede de nossa organização foi objeto de uma ação igual promovida por grupos parapoliciais e funcionários da Direção de Inteligência Militar, com a posterior detenção de nosso coordenador nacional Leopoldo López, que hoje permanece injustamente preso no cárcere militar de Ramo Verde, bem como a emissão de ordens de prisão contra nossos dirigentes nacionais Carlos Vecchio e Antonio Rivero, que permanecem em situação de exílio.

Um ano depois, o regime continua a perseguir e criminalizar os democratas que lutamos pacífica e constitucionalmente por uma Venezuela melhor.

Exigimos a liberação imediata de Antonio Ledezma, um democrata com todas as letras, que, juntamente com nossa organização, tem denunciado permanentemente os desmandos levados a cabo pelo regime. Hoje mais do que nunca, exortamos nossos companheiros da Unidad Democrática a manter esforços conjuntos para defender as liberdades, direitos e garantias do povo venezuelano.

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Alertamos sobre a pretensão do regime de prosseguir na onda de detenções contra dirigentes da Unidad, como nossa companheira de luta, a deputada Maria Corina Machado, a quem ilegalmente privaram de imunidade parlamentar; o deputado Julio Borges, a quem o regime ameaçou recentemente; bem como contra ativistas do Voluntad Popular, especialmente nossos dirigentes nacionais David Smolanky, prefeito de El Hatillo; Freddy Guevara, conselheiro metropolitano; e Gaby Arellano, líder estudantil.

Nesse sentido, pedimos à comunidade internacional, especialmente ONU, OEA, Parlamento Europeu, Unasul e líderes latino-americanos, para que exija que o regime de Nicolás Maduro encerre a perseguição contra os dirigentes da oposição, e mantenha o respeito pela Constituição e pelas leis. Em uma democracia, pensar diferente não é crime, querer uma Venezuela melhor não é crime!

Ante ao povo venezuelano, reiteramos nosso compromisso inexpugnável de construir uma Venezuela melhor, onde todos os direitos sirvam a todas as pessoas, não um país onde parte dos direitos seja para parte das pessoas, como ocorre atualmente na Venezuela.

Caracas, 19 de fevereiro de 2015

Equipe Nacional de Ativistas
Voluntad Popular

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