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As implicações políticas de ser evangélico no Brasil e as eleições 2010: o caso Piragine

por André Egg (09/09/2010)

ANDRÉ EGG - O pastor Paschoal Piragine incita os fiéis a não votarem no PT

por André Egg – Ser evangélico é uma coisa que se insere numa longa tradição. O fundamentalismo propõe uma não-historicidade, uma ruptura com a tradição protestante, em nome de uma postura isolacionista que é um engajamento às avessas: financiados por interesses capitalistas bem específicos, os ditames dos “fundamentais” da fé servem para congelar a reflexão e barrar as tentativas de transformar o mundo, lançando os adeptos dessa corrente numa expectativa da vida pós-morte no paraíso e condenando qualquer ativismo por justiça social na terra. Resta como única opção válida de atuação política a defesa dos interesses mesquinhos da igreja como instituição, jamais como veículo de implantação do Reino de Deus. Ou a defesa da “fé bíblica”, desde que entendida dentro da concepção de interpretação bíblica congelada pelo próprio dogma dos “fundamentais”, sem o que, afirma-se, não existe cristianismo.

Isso provoca um curto-circuito no Evangelho de Cristo e na posição profética da sua Igreja, coisa que nunca esteve tão ameaçada na face da Terra como nos tempos em que o Fundamentalismo se arvorou em única forma legítima de fé cristã.

Qualquer estudo, por superficial que seja, da história da fé cristã mostra uma religião não-conformista. Primeiro dos discípulos e seguidores de Jesus em relação ao judaísmo tradicional e à aristocracia dos Saduceus do Templo, implantando um igualitarismo comunitário tão radical que levou às perseguições romanas, à medida que a religião (de rápida difusão no mundo Mediterrâneo) punha em cheque os fundamentos escravistas do Império.

Depois da religião assumir a face de uma estrutura hierárquica rígida fundada na autoridade episcopal, no apoio político do Império e no estabelecimento da ortodoxia doutrinária, nunca faltaram as dissidências e divisões – condenadas sob a pecha de heresias, brutalmente extirpadas, ou resultando em divisões que tornaram o cristianismo uma religião cada vez mais multi-facetada.

Classificar-se como evangélico no Brasil significa inserir-se no Cristianismo Ocidental, com suas tradições teológicas e sua obsessão pela ideia de Reforma. Desde o século X o termo está sempre nas bocas dos teólogos e dos fiéis. É preciso reaproximar a igreja e o clero do modelo do Cristo dos evangelhos, cada vez mais afastada pela promiscuidade política do alto clero episcopal – tornado uma aristocracia territorial com interesses arraigados e práticas escusas como compra de cargos, guerras e assasssinatos. O papado, por sua vez, tornou-se, desde Gregório Magno, um Estado territorial com interesses próprios e forças armadas. Dos conflitos de interesse entre o povo pobre (aliado aos monges vistos como modelo de fé pura) e a aristocracia eclesiástica, bem como dos Estados Papais com os diversos reinos europeus, surgiram uma série de movimentos político-teológicos mais ou menos violentos, que culminaram na divisão definitiva da cristandade no século XVI: de um lado os fiéis à igreja de Roma, de outro as várias igrejas que surgiram em outros cantos: anglicanos na Inglaterra; luteranos em alguns estados alemães; zwinglio-calvinistas em várias cidades da Suíça, Alemanha e França, na Escócia e na Holanda, além dos grupos dissidentes na Inglaterra; anabatistas onde quer que houvessem revoluções camponesas.

Em todos estes movimentos reformadores, havia em comum a dissidência política vestida de argumento teológico. Era a gente comum derrubando a autoridade centralizada da igreja romana. Anabatistas contra os dízimos e o batismo infantil, recusando-se ao serviço militar e aos cargos públicos. Luteranos abraçando o livre-exame das Escrituras e o Sacerdócio Universal de todos os crentes, abandonando a Vulgata e adotando a Bíblia e os cantos litúrgicos em sua própria língua – recusando-se a pagar tributos eclesiásticos a Roma. Os anglicanos preferindo submeter-se à monarquia pátria e recusando-se obedecer ao Papa. Os zwinglio-calvinistas abandonando toda a liturgia que não fosse encontrável na Bíblia, queimando órgãos e livros de corais, traduzindo os Salmos para o francês para cantá-los no culto. Em todos os lugares, luteranos, calvinistas e anabatistas foram à guerra contra reis, príncipes e bispos, para exigir autonomia, governo democrático nas igrejas, uma teologia e uma liturgia voltados para o povo e os problemas de seu tempo.

Os calvinistas ingleses (puritanos) fuzilaram seu rei. Os da Holanda lutaram uma guerra sangrenta para se tornarem independentes da Espanha. Os franceses (huguenotes) lutaram por séculos para praticar sua fé diferente da romana. Os hussitas na Boêmia tinha garantido com canhões, um século antes de Lutero, poderem tomar a ceia à sua maneira, e celebrar o culto em tcheco. Na Escócia, liderados por John Knox, os calvinistas lutaram contra a rainha para poder estabelecer suas convicções religiosas, fazendo surgir a igreja presbiteriana. Diversos desses inconformistas migraram para as colônias britânicas na América, especialmente a região da Nova Inglaterra, fugindo dos conflitos europeus, e estabelecendo o paraíso do self-government congregacional.

*

No Brasil, os protestantes começaram a se estabelecer por exigência do comércio com a Inglaterra em 1810, e a partir de 1824 para receber imigrantes não católicos (principalmente alemães luteranos e suíços calvinistas). Os protestantes brasileiros foram fundamentais para estabelecer um sistema educacional mais moderno, abandonando a Ratio Studiorum dos jesuítas, implantando os colégios mistos e a ênfase nas ciências, na Educação Física e no pensamento investigativo. Protestantes brasileiros lutaram pela desvinculação entre Igreja e Estado, implantação do casamento civil e da cidadania plena para não-católicos.

Protestantes brasileiros eram anti-obscurantistas, eram os únicos cristãos que baseavam sua fé no estudo da Bíblia, desenvolvendo inclusive, por causa disso, a ciência lingüística no Brasil. Pastores (vários deles ex-padres) eram os únicos dispostos a viajar pelos grotões abandonados levando conforto espiritual e boas novas de uma fé progressista – num país abandonado por Roma e asfixiado pelo ultra-montanismo de uma igreja voltada apenas para os bem-nascidos.

Em que lugar neste caminho o protestantismo brasileiro se perdeu? Em que lugar abandonou as raízes que fincava na cultura da gente simples do país? Em que lugar abandonou as posturas progressistas que permitiram ao protestantismo provocar a primeira fissura na hegemonia católica estabelecida pela monarquia lusa do padroado?

Suspeito que em algum momento durante os anos 1950-60, quando missionários fundamentalistas norte-americanos implantaram diversas instituições para-eclesiásticas no Brasil, organizando acampamentos, fundando editoras, livrarias, conjuntos musicais, trazendo uma fé irracional, trabalhando com crianças e jovens (APEC, Palavra da Vida, MPC, JOCUM, Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo) para formar gerações de abestalhados/alienados que perderam o compromisso com o país, com a fé, com o exame das Escrituras, com a liturgia, com a tradição não-conformista do protestantismo.

Foi-se o tempo que ser evangélico era saber cantar a quatro vozes os hinos que falavam de uma fé singela, capaz de superar o sofrimento organizando-se em congregações auto-geridas que estudavam as Escrituras e praticavam o amor cristão pela via da solidariedade contagiante. Em que os evangélicos eram pessoas simples que sabiam que o Evangelho era a mensagem do desapego aos bens, de uma ética rigorosa do trabalho, do respeito ao próximo como manifestação do respeito a Deus.

As primeiras manifestações do evangelicalismo doentio puderam ser vistas no apoio inconteste ao Regime Militar brasileiro, baseado numa leitura tacanha de Romanos 13. Não era mais que o interesse geo-político dos EUA no tempo de Guerra Fria, que ditava o que passava a significar o ser evangélico no Brasil. Os que ousaram enveredar pela Teologia da Libertação, com uma reflexão própria a respeito da realidade local, foram expurgados das igrejas e do sacerdócio – sendo o caso mais emblemático o do pastor presbiteriano Rubem Alves. Os luteranos e anglicanos parece que restaram como únicos oásis diante do domínio absoluto do fundamentalismo, que tragou todos os grupos oriundos do calvinismo (batistas, presbiterianos, congregacionais) e suas dissidências pentecostais.

Neste contexto, há quem acredite que ser evangélico hoje no Brasil é ser fundamentalista, mesmo que para isso precise esquecer o cerne do Evangelho que é a solidariedade política radical como manifestação do amor ao próximo. Ser evangélico hoje parece que se reduziu à panacéia do culto-show, o qual nem os outrora “tradicionais” batistas podem se dar ao luxo de não aceitar. Niguém mais lê a Bíblia sem ser guiado pelo pastor. Ninguém mais acha que a fé se constrói pelo estudo criterioso. Ninguém mais acha que tem o dever de agir pelo bem comum. Ser evangélico reduziu-se a cantar uns hinos de olho fechado e mão levantada, chorar nos “cultos” e obedecer cegamente aos pastores oportunistas que cada vez mais abundam.

Mas não há nada menos evangélico do que isso. Ser evangélico hoje no Brasil significa lembrar-se do Evangelho, do Cristo dos evangelhos, do amor ao próximo como cerne da mensagem, da pobreza apostólica, do estudo das Escrituras, do radicalismo democrático que não aceita a autoridade centralizada, que se exerce no congregacionalismo dentro da igreja, na assistência desinteressada aos pobres fora dela, na política feita não como interesse mesquinho, mas na luta radical e democrática pelo bem comum, pela igualdade e pela justiça.

Isso não pode ser traduzir, de forma nenhuma, em preconceito e violência contra pessoas de orientação sexual qualquer. De modo que não existe justificativa plausível para algum evangélico ser contra o PLC 122. É o que faz o pastor Paschoal Piragine, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, como pode ser visto num vídeo que está se espalhando de maneira “viral” pela internet [abaixo]. Nesse vídeo o pastor incita os fiéis a não votarem no PT, por ele ser contra a “fé bíblica”. Curiosamente, isso é feito sem apoio em nenhum versículo bíblico (não seria difícil conseguir um para ser apresentado de forma distorcida, mas nem a isso estão se dando mais ao trabalho – que os fiéis não lêem a Bíblia mesmo). A autoridade do pastor, mesmo que embasada em mentiras, é suficiente para autorizar qualquer discurso. Cadê o livre-exame? Cadê a autonomia dos leigos diante do clero? Houvesse algum evangélico na Primeira Igreja Batista de Curitiba e o referido pastor seria destituído na próxima assembléia.

É claro que isso não vai acontecer. Assembléias batistas viraram instâncias de homologação de pastores show-men que trazem as decisões prontas para o pessoal levantar a mão. Batistas de igrejas como a Primeira Igreja Batista de Curitiba e a Igreja Batista do Bacacheri não se dão nem ao trabalho de conferir a autenticidade dos diplomas de doutorado que seus pastores apresentam como credencial. Preferem ser enganados, imaginando que ao obedecer cegamente aos “ungidos de Deus” estarão a reservar um galardão no paraíso celestial – por mais que tal imagem não encontre fundamento bíblico-teológico há pelo menos uns 200 anos.

Ser evangélico no Brasil de hoje deveria significar uma luta contra a desigualdade, a miséria e a pobreza que assolam o nosso país. Deveria significar não permitir que líderes carreiristas assumissem como a face da igreja e da fé. Deveria significar a maturidade de não trocar conforto espiritual de bons oradores em troca de uma obediência cega. Deveria significar que não se pode abandonar a função mental de crítica racional.

Estou querendo demais?

Veja mais sobre o caso do pastor curitibano no seguinte texto: Pr. Pascoal Piragine: os batistas do Paraná na vanguarda do atraso.


André Egg

Professor da UNESPAR, professor colaborador no PPGHIS-UFPR, colaborador da Gazeta do Povo. Um dos organizadores do livro Arte e política no Brasil: modernidades (Perspectiva, 2014).



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Raphael Tsavkko

Hoje, “evangélico” é palavrão, define os neopentecostais, ladrões de terno com bíblias na mão. É uma pena. Evangélico é sinônimo de fanático que grita para deus ouvir e incomoda o mundo. Não é incorreto dizer que estamos numa guerra entre humanistas e crentes, mas é preciso delimitar.

Waldir Agnello, deputado do PTB de São Paulo, também evangélico, é um exemplo do fanático perigoso: http://tsavkko.blogspot.com/2010/09/na-justica-homofobico-evangelico-tenta.html

foi ele quem tentou proibir o beijo gay do PSOL. Porque vai contra a “moralidade”.

Vergonhoso.

Anderson
Anderson

O pastor está muito correto com a seu esclarecimento sobre tal coisa , DEUS não fez o homem para casar com homem nem a mulher para casar com outra mulher , e nem a mãe que mate seu filho inocente que nunca lhe fez mal algum. Eu concordo com o pastor ele foi muito feliz com o seu relato.

Vanessa Lampert
Rafael, não seja preconceituoso. Essa sua ideia de evangélico é o estereótipo que o PIG tem tentado nos imputar há pelo menos vinte anos. Se você gosta de rótulo, sou o que você chama de “neopentecostal” (e não cheguei ontem na igreja, não, estou há 10 anos, já trabalhei lá dentro e sei que não funciona como o PIG prega) e exijo tanto para mim quanto para quem defende as mesmas ideias que eu o mesmo respeito que exijo para Dilma, para o PT, para as minorias discriminadas e para quem mais for desrespeitado neste país, ainda que eu não… Leia mais »
Pê Sousa
Caríssima Vanessa, antes de mais nada, parabéns por seu posicionamento firme e esclarecido. Também sou cristão, o que prefiro denominar-me “discípulo de Jesus”. O que vemos infelizmente (ou felizmente) é o que sempre aconteceu, desde o primeiro século cristão: que aqueles que professam sua fé em Jesus Cristo são os verdadeiros causadores do preconceito. Você, como eu, sabe que há também aqueles que enchem a boca para se entitulares “evangélico”, mas vivem somente para envergonharem o Evangelho de Jesus Cristo. Não obstante, é bom saber que são muitos os que se mantêm fiéis, mesmo quando “pensadores” como o autor deste… Leia mais »
rayssa gon

olha, eu gostei muito do mote do texto, voltar às origens do protestantismo, os evangelicos se perderam e tal.

mas eu tendo a pensar que a sua visão , principalmente com relação aos primeiros protestantes no brasil, é muito romantica. sabe, mesmo que eles fosse um pouco mais esclarecidos que os catolicos, vamos lá, eram os catolicos. é como empurrar bebado na ladeira.

André Tadeu de Oliveira
Egg, como sempre um belo texto. Apenas um comentário. Você sabe que não sou chapa branca, mas não vejo todo o presbiterianismo brasileiro mergulhado nesta maré de fundamentalismo. Podemos citar a pequena Igreja Presbiteriana Unida do Brasil ( IPU ) e, até mesmo parte da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil ( IPI )como denominações relativamente arejadas. Obviamente, não estão no nível de luteranos e anglicanos, mas perto da massa evangélica deste Brasil de Deus são verdadeiros oásis . Acho que eu, presbiteriano independente aspirante ao ministério, sou prova disso. Minhas idéias são conhecidas por toda a liderança de minha igreja… Leia mais »
rafael
rafael
Belo texto, informativo e inteligente. tenho receio pelo futuro do Brasil no tocante ao crescimento dos evangélicos, especialmente os narrados no texto, de rasa ou nenhuma formação teológica ou sequer humana, grudados em preconceitos repetidos a exaustão contra as religiões de origem afro e indígenas, creio eu, que em breve nos tornaremos um grande celeiro de intolerância religiosa e politica.E as evidênciais estão por ai, na minha cidade, na eleição para prefeito, vários pastorss se mobilizaram contrra uma candidata a qual era atribuída a homossexualidade, a coitada perdeu a eleição para outro pior administrativamente, recentemente o Marcelo Crivela colocou-se contrra… Leia mais »
Bosco
Bosco

As religiões apocalipticas, retornam de maneira estritamente fundamentalista, misturaram-se a conflitos geopolíticos, se armam de todas as maneiras para uma guerra pelo controle das fontes naturais de energias e contra o humanismo.

Marcelo
Marcelo

De que raios vc está falando???

André Egg

Dos EUA da era Bush, por exemplo…

Roberto Luzzi
Roberto Luzzi
Prezado Egg, sua discertação histórica foi muito bem apresentada, mas recheada de posicionamentos pessoais seus. Nada contra, aliás este espaço de discussão é seu mesmo. Mas aproveito para fazer pequenas colocações. O Pr.Piragine teve apenas a parte política de seu sermão colocado no youtube. Nele, não se ateve apenas ao estudo da Bíblia, o que ele faz de maneira magistral na PIB-Curitiba, na Faculdade Batista, no site Dia-a-Dia-com-Deus e outros lugares quando convidado. Foi momento de cobrar a aplicação dos ensinamento bíblicos na vida dos cristãos, especialmente os membros da PIB. Você realmente acha necessário naquele momento fazer todo o… Leia mais »
nice
nice
Concordo com o Irmão Roberto, em genêro,número e grau.O q o amigo do blog, pensa é um conceito pessoal e não de todos.E a partir de hj, estou excluindo este blog.Não tem como ser de Jesus e aceitar casamentos gays e vida mundana.Ser de Jesus é estar na palavra e Jesus perdoava no amor,mas dizia “vai e não peques mais!” Era um mandamento e não era livre arbítrio,se quisesse segui-lo.Não tem na bíblia relatos de “pecadores apostolos” que JEUS não tivesse ensianado e advertido! agora se tem evangélicos mundanos se infiltrando, e estão com igrejas abertas, temos que aceitar? Sim… Leia mais »
Eneraldo Carneiro

Ahn, sei. O cidadão não quer sair na rua e ver pessoas do mesmo sexo se beijando? De sexos diferentes pode? E o que mais o cidadão não quer ver? Mulheres com roupas…hhmm…provocantes? Com os cabelos soltos? Usando maquiagem?
E o quê o cidadão propõe exatamente? Sejamos claros. Não se acanhe. Diga-nos, como é que você propõe que se regule a vida privada dos outros? Campos de concentração GLBT? Apedrejamento? Castração química? Falaê…

Ricardo
Ricardo

Irmã Nice, como você mesmo disse, “vá e nao peques mais…”

MARIO COUTO BEZERRA
MARIO COUTO BEZERRA

meu caro chaver, a missão dos pastores é pregar somente o evangelho exarado na bíblia doa a quem doer, principalmente porque vivemos numa sociedade onde tudo é relativo e permitido. a verdade é que nem tudo que os pastores falam será compreendido, uma vez que vivemos aqueles dias preditos por paulo em 2tm 3.1-5, onde muitos não dão a mínima importância à Palavra de D-us. todavia, penso que o pr. piragine equivocou-se na sua mensagem ao enxertá-la com política, deixando transparecer nas entrelinhas sua preferência partidária por determinado político.

José Roberto
José Roberto

Achei a colocação do Pastor um tanto ingênua, mas ele foi sincero e, no fundo, ele está certo. Ao menos está defendendo aquilo que ele acredita. Foi educado e não usou de baixarias. Infelizmente, aqueles que discordam dele não têm tido a fineza de agir da mesma forma, preferindo atacá-lo e desqualificá-lo. Ora, se ele é pra vocês um ‘conservador’ empedernido, vocês me parecem um bandoi de liberais de ‘liberais’ frouxos

Fernando
Fernando
Olá André, Eu novamente, agora aqui neste seu outro espaço no Amalgama. Obrigado por seus textos, estão me fazendo refletir e realmetne repensar a ideia de abrir meu proprio blog. Gosto de ler, pesquisar, analisar os fatos, e, como você gosto de colocar minha visão política, ideológica e sociológica dos fatos. Porém, sob uma ótica conservadora de direita. Não, não sou fascista, ”reaça” ou nenhum desses adjetivos que o pessoal de esquerda gosta de rotular quem não se enquadra com a ideologia vermelha. Apoio incondicionalmente o Pr. Piragine por sua postura destemida. Infelizmente nos seus textos vejo ataques contra a… Leia mais »
André Egg

Eu só tenho uma coisa a te dizer: não há como ser cristão e não ser comunista. Só vejo isso nas Escrituras. Me diga um lugar da Bíblia que ensine a acumular bens, ou que se deva concordar com propriedade privada, exploração da mão-de-obra, etc.

Fernando
Fernando
Desculpe-me André, mas a questão aqui não é somente bíblica, mas sim ideológica. A Bíblia não ensina mas ao mesmo tempo não proíbe. Sei que textos como Tiago 1 e explanações de Jesus em parábolas falam acerca do perigo da riqueza, do acúmulo de bens e, principalmente do amor ao dinheiro, que, ”é a raiz de todos os males”. Porém dizer que não há como ser cristão sem ser comunista é a mesma coisa que dizer que não há como a água não se misturar com o azeite. Desculpe, mas a doutrina marxista comunista é incompatível com a religião, cristianismo,… Leia mais »
André Egg
Está se vendo que você não entende nada de cristianismo, menos ainda de comunismo. O marxismo é apenas uma das vertentes comunistas. O marxismo soviético apenas uma das vertentes do marxismo (a piorzinha, sem dúvida), o stalinismo apenas uma das vertentes do marxismo soviético (a pior de todas). O cristianismo era uma religião igualitarista radical (não há judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher). Tornou-se paulatinamente numa instituição hierárquica – coisa que não encontra base nas Escrituras, mas com a qual os evangélicos se dão por muito satisfeitos. O socialismo não valoriza mediocridade nenhuma. Os países do Leste… Leia mais »
Leo Ramos
Leo Ramos

André,

“O marxismo é apenas uma das vertentes comunistas. O marxismo soviético apenas uma das vertentes do marxismo (a piorzinha, sem dúvida), o stalinismo apenas uma das vertentes do marxismo soviético (a pior de todas).”

Isso e a pior forma de defender algo falido,

Lendo seu blog, percebo que vc tem grandes chances de ter uma doença chamada “Narcisismo patológico”. Na duvida busque tratamento.

Depois leia novamente seus artigos.

Tenta pelo menos fazer sua mente cuidar pra não falar de pessoas que vc não conhece, com exemplo sua critica ao Pr. Piragine. Sem fundamento algum suas afirmações.

André Egg

A igreja batista tá mais falida que comunismo soviético. Que aliás eu nem defendo.

Conheço o Piragine o suficiente para fazer as críticas que fiz.

Vou lá fazer exame de sangue pra ver se tenho o tal “Narcisismo patológico” – depois de conto o resultado…

Fernando
Fernando
Encerro aqui a discussão. Confirmou o meu conceito sobre esquerdistas, falam, falam mas não se justificam, não admitem nem ao mesmo um milésimo que sua ideologia até hoje só trouxe dor e sofrimento para a humanidade. E, obviamente critiam ferozmente seus opositores. Qual a vertente que defende? O que exatamente crê em relação ao socialismo/comunismo? Na teoria até é bonitinho, todos iguais, sem classes, mas o ser humano é pecaminoso por natureza, é hipocrisia tentar criar um paraíso na terra, qualquer criança sabe que isso é impossível, Cristo nos deixou o seu exemplo de amor ao próximo e cuidado com… Leia mais »
Pê Sousa

Boa, Fernando…

wilson
wilson
Caro André Egg Religião é vida ou não é religião PT Atacar uma religião ou todas, não é coisa nova, fica muito claro a falta de argumentos dos que acreditam em casamentos gays e ABORTO PT A moral cristã gerou o mundo ocidental desta forma como nós gostamos, junto com o direito grego-romano. O marxismo foi razoavelmente implantado em cultura relativistas orientais, pela sua falta de transcendentalidade PT Se alguém deseja ser promíscuo de forma particular, que seja, se alguém quer ser promíscuo de forma cívil ou melhor deseja que este direito de ser promíscuo seja aceito pela sociedade cívil,… Leia mais »
wilson
wilson
Caro André Pode ser que meus comentários, não passem pela análise da moderação. Mas sei que o moderador moderado lerá. Pergunto ao moderador, já leu: O homem eterno de G.K.Chesterton ou Ortodoxia de G.K.Chesterton ou Mero Cristianismo de C.S.Lewis ou O Sal da Terra de Cardeal Ratzinger ou Cartas de um Diabo C.S.Lewis ou Instruções dos Santos… Robert Ellsberg ou São muito dificeis todos, e com certeza vai gostar da leitura quando acabar, ou vai gostar quando acabar a leitura.
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