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A transformação do eleitor paulistano e a eleição de 2016

por Paulo Roberto Silva (01/09/2016)

A eleição deste ano marca algumas mudanças de perfil e comportamento do eleitor da capital paulista.

haddad-russomano

O eleitor paulistano não é mais o mesmo. Da Revolução de 1932 até a eleição de 2012, um padrão de comportamento havia se consolidado, e superou inclusive o governo militar, por refletir uma estrutura social organizada em torno da indústria. Contudo, já em 2012 as transformações na estrutura social da cidade passaram a encontrar uma expressão política, que se tornam mais evidentes nas eleições deste ano. Basicamente, estou falando de dois fenômenos: o descolamento do eleitor conservador da periferia e do centro e o surgimento de um novo eleitorado relacionado à Nova Economia.

Bases da elaboração

Em 2014, no contexto da eleição para governador, publiquei no Plano Político um artigo que buscava classificar o eleitor paulista em três grupos ideológicos:

* o conservador, presente no centro e na periferia

* o tecnocrata, mais forte no centro mais elitizado

* o esquerdista, majoritariamente periférico

O artigo de 2014 mostrava que este padrão se repetia deste antes do governo militar, e que todo governo paulista era na verdade uma aliança de dois grupos contra o terceiro. A hegemonia tucana no estado, por sua vez, seria o resultado de uma aliança estável entre tecnocratas e conservadores, iniciada em 2002 no confronto entre Alckmin e Genoino.

Contudo, em 2013 eu já avaliava que o conservadorismo popular buscava uma expressão política própria, independente do conservadorismo de elite. Neste que foi meu primeiro artigo na Amálgama, eu apontava:

Os conservadores que eram combatidos até os anos 1990 – como Maluf, ACM ou Sarney – se caracterizavam por combinar uma demagogia popular com um livre trânsito nas elites. Celso Pitta, por exemplo, apoiado por Maluf, foi o candidato mais votado no Morumbi. Assim, nada mais natural do que acusá-los de representantes das classes dominantes e enganadores do povo.

O mesmo não se pode dizer de, por exemplo, um Marco Feliciano (em tempo: não sou um defensor de Marco Feliciano, longe disso), ou um Luís Bassuma. Bassuma, expulso do PT pelo crime de defender o aborto – Aírton Soares foi expulso por votar em Tancredo, traindo assim a classe operária – é um ex-sindicalista do polo de Camaçari. Feliciano é um pastor neopentecostal sem trânsito algum nos altos círculos do PIB. Em comum, ambos compartilham de certo conservadorismo popular.

(…) duas coisas são novas neste conservadorismo popular. Uma é a sua desvinculação do conservadorismo tradicional. Embora se mantenha em um discurso conservador – especialmente do ponto de vista religioso e comportamental – não há uma identificação com o discurso ideológico das classes dominantes atual. As lideranças políticas deste conservadorismo popular – além dos citados, podemos incluir Russomanno, Ratinho Jr e outros de perfil similar – não se identificam com um programa liberal similar ao que setores do empresariado e do mercado financeiro têm insistido nos últimos tempos, no formato Miriam Leitão e Carlos Sardenberg. Além disso, não são campeões de voto nos setores mais ricos e com maior educação formal da população – veja que Russomanno ganhava entre os mais pobres e menos escolarizados no momento em que liderou as pesquisas para prefeito de São Paulo.

Neste artigo, busco analisar dois processos que de certa forma dialogam com os dois artigos citados:

* O eleitor classificado em 2014 como “conservador” estaria se dividindo entre um perfil de elite – muito minoritário – e um perfil popular – majoritário e com força eleitoral própria

* No centro, descolando-se do eleitor esquerdista e do tecnocrata, estaria surgindo um novo perfil, que podemos classificar como hipster. São a expressão política do cidadão ligado ao que podemos chamar de Nova Economia, especialmente a Economia Criativa e o Ecossistema Startup

Para isso, conto também com insights poderosos oferecidos por Vinícius de Melo Justo em seu “Fronteiras e Rincões“. De certa forma, estamos tratando de um processo de transformação relacionado à fronteira urbana paulistana e de outro ligado ao rincão urbano paulistano. Ou, de outra forma, um processo ao centro e outro à periferia.

Uma breve história do eleitorado paulistano

O primeiro prefeito de São Paulo, o conselheiro Antônio Prado, foi eleito de forma indireta pela Câmara Municipal já no período republicano, em 1899. Até a Revolução de 1930, o cargo foi ocupado por membros do Partido Republicano Paulista, expressão política da agricultura cafeeira. Isso mesmo com a implantação da eleição direta em 1917, quando foi eleito Washington Luís.

Uma explicação possível é que neste período mais de 50% da população paulistana era nascida fora do Brasil, ou seja, eram imigrantes. Esse percentual era ainda maior nos subúrbios operários. Ou seja, apenas os paulistanos quatrocentões eram aptos a votar.

De 1930 a 1953 não houve eleição direta para prefeito, que passou a ser nomeado pelo governador do estado. Este período marca a transformação social que levará à construção dos perfis de eleitores mapeados por nós em 2014.

O eleitor tecnocrata surge a partir da articulação da indústria como ator político independente, durante a gestão de Roberto Simonsen à frente da FIESP. Simonsen e outras lideranças políticas do estado, como Julio de Mesquita Filho, promoverão a formação de quadros técnicos para a gestão racional do estado brasileiro. Deste esforço nascerá a USP e a Escola de Sociologia e Política, por exemplo.

Por outro lado, na outra ponta da industrialização, a organização sindical dos trabalhadores encontrará sua expressão no comunismo e no trabalhismo. Este será o eleitor esquerdista, especialmente popular, com alguma inserção na classe média. Nos anos 1960, a partir da USP, um setor expressivo da classe média intelectualizada, Florestan Fernandes à frente, se descolará da tecnocracia e aderirá à esquerda.

O conservador se formará como a nêmesis do tecnocrata e do esquerdista. No topo e na base da renda, será formado especialmente por profissionais liberais e empreendedores, ou seja, nem industriais nem trabalhadores. Isto inclui amplas parcelas do serviço público nascente e de subcidadãos, onde predominam relações de clientelismo junto a governos autoritários.

Adotando-se a conceituação de Vinícius de Melo Justo, temos no tecnocrata e no esquerdista um eleitor de fronteira, ou seja, intimamente relacionado ao processo de modernização da sociedade e da economia. E no conservador de periferia um eleitor de rincão, ou seja, aquele para quem a modernização não diz respeito. Já o conservador de centro é a expressão dos projetos de “modernização autoritária” que marcaram os dois filhos do positivismo na política brasileira: Getúlio Vargas e o governo militar.

O populismo conservador paulista: ademarismo, janismo e malufismo

Francisco Weffort define o populismo como um regime político no qual o Estado aparece como o grande árbitro dos conflitos sociais por meio da relação direta entre o chefe político e a massa. No populismo não há relações de classe ou corporativas, mas pessoais: de um lado o chefe, de outro a massa. Por isso a política populista gira em torno da personalidade do chefe.

Nacionalmente as lideranças populistas se constituíram por meio da articulação entre o sindicalismo, o corporativismo empresarial e o “povo” enquanto massa desorganizada. Assim foi o varguismo no Brasil e no Rio Grande do Sul – especialmente sob Brizola – mas assim também foi o projeto de Miguel Arraes em Pernambuco, Juracy Magalhães na Bahia ou de Sarney no Maranhão. No Nordeste, o populismo se opôs ao coronelismo.

De certa forma, Getúlio Vargas, Brizola e Arraes conectavam o país a um projeto modernizador, ainda que movidos por puro pragmatismo. Em especial no Nordeste o populismo cumpriu o papel modernizador que em São Paulo era exercido pela elite tecnocrática. Paulo Freire, por exemplo, liderou o primeiro projeto de massa para alfabetização de adultos do país sob o governo Arraes, com o objetivo de produzir novos eleitores fiéis ao governador (à época só os alfabetizados votavam). A Sudene de Celso Furtado foi estabelecida com forte apoio de lideranças populistas da UDN contra o PSD coronelista, qure praticavam o clientelismo por meio das verbas de combate à seca.

Em São Paulo, o populismo encontrou sua expressão particular como um conservadorismo de rincão. Não à toa, os dois maiores líderes populistas do estado, Ademar de Barros e Paulo Maluf, foram criados por governos autoritários – Ademar por Vargas, Maluf pelos militares. Em comum, os dois se caracterizaram pela combinação de capitalismo de compadrio para cooptar um setor da elite industrial – especialmente as empreiteiras e prestadoras de serviço para o Estado – com clientelismo para a massa desorganizada.

Neste sentido, Jânio Quadros se destaca pela diferença apesar da semelhança. Os estilos eram iguais, mas a base de Jânio era formada especialmente por operários e profissionais liberais. Sem apoio governamental, surgiu como expressão a primeira eleitoral do marketing eleitoral na política brasileira. E não deixou uma presença estrutural na política paulistana: ao sair o ademarismo ocupou seu espaço tradicional pela força do voto.

Quando o malufismo perde a hegemonia

A hegemonia malufista na política paulista se caracterizou pela aliança entre conservadorismo e tecnocracia. Ela foi fortalecida pelo regime de indicações que caracterizou o governo militar – quando todos os prefeitos indicados eram herdeiros do ademarismo, inclusive seu filho Reinaldo de Barros. E foi interrompida em 1983, quando o governador Franco Montoro, do PMDB, indicou Mário Covas para a prefeitura.

Durante os governos de Jânio Quadros e Luíza Erundina, o malufismo se recompôs e retomou sua hegemonia durante os anos 1990. Contudo, neste período duas forças eleitoralmente relevantes se uniram para derrotar o malufismo: PT e PSDB. Os dois partidos se uniram em torno de Erundina em 1996, evitaram que Maluf assumisse o governo do estado em 1998 e elegeram Marta Suplicy no segundo turno de 2000. Nesta eleição, Maluf obteve apenas 19% dos votos no centro da cidade e 17% na periferia.

Durante o governo Marta, consolidou-se a transição. O PSDB, posicionando-se como oposição, assume a hegemonia no centro da cidade, enquanto a prefeita articula alianças com vereadores do malufismo e os atrai à sua área de influência. O malufismo estava derrotado.

A gênese do eleitor hipster

Como uma cidade cosmopolita, São Paulo sempre teve um polo produtor de cultura bastante ativo. Contudo, o deslocamento da indústria da capital para o interior e outros estados, combinado com o avanço da internet, foi transformando aos poucos a cidade em um polo de serviços culturais.

Os primeiros a se destacarem neste cenário foram os produtores de moda, quando Paulo Borges lançou o Phytoervas Fashion em 1993. Este foi o embrião do que hoje é conhecido como São Paulo Fashion Week, um dos maiores eventos de moda do mundo. Em torno do evento, a alta costura e o prêt-à-porter paulistano se organizou.

Na sequência, a chamada Economia Criativa se expandiu na cidade. Gastronomia, audiovisual, games, internet, startups se disseminaram em um ecossistema estruturado, com escolas, empreendimentos, capital financeiro e profissionais disponíveis. São Paulo é o ecossistema de empreendedorismo digital mais dinâmico da América Latina, conta com mais de 12 mil restaurantes, apresenta mais de 100 peças de teatro por semana. Enfim, mais do que um centro financeiro, São Paulo se tornou um centro de criatividade. Segundo a Firjan, 2,5% dos trabalhadores paulistas estão em negócios criativos, e o estado concentra 39% dos profissionais da Economia Criativa do Brasil.

Este novo perfil gerou um novo tipo de personagem na paisagem urbana. Ou melhor, intensificou sua presença, a ponto de torná-lo politicamente relevante. Não majoritário, longe disso, mas relevante. Artistas, designers, freelancers, empreendedores. Não é o mero pequeno burguês do passado, mas algo próximo ao habitante da Montmatre francesa no século XIX, do Greenwich Village novaiorquino no pós-guerra, ou de São Francisco de nossos dias. Na falta de nome melhor, o chamaremos de hipster.

Este sujeito da fronteira da fronteira, altamente cosmopolita, vanguardista de comportamento e promotor do que Boltanski e Chiapello chamaram, em seu O novo espírito do capitalismo, de crítica estética ao capitalismo, sempre este presente na paisagem cosmopolita da cidade. O fato novo é que agora este personagem ganha relevância econômica, demográfica e política para a dinâmica da cidade, a ponto de atrair profissionais de outras regiões, como acontecia no passado com o operário industrial. Sim, existe amor em São Paulo.

A eleição de 2000 foi a primeira em que uma representante da Economia Criativa ganhou expressão política, por meio de Marta Suplicy. Por meio da Virada Cultural, José Serra tentou criar laços com esse público.

Quem é Haddad?

Contudo, foi na gestão Haddad que o match entre os interesses deste novo perfil de eleitor e uma personalidade política tornou-se precisa. Não é à toa que a principal crítica a Fernando Haddad foi “ter governado para a Vila Madalena e o Baixo Augusta”. Estes dois bairros, junto de Pinheiros e Butantã, concentram a maior população relacionada ao universo criativo paulistano. Até mesmo a principal política do prefeito para a periferia, os Fab Labs, tem a marca criativa.

Como professor da FFLCH, Haddad tem um vínculo social real com este público. Não à toa, seu eleitorado cresce entre os jovens (17%), com ensino superior (13%), com renda entre 5 e 10 salários mínimos (15%) e sem religião (14%), segundo o Datafolha. O mais jovens são também o público em que Haddad tem a menor rejeição (31%).

Quem perdeu espaço para os hipsters?

O eleitor tecnocrata permanece presente e relevante no cenário paulistano, mesmo com o menor peso industrial. O serviço público, especialmente do Poder Judiciário e do governo estadual, e o setor financeiro, que tem em São Paulo seu principal hub para a América Latina, sustentam o peso social do perfil tecnocrata na cidade.

Contudo, o conservadorismo de elite em São Paulo vem perdendo relevância desde a derrota do malufismo em 2000. Isso se deve especialmente a uma mudança geracional, que trouxe consigo uma mudança de posicionamento ideológico dos setores sociais de centro tradicionalmente associados ao malufismo e ao ademarismo.

Por um lado, temos o fenômeno chamado por Roberto Brun de A revolução dos gerentes. Brun analisa o processo pelo qual no espaço de uma geração o comando das grandes empresas saiu das mãos dos capitães de indústria e passou para uma elite com elevada formação escolar, por meio dos MBAs. A lógica do MBA contaminou o universo das profissões liberais e promoveu uma modernização do imodernizável – mais ou menos como a Engenharia Agronômica fez no campo, tornando-o altamente produtivo.

No campo da política, com um relativo delay de duas décadas, o pensamento liberal-libertário e o conservadorismo à Scruton tomou do conservadorismo TFP a hegemonia na classe média de centro direita. É sintomático quando se olha para a nova direita na avenida Paulista, e se percebe que os setores mais raivosamente reacionários, como os Revoltados Online, são justamente os menos elitizados. A voz da elite econômica, como o Vem Pra Rua, é moderada e liberal.

Essas duas transformações, uma na base social e outra no campo ideológico, quebram uma perna do malufismo: o conservadorismo de elite, alimentado por um capitalismo de compadrio. Em São Paulo a elite econômica tornou-se majoritariamente liberal e tecnocrata. E o capitalismo de compadrio se faz sob novas bases, como mostram os escândalos envolvendo o Metrô de São Paulo.

O que é Russomanno?

O conservadorismo de corte popular se alimentava do clientelismo ademarista e malufista. Com Marta, e Lula, passou a se alimentar dos projetos sociais de governo. Com o desgaste do pacto lulista, ficou sem pai nem mãe.

E aí entra Russomanno. Por meio do Inadec e de seu programa da Record, ele tem trabalhado pacientemente na construção de seu nome na periferia. O seu trabalho de defesa do consumidor é uma versão mais sofisticada de clientelismo: não é institucional como os programas sociais lulistas, mas não é troca direta de favor como no malufismo. É mais uma versão gratuita do despachante, traduzindo a complexidade legal brasileira de forma simples para quem tem pouca formação.

Junte com isso sua conexão com a Igreja Universal, por meio do seu partido PRB. Não é pouco que Russomanno supere os 40% entre os eleitores evangélicos, e cresça na Zona Sul (32%) e Leste (38%), com ensino médio (40%) e entre os que ganham até dois salários mínimos (39%). Russomanno é a voz do rincão urbano mais profundo de São Paulo.

O que tenta Marta?

Se Haddad representa a modernização cosmopolita e Russomanno é a expressão do conservadorismo popular, Marta tenta reconstruir o pacto ademarista-malufista. Só que as bases do malufismo já não existem mais. O que existe é o recall da candidata na periferia, combinado às possibilidades que Andrea Matarazzo traz junto ao eleitor tecnocrata de centro.

Como resultado, o que deve sair daí é uma nemesis de Geraldo Alckmin: um perfil eleitoral similar ao que sustenta a hegemonia tucana no estado, mas construído pelos seus inimigos mais íntimos: o trio Temer-Serra-Kassab. Neste sentido, a candidatura Marta, como está construída, é uma espécie de laboratório para se desafiar a hegemonia de 24 anos do PSDB no estado.

Contudo, da forma como está construída, é uma aliança que olha para o passado. É sintomático que seu desempenho entre os eleitores mais jovens seja fraco: empate técnico com Haddad na faixa de 18 a 24 anos (22%) e derrota para Erundina na faixa de 25 a 34 anos (14% contra 15%). Pode ser bem sucedida no imediato, mas não tem fôlego diante das transformações sociais de São Paulo. Até porque Marta há muito tempo abandonou o discurso modernizador que a elegeu em 2000.

A chance de João Dória

Pouco conhecido e com a máquina estadual ao lado, João Dória tem o maior potencial de crescimento. Apesar disso, tem elevada rejeição no centro da cidade (40%). Sua chance é disputar com Haddad o discurso modernizador, e usar o apoio do governador para crescer sobre a base de Russomanno na periferia. Isto significaria uma estratégia espelhada da de Marta, mas com mais perspectivas de futuro.

Conclusão

Há duas transformações na realidade social paulistana que não podem ser ignoradas. Uma é o descolamento do conservadorismo da periferia em relação ao centro. Uma vitória de Celso Russomanno será a imposição sobre o centro cosmopolita de uma agenda regressiva típica de rincão. A não ser que o candidato, se eleito, construa pontes com o público que o rejeita. Sua sinalização de cancelar a regulamentação dos aplicativos de compartilhamento de automóveis mostra que ele está longe disso.

Outra é o crescimento do setor relacionado à Economia Criativa, o mais cosmopolita entre os cosmopolitas. Não é suficiente para ganhar eleição – os indicadores de Haddad mostram isso – mas governar contra ele pode ser desastroso para a cidade em termos de seu dinamismo econômico.

Resta saber qual dinâmica será vencedora em outubro.

Paulo Roberto Silva

Jornalista e empreendedor. Mestre em Integração da América Latina pela USP.