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Como o pacto conservador lulista engendrou a vitória de Bolsonaro.

A sociedade brasileira mudou na nossa frente, mas apenas alguns identificaram os sinais. As escolhas fundamentais que levaram o país a este estado de coisas foram feitas muito antes de pensar em um governo Bolsonaro. Podemos dizer que o Brasil se deslocou do “pacto lulista” para o “pacto bozista”, em referência ao apelido de Bozo que os adversários do novo governante lhe deram. As bases deste deslocamento remontam à construção do que seria o primeiro governo Lula, e foram germinadas e alimentadas, muitas vezes conscientemente, desde aquele momento.

O objetivo deste artigo é repassar esse processo de transformação analisando como decisões políticas e mudanças sociais dos últimos dezesseis anos geraram uma interação estranha e inovadora no ambiente político, conduzindo-nos ao resultado eleitoral de 28 de outubro. Curiosamente, dia de São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis. A História costuma ter esses toques de ironia.

Fronteiras e rincões

É simplista afirmar simplesmente que “a sociedade brasileira é conservadora”. Prefiro a terminologia desenvolvida por Vinícius de Melo Justo em seu “Fronteiras e Rincões”. Neste trabalho, Justo propõe uma categorização do eleitorado brasileiro em quatro grandes grupos que apresentam certa homogeneidade de comportamento:

* Fronteiras cosmopolitas: são os setores mais modernos e cosmopolitas das grandes cidades. Tendem a ser mais conectados às tendências globais de cultura e comportamento. Ou, como diz o próprio autor, manifestam um “anseio por ver no Brasil políticas públicas de referência mundial e desenvolvimento econômico e social similar ao encontrado na Europa e nas duas costas oceânicas dos Estados Unidos”;

* Fronteiras rurais: são os setores modernos do agronegócio. Associados ao ruralismo, voltados à abertura de mercados para os produtos agrícolas brasileiros. São regiões modernas, abertas à tecnologia, mas não cosmopolitas. Para estes, as fronteiras rurais parecem conservadoras, mas não o são;

* Rincões urbanos: regiões periféricas das grandes cidades, que costumam se caracterizar pela carência de oportunidades e, consequentemente, pelo imediatismo na satisfação de suas necessidades, o que as torna abertas a modalidades de populismo urbano como o carlismo na Bahia e o malufismo em São Paulo;

* Rincões do atraso: regiões distantes dos grandes centros e das fronteiras rurais, não se conectam às transformações do mercado e da economia. “É como se houvesse uma festa em que os fronteiriços entram para dançar e se divertir, os rincões urbanos marcassem presença trabalhando para viabilizar o evento e ocasionalmente também se divertir, mas uma festa que os rincões do atraso nem mesmo sabem existir”.

Quando falamos em conservadorismo, falamos de algo difuso entre as visões de mundo dos rincões, das fronteiras rurais e de setores das fronteiras urbanas. Mas, evidentemente, ao fazer isso, estamos misturando coisas diferentes. As fronteiras rurais tem sua pauta, que choca a visão cosmopolita urbana, mas isso não significa necessariamente uma pauta conservadora, uma vez que tende a uma visão tecnocrática da política. Da mesma forma, o clientelismo presente nos rincões é conservador, mas seu conteúdo é muito diferente do conservadorismo ilustrado das fronteiras urbanas e rurais.

Como o lulismo hackeou o sistema

Quando André Singer lançou em 2009 o artigo “Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo”, ele identificou uma mudança fundamental no alinhamento ideológico da sociedade brasileira a partir da experiência do primeiro governo Lula. Até 2002, Lula e o PT se caracterizavam como partidos fortes nas fronteiras cosmopolitas e que disputavam os rincões urbanos por meio dos movimentos sociais e sindicais. No primeiro governo Lula, os escândalos de corrupção afastaram as classes médias cosmopolitas do PT, mas o sucesso do Bolsa Família e outras políticas de transferência de renda fizeram o lulismo fincar base nos rincões urbanos e rurais.

Este processo é importante porque explica como se deu a polarização política entre 2005 e 2013. As classes médias cosmopolitas que romperam com o PT migraram para duas forças opostas: PSOL e PSDB. O fato de o PSOL ficar restrito ao campo esquerdo das classes médias urbanas explica porque não conseguiu crescer em todos esses anos. O PSDB, por sua vez, soube ser o “partido das fronteiras”, alinhando a ala direita das fronteiras cosmopolitas, mais liberais e tecnocratas, com as fronteiras rurais. Enquanto isso, o PT se tornou o “partido dos rincões”, combinando uma forte presença nas periferias urbanas com um lastro eleitoral nas regiões rurais abandonadas.

A crise de identidade do lulopetismo

A transformação do PT sob o lulismo custou-lhe a identidade. Como mostra Singer em outro artigo, “A Segunda Alma do Partido dos Trabalhadores”, o PT passa a viver um conflito entre sua prática conservadora e seu programa de origem radical. Uma solução para este conflito seria assumir sua conversão em uma organização social-democrata, mas isso significaria fortalecer o afastamento dos militantes mais aguerridos para uma opção mais claramente socialista, o PSOL. Além disso, significaria assumir uma política econômica mais liberal, mas afinada com a implementada por Palocci no primeiro mandato.

A escolha do PT foi outra, um tanto mais hipócrita.

Ele decidiu viver descaradamente sua contradição entre práticas políticas de compadrio com um discurso radical de duas faces. Uma das faces foi dada pelo anúncio do PAC. O projeto combinada uma retórica nacional-desenvolvimentista praticamente cepalina que disfarçava uma relação de codependência com os grupos econômicos compadres, relação essa explicitada pelas investigações da Lava Jato.

Do ponto de vista do ambiente de negócios, a opção pelo capitalismo de compadrio àquela altura representou retrocessos em relação a um mercado livre e capitalizado, e o principal sinal deste retrocesso foi a queda de ofertas públicas de ações na bolsa, combinada à expansão do endividamento com o BNDES. Os desembolsos do BNDES saltaram de R$ 47 bilhões em 2005 para R$ 190 bilhões em 2013. Já as ofertas públicas na Bovespa caíram de 76 em 2007 para apenas duas em 2014.

Ou seja, menos empresas deixaram de buscar eficiência e competitividade para atender aos interesses de milhares de investidores pulverizados e interessados nos lucros e dividendos e mais empresas submeteram seus projetos aos interesses do grupo político no poder.

A outra face da escolha hipócrita do PT foi um pouco mais complexa. Na ausência de uma opção que sustentasse uma retórica radical na economia – o máximo que se podia chegar era um nacional-desenvolvimentismo rasteiro – optou-se por radicalizar a retórica no campo do comportamento. Neste seria possível entregar alguns ganhos pontuais concretos aos setores mais cosmopolitas sem comprometer as relações com os grandes grupos econômicos. A partir do segundo mandato do governo Lula pautas relacionadas a raça, gênero e questões LGBT passaram a ganhar destaque.

O marco desta virada foi o processo de expulsão do deputado Luís Bassuma, em 2009. Até aquele momento o PT, cuja maioria de militantes historicamente era católica e ligada à Teologia da Libertação, nunca tinha tomado uma posição clara sobre o aborto. Em 2007, no 3º Congresso do partido, essa posição finalmente é adotada. Luís Bassuma era um dos maiores porta-vozes políticos dos grupos de defesa da vida, contrários ao aborto, e por essas posições acabou expulso pelo Comitê de Ética do partido. O mesmo que nunca julgou os condenados no mensalão por desvios éticos.

Eleições de 2010 – o primeiro embate

As duas opções do PT levaram à sua primeira crise na eleição de 2010. A posição radical pelo nacional-desenvolvimentismo levou ao afastamento das classes médias cosmopolitas. O marco foi a candidatura de Marina Silva pelo Partido Verde em uma das primeiras campanhas de fôlego que correram por fora da polarização PT – PSDB.

Já a radicalização das questões de comportamento levaram ao estresse com as bases religiosas do eleitorado das periferias urbanas. O então bispo de Guarulhos, Luiz Gonzaga Bergonzini, se tornou o expoente da resistência religiosa ao petismo. Era a primeira vez que a hierarquia católica se posicionava majoritariamente contra a candidatura do PT. Lideranças evangélicas como Silas Malafaia ganharam destaque neste mesmo momento.

A eleição de 2010 também foi a primeira em que a questão religiosa se tornou pauta explícita. O PSDB pela primeira vez migrou para uma posição claramente conservadora nesta pauta – até então havia sido mais ambíguo e discreto – e Dilma Rousseff teve que recuar em vários aspectos da pauta de costumes para não perder o voto dos rincões.

“Nova classe média”?

Ali ficou evidente que a opção do petismo pela radicalização dos costumes gerou um ruído na relação com seu eleitorado novo, vinculado pelas políticas de transferência de renda. Este eleitorado nutria simpatias pelo lulismo por conta de seus ganhos econômicos naquele momento, mas havia um forte abismo entre suas visões de mundo e as do PT. Não havia um cheque em branco para as questões de costumes.

É deste momento que surgem as diversas pesquisas sobre a ascensão da “nova classe média”. Conceito este que era uma espécie de monstro amorfo sociológico, uma vez que suas crenças, comportamentos ou mesmo padrões de consumo não reproduziam o que a literatura tradicional apontava sobre o que seria uma classe média.

Tratava-se, isso sim, de famílias dos rincões que estavam conquistando novas condições de renda e consumo, mas não estavam aderindo em massa ao cosmopolitismo das classes médias tradicionais. Por isso mesmo autores como Rui Braga e Jessé Souza afirmavam que não seria uma classe média, mas sim uma nova classe trabalhadora. Contudo, isso também trazia problemas, pois esses novos atores sociais não se encaixavam nos modelos mentais do “proletariado industrial urbano”.

Olhando em retrospectiva, fica claro que a tese da “nova classe média” não passava de mistificação acadêmica para justificar o ciclo lulista. O sucesso do lulismo seria medido pelo surgimento desta nova classe social, que era tratada como uma espécie de novo homem nascido do ventre de Lula, o Brahma tupiniquim (entenda a palavra “Brahma” como quiser). É ali que o lulismo começa a se transformar em religião.

Na prática, o que estava acontecendo era uma transformação estrutural dos rincões urbanos. Estimulado pela oferta de crédito barato e pelos programas sociais como Minha Casa Minha Vida e ProUni, esse setor mergulhou fundo no sonho de consumo lulista. Mas rapidamente este sonho se tornou desconfortável: os serviços públicos não melhoravam na proporção de suas demandas, a vida nas periferias se tornou desconfortável, a violência urbana explodiu.

Como ninguém vê direito o que acontece nas periferias, quando essa insatisfação atingiu o centro do poder todo mundo foi pego de surpresa.

Junho de 2013

Cinco anos depois, podemos perceber que junho de 2013 foi a ressaca do porre lulista. Isso explica o esforço do petismo, com a ajuda de seus intelectuais serviçais, em tentar desmontar e destruir qualquer narrativa heroica sobre junho. De uma forma completamente difusa e anárquica, as ruas apontaram o dedo na cara do pacto de hipocrisia lulista.

A grande massa que alimentou junho veio da chamada “nova classe média”. Eram jovens trabalhadores das periferias que trabalhavam nos centros e pegavam horas de transporte público ruim. Não foi à toa que a questão do transporte tenha sido o gatilho de tudo. O que ali se expressou foi a insatisfação com o fato de que se estava vendendo sonho e entregando problemas para essas categorias.

A reação petista a junho foi desconstruir tudo a partir de uma narrativa de golpe que viralizou graças a uma teoria da conspiração habilmente construída por Moniz Bandeira que buscava desconstruir as primaveras de mobilizações pelo mundo identificando a mão secreta da CIA por trás de tudo. Os vazamentos do Wikileaks e de Snowden trouxeram elementos que alimentaram essa visão.

Em junho de 2013 o PT perdeu os rincões urbanos para alguém, mas conseguiu reaglutinar a esquerda das classes médias cosmopolitas por meio do medo do golpe. A partir daquele momento, a palavra golpe operaria como um comando de hipnose sobre amplos setores da intelectualidade, levando-a a distorcer suas percepções sobre qualquer fato.

Fake news I – as eleições de 2014

O grande laboratório da Narrativa do Golpe foram as eleições de 2014. Ali o PT viu-se em risco real de perder o governo, e usou e abusou de gatilhos mentais de medo para amarrar seus eleitores. Marina Silva, que quase foi eleita presidente naquele ano, sofreu uma desconstrução moral tão grande e intensa que repercutiu na sua campanha de 2018.

Todo o arcabouço de neuromarketing utilizado por Bolsonaro em 2018 teve seu primeiro ensaio em 2014. O prato de comida sumindo da mesa das pessoas. O medo de que Marina e Aécio acabariam com o Bolsa Família. A negação dos primeiros indícios de pedaladas fiscais. Tudo com copyright João Santana e Dilma Rousseff.

Os resultados das eleições de 2014 mostravam que o PT já tinha perdido as fronteiras todas e os rincões urbanos, mas conseguiu se salvar às custas dos rincões rurais, que tendem a ser os últimos a se mover em qualquer cenário. Ao mesmo tempo, a Onda Azul passava a exigir do PSDB um posicionamento mais claro de oposição e resistência ao novo governo Dilma. O PSDB não entendeu o recado, e pagou o preço agora.

Das pedaladas ao impeachment

Após mentir como nunca, o PT traiu como sempre. A primeira medida do governo eleito para evitar que se tirasse comida da mesa do trabalhador foi dificultar o acesso ao seguro desemprego. A Lava Jato explodiu, as pedaladas ficaram escancaradas, um processo de impeachment foi aberto e o apoio ao governo erodiu.

As manifestações de 2015 foram totalmente articuladas por redes que tiveram origem na Onda Azul, mas que se desgarraram do PSDB. Algumas delas remontam a junho de 2013, como o Vem Pra Rua. Outras, como o MBL, surgiram de dentro do movimento estudantil e dos congressos liberais. Outras ainda, como os Revoltados Online, sequer tiveram origem na política. Todas elas ganharam tração e viralizaram no contexto da crise do governo Dilma.

Os partidos tradicionais, PSDB entre eles, decidiram manter distância dos movimentos. Acostumados com a política palaciana, não se sentiam à vontade nas ruas, e não estavam dispostos a derrubar a presidente. O PSDB apostava em um longo desgaste para ganhar as eleições em 2018, o Centrão e o PMDB apostavam na chantagem permanente para tirar o máximo do governo. O único político que se sentiu à vontade nas ruas foi Jair Bolsonaro.

A força dos movimentos pelo impeachment vem da combinação dos efeitos da crise sobre as condições de vida dos mais pobres com aquela cisão entre as visões de mundo das periferias e do PT. Já em 2009 esses grupos religiosos foram buscar interpretações alternativas da realidade, e encontraram-nas em Olavo de Carvalho e sua pregação sobre o marxismo cultural. A partir de 2015, essa visão de mundo da conspiração marxista gay ganhou substrato social com os efeitos da crise econômica e com a fragilidade dos grupos políticos em lidar com a crise.

Como a Narrativa do Golpe e a Conspiração Marxista se retroalimentaram

Ao invés de compreender o que se passava com sua base perdida e repactuar sua relação, o PT apostou pesado na Narrativa do Golpe. Essa escolha é coerente com a realizada lá atrás, quando o PT optou pela hipocrisia e recusou-se a revisar seu programa político. Ao dizer que tudo não passava de um golpe arquitetado por Washington, Lula e o PT ficaram na posição confortável de não precisar assumir seus próprios erros estratégicos e crimes.

Contudo, a resistência do PT em abrir mão do poder foi lida e interpretada exaustivamente como sinal da conspiração marxista. Porque o PT roubou recursos da Petrobras, quebrou o país, resiste a aceitar o impeachment e ainda lança um presidiário como candidato? Ora, porque tudo isso faz parte dos planos do Foro de São Paulo para construir a URSAL.

O lado problemático de uma narrativa de conspiração é que os sinais da tramóia estão por toda a parte. Isso serve para as duas, a do Golpe e a do Foro. Alguém faz uma exposição de arte com temas homossexuais. Logo isso é lido como indício da conspiração marxista. Populares tentam fechar a exposição. Rapidamente isso é interpretado como parte do golpe. Fecha o tempo.

O resultado foi um ambiente de paranoia coletiva que contaminou a grande parte da sociedade. Parecia que a sociedade brasileira estava sob efeito de alucinógenos. O ano de 2018 deverá ser analisado não pelas ciências sociais, mas pela psiquiatria, tal o nível de estresse e ansiedade a que todas as famílias foram submetidas.

A polarização das narrativas engoliu tudo o que estava no caminho. Redes bozistas reproduziam difamações contra Marina Silva criadas pelo petismo, e memes bozistas eram reproduzidos pelo petismo. Ambos se desumanizando mutuamente, levando o conflito para dentro das casas.

Ao mesmo tempo, a ruptura promovida pelo PT dentro dos rincões com seus coronéis de praxe ajudou a alavancar Bolsonaro. O espaço de líderes oligarcas como Maluf foi ocupado por pastores, policiais militares e figuras midiáticas como Joice Hasselman. O lulismo plantou e o bozismo colheu.

Perspectivas eleitorais futuras

Retomando a taxonomia proposta no começo deste artigo, o primeiro foco de resistência vem das classes médias cosmopolitas. Nesta eleição foi nelas em que a candidatura Bolsonaro foi menos aceita. Contudo, também é nelas que resiste a Narrativa do Golpe. Teremos que lidar com isso: desconstruir a Narrativa do Golpe e construir uma nova rede de oposição democrática e modernizadora a partir deste grupo de eleitores.

Os rincões rurais que permaneceram petistas até o fim tenderão a migrar para o Bolsonaro nos próximos anos, como migraram para o Lula no primeiro mandato. Especialmente se houver políticas populistas de baixo custo destinadas a este público. Este deslocamento tende a ser positivo, já que o lastro eleitoral petista tem servido como instrumento da burocracia do partido para sabotar o desenvolvimento de novas opções à esquerda.

Os rincões urbanos, apesar de serem o grande lastro de Bolsonaro, tendem a ser os primeiros a sofrer os efeitos de suas políticas, não importa quais sejam. Uma onda de reformas desregulamentadoras tende a impactar imediatamente os mais pobres das cidades, e um prolongamento da recessão por indefinições políticas também. É questão de tempo para que projetos com uma pegada pró-emprego e pró-empreendedorismo ganhem força nesse segmento da sociedade.

As fronteiras rurais, por sua vez, tendem a ser o polo de resistência do bozismo até o fim. A não ser que desequilíbrios e transformações econômicas de vulto impactem o agronegócio de forma definitiva, eles verão até o fim o governo Bolsonaro como uma criação à sua imagem e semelhança.

O grande laboratório serão as eleições de 2020. É nelas que veremos como cada grupo de eleitores reagirá aos impactos reais do governo Bolsonaro.

Paulo Roberto Silva

Jornalista e empreendedor. Mestre em Integração da América Latina pela USP.