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Ocupação da USP, uma questão de legitimidade

por Raphael Tsavkko Garcia (10/11/2011)

A presença da PM é uma provocação da Reitoria, abertamente conservadora e ilegítima, e do governo, igualmente conservador

Espaço natural e primordial para transgressões juvenis e para atividades consideradas ilícitas pelo poder conservador, a Universidade nunca foi tão contestada quanto nos últimos dias desde que a Polícia Militar foi “convidada” pelo contestado reitor da USP, João Grandino Rodas, a patrulhar o campus.

Os grandes meios de comunicação parecem achar que a universidade se limita a ser um local para estudo, onde vamos obrigados, para passar 4 anos entediantes e, então arranjar um emprego igualmente entediante para seguir da mesma forma até o fim da vida.

— Espaço amplo e diversificado —
Estão totalmente enganados. É muito mais.

É um espaço de aprendizado muito mais amplo do que aquele restrito às salas de aula. Serve para se preparar para vida e, neste meio tempo, cabe beber, fazer festa, conversar, se divertir e, porque não, transgredir. A adolescência é a época em que descobrimos quem somos e o que queremos, e, até lá, cometemos erros, fazemos besteira e não precisamos da PM para nos ensinar o “caminho correto”.

Fumar maconha faz parte. Beber faz parte. Contestar faz parte. Há uma clara oposição entre a lei e as práticas (oras, entra-se na universidade com 17 anos e é proibido beber até os 18, mas alguém se importa?) dentro dos muros da universidade, dentro dos limites do campus.

O campus é um lugar de contestação por natureza. Assim é a universidade. USP, PUC, não importa, universidade é um espaço de contestação, de rebeldia, de festas e, claro, de aprendizagem, mas de todo tipo de aprendizagem e não apenas aquela das salas de aula.

A presença da PM é uma provocação clara tanto da Reitoria, abertamente conservadora e ilegítima, quanto do governo, igualmente conservador. É uma forma de tentar “acalmar” os ânimos e a contestação estudantil.

E é um tiro no pé, estupidez pura. Uma provocação perigosa contra a comunidade universitária.

— Discórdia —
Logo no início de suas atividades, a reconhecidamente violenta PM de São Paulo, que em um ano conseguiu, apenas no estado, matar mais do que a polícia de todo os EUA, prendeu 3 estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) por fumarem maconha nas imediações do prédio.

Poucos momentos antes, a mesma PM perseguia estudantes da faculdade em frente à biblioteca, exigindo documentos e revistando bolsas, em clara provocação e sem qualquer tipo de justificativa.

Já revoltados com esta provocação, os estudantes reagiram e saíram em defesa dos três colegas que seriam levados para a delegacia por claramente descumprirem uma lei retrógrada em um ambiente que, basicamente, foi feito para este tipo de quebra de regras.

Confusão armada, incitados pela provocação anterior e pela mera presença de uma força policial intimidadora, os estudantes partiram para cima, balançando seus livros contra a polícia e, por fim, se excedendo ao jogar um cavalete na PM que, como era de se esperar, respondeu com violência excessiva. Balas e bombas contra livros e pedras.

Em meio à confusão e como forma de revolta, alguns estudantes ocuparam a sala da diretoria da faculdade, dando início, então, à confusão que se seguiu e a toda a discussão posterior sobre autonomia universitária, maconha e movimento estudantil.

— Ocupação, o início —
A ocupação, assim como toda a movimentação logo após o episódio de violência desproporcional, é absolutamente legítima, mas alguns pontos precisam ser pontuados.

É fato que a PM havia intimidado estudantes em frente à biblioteca, mas é inegável que, ao verem estudantes fumando maconha, por mais comum à paisagem que isto fosse, não podiam se furtar a cumprir a lei – sua função primordial, ao menos em tese.

Por mais que discordemos da lei que proíbe o consumo de drogas, não podemos condenar a polícia por cumprir sua função – mesmo, também discordando desta função.

O protesto dos estudantes, por sua vez, é legítimo. Enquanto a resposta da polícia a este protesto foi, como de costume, exagerado e violento. Concordar com a legalidade da ação da polícia é diferente, porém, de concordar com seus métodos, é preciso deixar claro.

A questão se complica, porém, em um segundo momento, após a ocupação inicial, quando o DCE convoca assembléia para deliberar sobre a continuidade ou não da ocupação.

— Ocupação, questão da legitimidade —
A assembléia, ainda que por margem estreita, votou pelo fim da ocupação.

Porém, após a maior parte dos estudantes terem se retirado, uma nova assembléia foi convocada por grupos mais radicais, como MNN, PCO e LER-QI, que fabricaram um resultado mais afeito aos seus propósitos e um grupo ainda mais minoritário de cerca de 50-70 estudantes manteve, à revelia da maior parte dos alunos da FFLCH, a ocupação.

Esta situação foi a que permeou o debate por dias, até a invasão da PM, onde a maioria dos estudantes da FFLCH são contrários à ocupação, mas se opõem veementemente à qualquer tipo de violência e buscam manter vivo o debate sobre a presença da PM no campus, enquanto uma minoria radical se investindo do título de “vanguarda revolucionária” acaba por prejudicar a causa, se colocando acima do coletivo e dando munição à direita dentro e fora dos limites da USP.

Não se podia abandonar quem se colocava na rota da violência policial, mas seria saudável que a própria comunidade acadêmica e em especial a esquerda da FFLCH chegasse a um acordo e encontrasse uma forma mais madura e efetiva de combater tanto a PM no campus quanto a gestão ditatorial do Reitor.

Ou seja, todo apoio à resistência frente à ameaça de violência policial, mas passado o perigo, os estudantes devem tomar de volta para si as rédeas do processo enquanto conjunto e não enquanto uma minúscula vanguarda iluminada.

— Repressão —
Foram 70 estudantes presos (ou talvez 75, segundo outras fontes), que tiveram de pagar fiança e podem ser acusados de, pasmem, formação de quadrilha. Mas piora. O CRUSP foi invadido também pela PM que não teve problemas em lançar bombas de gás nos estudantes e tratá-los como criminosos, para que não pudessem se juntar aos que ocupavam a reitoria em solidariedade.

Estudantes acusam a PM de ter plantado coquetéis molotov e de terem destruído a sala da reitoria durante a invasão, enquanto os estudantes permaneciam imóveis, de cabeça baixa, esperando não serem igualmente violentados.

Tratados como criminosos, foram filmados e fotografados, levados para a delegacia e forçados a pagar fiança (esta paga pela Conlutas).

E o tiro parece ter saído pela culatra. Alckmin agora terá de lidar não só com uma ocupação, mas com uma greve de estudantes e possivelmente de professores e funcionários e com manifestações que se espalham por outras universidades públicas em São Paulo.

— Papel da Mídia —
É fato que a imprensa age propositadamente como agente provocador. Ficam revoltados dos estudantes se recusarem a falar com eles, mas, quando estes falam, são censurados, tem suas falas manipuladas e são desrespeitados. Alguns elementos da imprensa colocam a liberdade de imprensa (ou de empresa) acima da liberdade de expressão dos movimentos sociais. E isto é recorrente.

Vimos a mídia, certos jornalistas, pedirem deforma descarada para que a PM interviesse com violência, para que os estudantes fossem “postos em seu lugar”.

O que vemos hoje é uma clara aliança de setores conservadores da sociedade, retrógrados e alguns até mesmo de caráter fascista, atiçados por uma mídia corporativista e irresponsável para tentar criminalizar os estudantes da USP (para me ater apenas neste problema).

Tudo isto aliado à tentativa do governo de monitorar e patrulhar atividades políticas legítimas e reformar a presença dos setores de inteligência e espionagem da Polícia Militar, num novo e grotesco DOPS.

— Suspeitas —
Tiro no pé talvez seja a questão principal.

A ação da PM acabou por desvelar os reais interesses por trás da presença da PM que, longe de garantir segurança, se centra no monitoramento de “elementos perigosos” e no patrulhamento ostensivo dos estudantes.

Alckmin é muito mais sutil que Serra, que de cara colocou um retiro ilegítimo no poder, o Rodas. Seus métodos são muito mais bem pensados e, mesmo sem querer, a mídia deixou clara suas intenções.

Segundo informações que tenho de amigos, há um real interesse por parte do governo em reforçar a presença e o poder da PM às custas, também, da Polícia Civil e, também o de reforçar a presença e a efetividade dos chamados P2, ou PM’s infiltrados em movimentos sociais (acredito que todos se recordam do protesto dos professores que terminou em violência ha alguns anos em que um suposto professor, na realidade P2, foi fotografado carregando uma policial ferida e estampou a capa de diversos jornais).

O monitoramento político de partidos e de movimentos é claro. Qual o sentido em se “averiguar” a participação de estudantes em partidos políticos perfeitamente legais mesmo dentro da legislação atual que estes mesmos partidos denunciam como burguesa?

Há fortes suspeitas da presença de P2 infiltrados no movimento estudantil e isto se verifica pela confusão em que um fotógrafo foi derrubado e até um tijolo foi jogado em cima da imprensa durante a madrugada pré-desocupação.

Estamos diante de uma clara militarização do campus, e pior, de uma militarização da sociedade, dos espaços públicos, dos espaços de convivência social.

A universidade é apenas a ponta mais visível, mas encontra paralelos com o higienismo da cidade, com as perseguições e execuções (e a moda de incêndios criminosos e remoções forçadas) da população pobre, com a elite se revoltando contra “gente diferenciada” e com todo o ódio contra aqueles que contestam, que se revoltam, que lutam pelo que acreditam.


Raphael Tsavkko Garcia

Formado em Relações Internacionais (PUC-SP), mestre em Comunicação (Cásper Líbero) e doutorando em Direitos Humanos (Universidad de Deusto).



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etc..
etc..

Desde quando as leis não devem se aplicar dentro do campus? Se eles estão infringindo-as devem ser punidos. Pena que tão poucos são punidos como deviam. Deveria muito, rever seus conceitos. Ilegítimo é defender transgressores e não puni-los. Deve ser por esse tipo de opinião que a classe intelectual do Brasil morreu a muitos anos, desde Mario Ferreira dos Santos.

Raphael Tsavkko
Rodrigo Fante

E esse é seu argumento para justificar quebrar as leis? por favor né.

Raphael Tsavkko

Não, amigo, justificativa é que existem leis criminosas, feitas por um grupo político com a intenção de lucrar, de garantir a defesa dos seus interesses. MAs você não conseguiria entender isso.

Hugo Silva
Hugo Silva
Raphael, Veja como é a questão da formação de quadrilha. É um crime de associação (associação de pessoas para cometerem atos criminosos). Parece que boa parte das pessoas (e mesmo dos juristas) não tinha percebido a natureza antidemocrática e de violação das garantias que é esse crime. Coloquemos um caso prático: se uma pessoa pratica um ato considerado crime, será punida por esse ato. Se ela pratica um ato em conjunto com outras pessoas (como um assalto), cada uma responderá pelo ato de acordo com suas culpas; isto é, de acordo com o que cada uma delas fez (sua contribuição… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Interessante o raciocínio, nunca tinha parado para pensar nisso, mas faz total sentido. Agora, alguém sequer cogitar esta tipificação para um protesto estudantil é, no mínimo, tosco. É a defesa literal de um Estado policial e que criminaliza o mero ato de protestar.

Rodrigo Fante

Protesto infantil é uma coisa, invadir prédios, roubar objetos de funcionários etc. É outra e tem nome, crime.

Raphael Tsavkko

Roubar? Você agora tá inventando coisas? De resto, você realmente precis aprender o que é democracia, desobediência civil e etc… Tá na hora de estudar mais.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Só uma observação,sem entrar no mérito jurídico. Quando vc fala que: O que está sendo criminalizado é a associação de pessoas, pura e simplesmente. Não é pura e simplesmente. O texto da lei é claro que é com o objetivo de cometerem atos criminosos. Porque se não até o casamento ou a união de pessoas de forma conjugal seria crime. A abertura de empresas também o seria Não concordo pois em momento algum fala de tipos de pessoas mais de associação de pessoas para cometerem crimes. Mas de fato há grandes discussões baseadas nos conceitos de quadrilha ou bando e… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Questão é: Que atos criminosos? Quem define? Porque apesar de haver uma lei escrita, muito se deve a interpretações…

carlos adv
carlos adv
Não existe área excluída ou área restrita para a prática da baderna, estudantes também precisam acatar as leis e obedecê-las como qualquer cidadão. Se não estão contentes procurem outro lugar para viver, quem sabe nos polos terrestres onde poderão certamente fumar sua maconha e realizar suas badernas sem que sejam “pertubados” pela polícia e ainda sem ofender os princípios morais e éticos de uma sociedade. Resgatemos os valores fundamentais de qualquer cidadão e apliquemos as leis. Diferenciar o cidadão do marginal (aquele que vive à margem da sociedade) e que precisam sim ser identificados e punidos. A PM ainda foi… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Não sei se enquadro o comentári oacima n acategoria dos fascistas saudosos da Ditadura ou no dos insanos… MAs talvez seja a mesma coisa.

Fábio - Bisbo Agnóstico
Fábio - Bisbo Agnóstico

É possível criar um critério para o enquadramento do comentário. Se o pretenso apologista desta tosca ideia de cidadania e respeito nasceu antes de 1970, possivelmente, seja um saudoso privilegiado do abuso fascista… se for mais novo, é indício da presença ignóbil que frutificou na falta de estudo adequado e na proliferação dos cursos de direito. Aconselho estudos mais aprofundados sobre cidadania e respeito, JÁ!

Raphael Tsavkko

Taí uma boa idéia, haha

Bosco
Bosco

Muito bom esse poste. Parabéns!

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Temos que discutir várias coisas nesse episódio. 1) Alunos são surpreendidos fumando maconha. Crime. Foram levados ao Distrito Policial e não a qualquer outro lugar para responderem por seus crimes, assim como o filho do Antonio padeiro, do José o leiteiro e como qualquer cidadão. Ato legal e legitimo. 2) Ora onde eles adquiriram a droga?? Nâo precisa ser bidu para saber que foi dentro do campus, portanto creio que não só a PM deve permanecer lá, como a Policia Civil deve investigar o tráfico de drogas para evitarmos o “COMPLEXO DO ALEMAO” DENTRO DO CAMPUS DA USP, com outra… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Vejamos, em primeiro lugar, não grite, é deselgante e dificulta a leitura.

Segundo ponto, se você realmente acha que o problema tem como pano de fundo a maconha, melhor estudar o caso antes de falar tanta besteira.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Se não quer ouvir tanta besteira, pare de falar. Ai talvez não escute besteira. Se uma pessoa quer se fazer ouvida, como vc nas suas idéias e reivindicações, necessita aprender a ouvir. Parece-me pelo tom agressivo com quem trata s pessoas que nao sabe ouvir idéias e posições contrárias às suas. Aliás vc quando anda no campus da USP está sempre com medo, olhando para os lados mas aqui é valentao Para quem é favor da utilização da violência, não deveria se incomodar com o fato de eu gritar (se tivesse gritado) Universidade é espaço natural e primordial de educação… Leia mais »
Rodrigo Fante

ARgumente, não vejo nada além de um bando de maconheiros estudando com o dinheiro do meu imposto protestando sem causa.

Raphael Tsavkko

Então ou você é cego, ou tem sérios problemas. Sabe o engraçado? Sabe quais são os melhores cursos da USP? Os da FFLCH, dos ‘maconheiros”. Pq vc não vai protestar contra riquinho cheirando cocaína? Ah, aí não pode. Ou vai protetar contra riquinho andando bêbado em seus carros de luxo e matando? Ah não pode também, melhor reclamar de quem fuma maconha, que é um problema só deles….

Wladimir
Wladimir

Só responde com retórica.
Argumente.
Falar que os outros falam besteira é fácil.

João Paulo Arantes
João Paulo Arantes
Esse texto é completamente sem fundamento algum. Além disso, concordo com o Wladimir. Li as respostas a comentários que você fez Raphael e suas respostas são absurdamente infantis e sem argumento. Acusar falando que os outros “falam besteira” é a forma mais antiga que “pseudo-anarquistas” utilizam para gerar perturbação social. Seus argumentos de que “a universidade é um local feito para transgredir” e que “Fumar maconha faz parte. Beber faz parte” são claramente de alguém atordoado pela sociedade e que se acostumou com o “jeitinho brasileiro” de burlar leis. O fato de pessoas de 17 anos consumirem álcool não é… Leia mais »
Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Não estou gritando. O problema de vcs é que apesar de falarem em democracia não consegue escutar ou ler opiniões diferentes. Há vários meios de se lutar, de se fazer ouvir.Não é cometendo crimes que vcs conseguiram mudar as coisas. Não estou falando de maconha mas de crimes cometidos. E isto serve para todos e pra mim também.. Eu falei de fatos que ocorreram e que estão registrados. Ou foi o gasparzinho que cometeu os crimes? É a primeira vez que vejo um movimento estudantil ser tao criticado num protesto que envolveu a policia. De fato conseguiram um fato inédito.… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Escrever em caixa alta = gritar.

Vejamos, “democracia” = defender que PM desça o cacete em quem está protestando. Ou seja, não pode protestar, tem que concordar com tudo, senão leva porrada. Bela noção de “democracia”.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Vc chama isso de protesto eu chamo de baderna, de crime comum. Já que alguns insistem em crime politico, embora seja uma minoria radical. A agressão aos jornalistas é manifestação da livre expressão do jovem na universidade?? O jornalista não pode pensar diferente dos alunos??? Tem que mostrar o que eles querem que mostrem. Aliás outra lambança destes estudantes e de uma liderança mais perdida que cego em tiroteio. Já fui metalúrgico e conquistei muitas coisas com protesto e greve. Com crimes comuns não, depredando a empresa em que trabalhava não. O uso da força policial nesse caso é legitimo… Leia mais »
Raphael Tsavkko
Sinto muito, mas sua percepçã oestá absolutamente equivocada. Não improta se amioria ou minoria, á reivindicação política e luta política por detrás dos atos dos estudantes que se inserem em um conjunto de lutas sociais. A questão é política desde o princípio. O engraçado, da parte dos defensores da “democracia” é que não questionam a legitimidade (que não existe) do reitor. Este é o princípio de TODA a discussão. A agressão aos jornalistas deve ser repudiada na mesma medida em que as provocações por parte dos jornalistas também. Aliás, há forte suspeita de que a agressão aos jornalsitas tenha partido… Leia mais »
Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Na realidade na defendo o reitor, mas quem deixou esta discussâo ficar em segundo plano foram vcs mesmo. Como eu disse não defendo ninguém seja A ou B, que pague pelo que fez, mas a discussão comandada por um grupo radical, como vc mesmo disse em seu texto. conduziu o a discussão saindo do foco central. Aliás quem colocou o reitor lá? Não vejo discussão sobre isto? Não sou democrata porque não creio que a maioria sempre está certa. Na verdade eu creio que o problema maior nao é o tipo de politica. Não são mudanças exteriores, mas o ser… Leia mais »
Wladimir
Wladimir

Esse seu argumentou é genial:
“Sobre depredação: Há fortes indícios de que tenha sido trabalho da PM.”
Rafhael, você tem que ser político. Retórica tem de sobra

Rafael
Rafael
Pode sim protestar, não pode é depredar patrimônio público. O dinheiro para reparar os danos causados sai do seu bolso tambem. Dinheiro que, torcemos muito, poderia estar sendo melhor utilizado. Me diz uma coisa…vocês(alunos da USP e dono do blog) criticam tanto a PM, mas já imaginaram como seria a vida dos senhores sem ela? Por mais “mal preparada” que ela seja? Dado que não vivemos num mundo ideal, onde todos teriam uma educação descente, saude e onde a existencia da policia não seria mais necessária. Deixando claro, eu sou totalmente a favor da liberação de TODAS as drogas…a escolha… Leia mais »
Otávio
Por nada, por nada (quase gratuito isso), mas não sei o que é pior: o texto ou as respostas do autor. Não há contra-argumentação. “Tosco, fascista, escritor de caixa alta”? Francamente, isso é cinismo. Fez-se uso da máquina fantasiando um debate democrático – ou uma exposição em favor da democracia – pra não atacar argumentos e sim argumentadores. Ou não: afinal, quem por aqui é formado e mestrando e blogueiro e autor e tradutor, pra poder discutir? Ah, sim, se estiver procurando uma palavra para me qualificar, eu fico com “reacionário”. Mas defendo: reprimir a argumentação alheia com xingamentos e… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Cinismo? Total. Ou você acha que eu realmente vou perder meu tempo argumentando com fascista que acha que democracia é dar porrada e defender repressão? Pelo bme da minha sanidade, levo como se fossem só pessoas com sérios problemas, porque não dá pra acreditar que sejam sérias.

Debate democrático foi o que NÃO ocorreu na USP e que os fascistinahs defenderam: Porrada e repressão da PM. Realmente, não perco tmepo argumentando com portas.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Mas porque razão a sua noção de democracia tem que ser a correta? Porque é sua??? De forma alguma. Democracia é bater nos jornalistas? Agora eu gostaria que vc comentasse isso. Os encapuzados e mascarados (aliás parecia o filme CARANDIRU, com bandidos cobrindo os rostos nos presídios ou ocultando os rostos nos morros do Rio de Janeiro e para ser igual só faltou os fuzis) batendo em jornalistas, pichando prédios e destruindo câmeras é democrático? Ou vc não tem coragem de desafiar as pessoas desse movimento? Eu não vi em nenhum momento vc falando que bater de forma covarde num… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Vejamos. Democracia pressupõe porrada? violência? Engraçado, nem nos piores dicionários de política eu consegui encontrar estes itens como parte da democracia e do debate democrático…

MAs desobediência civil, greve e etc sim, achei.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais

Engraçado é vc nao comentar a violência nos jornalistas. Eu sei que por vezes enchem o saco e fazem muitas coisas inconvenientes. Mas à agressão a eles não foi violência? Isto vc chama de democracia? O que estou te dizendo é que nenhuma das partes envolvidas agiram sem violência. Isto ficou claro nas imagens..

Raphael Tsavkko

Já ouviu falar em P2?

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais

Claro, mas a própria imprensa assumiu que os profissionais que estavam ali era dela e não da policia.

Raphael Tsavkko

P2 no Mov. Estudantil, não na imprensa.

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
O que é repressão? Fazer valer a vontade da minoria sobre a maioria é democrático? Vc aqui é um repressor Vcs agridem falam o que querem e fazem o que querem. Tem que levar borrachada mesmo. Aliás a borrachada é uma manifestação da liberdade da policia, que vc deveria defender. Afinal como vc disse ” a universidade é o campo da contestação”. Não vi a policia como vc vê.E se ainda tivessem cometido transgressões, como vc mesmo disse o campus é um campo para transgressões não é isso O policial é um artista. Afinal pegou um grupo que bateu em… Leia mais »
Wladimir
Wladimir

Raphael, se você não defende argumentação, não defende a democrácia.

Cristiane Carvalho
Cristiane Carvalho

Posso votar no melhor comentário? Posso? Então, na minha opinião, foi o do Carlos adv. Um clássico! Expressões como: “princípios morais e éticos de uma sociedade.”;”A PM ainda foi muito gentil “; “depredaram o patrimônio, ofenderam a sociedade e o mais cruel…. atearam fogo em nosso pavilhão nacional.” são mito reveladores.
Pode ficar tranquilo, Carlos adv, eu, que faço parte da sociedade, não estou “ofendida”, assim como muitos que conheço.
Fico feliz que ainda existam mentes pensantes e que questionam a moral vigente.

Raphael Tsavkko

Finalmente um pouco de lucidez!

Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Eu concordo com o Carlos. A polícia foi muito gentil realmente. Não chegou a bater em ninguém. É muito choro para pouca borrachada. Agora há umas frases ouvidas de estudantes que também são hilárias. Vamos a elas: “Com a maconha e sem a PM, a USP vai à frente”. “Mascarados, sem rosto e sem autoria, nós destituiremos a reitoria” ” Agredir jornalistas é livre manifestação, ação da PM cumprindo ordem judicial é repressão” “Não basta fumar maconha tem que manter a “empresa” no superavit”. “Ocupação da reitoria é lutar, fiquei o dia inteiro e a noite lá, não é porque… Leia mais »
João
João
Acho uma desculpa esfarrapada de que só porque é jovem pode se drogar, tenho 18 anos e não tenho a menor vontade de usar drogas, acho isso coisa de gente fraca que não respeita o próprio corpo e sobre a USP, acho um hipocrisia esses estudantes pedirem a PM no campus porque estava tendo muitos assaltos e inclusive houve um homicidio, até ai, tudo bem,a area do campus estava um local hostil, realmente, mas agora que a PM está abordando estudante, o que é normal, pois a PM não tem bola de cristal pra saber quem é bandido e quem… Leia mais »
Raphael Tsavkko
É mesmo, essa é sua opinão? Ora, bom pra você! Alguém mais tem que concordar? Não pode fumar, beber, se “drogar” porque você não gosta? Que mundo maravilhoso! Temos de ser tementes a deus também? E tem razão, a PM não tem bola de cristal, melhor revistar alunos a esmo da FFLCH, a faculdade que mais combate a presença deles! Mas, né, só coincidência! Porque será que não revistam na Poli ou em oturas faculdades que ficaram felizes com a presença da PM? Aliás, você precisa aprender a usar o termo “hipocrisia”, com 18 anos já deveria ter aprendido. E,… Leia mais »
Isaac Costa Novais
Isaac Costa Novais
Vc fala no seu texto o seguinte: “grupos mais radicais, como MNN, PCO e LER-QI, que fabricaram um resultado mais afeito aos seus propósitos e um grupo ainda mais minoritário de cerca de 50-70 estudantes manteve, à revelia da maior parte dos alunos da FFLCH, a ocupação.” Em outra parte vc diz: “maioria dos estudantes da FFLCH são contrários à ocupação”. E por fim vc argumenta: “seria saudável que a própria comunidade acadêmica e em especial a esquerda da FFLCH chegasse a um acordo e encontrasse uma forma mais madura e efetiva de combater tanto a PM no campus quanto… Leia mais »
Raphael Tsavkko

Aliás, esqueci de colocar um pequeno adendo ao texto que, depois um amigo me chamou a atenção: Quando me refiro a um “novo e grotesco DOPS” tratava em termos de inteligência, de um órgão ou ao menos de um centro informal, mas organizado (acreditem, não é contraditório), de inteligência da PM. O DOPS era civil, o uso do nome foi apenas para ilustrar o perigo que representam os P2.

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